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Bebê de 18 meses fica com apenas uma dose de medicamento após tempestade impedir entregas e até descartar transporte por helicóptero, até que um motorista aceita enfrentar 317 quilômetros de estradas cobertas de gelo entre Houston e San Antonio, entrega o remédio e recusa dinheiro oferecido pelo pai da criança

Bebê de 18 meses fica com apenas uma dose de medicamento após tempestade impedir entregas e até descartar transporte por helicóptero, até que um motorista aceita enfrentar 317 quilômetros de estradas cobertas de gelo entre Houston e San Antonio, entrega o remédio e recusa dinheiro oferecido pelo pai da criança

6 min de leitura

Bebê de 18 meses fica com apenas uma dose de medicamento após tempestade impedir entregas e até descartar transporte por helicóptero, até que um motorista aceita enfrentar 317 quilômetros de estradas cobertas de gelo entre Houston e San Antonio, entrega o remédio e recusa dinheiro oferecido pelo pai da criança

Escrito por Carla Teles

Publicado em 25/08/2026 às 13:36

Atualizado em 25/08/2026 às 13:37

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Motorista leva medicamento de Houston a San Antonio durante tempestade e enfrenta 317 km de gelo para concluir entrega urgente. Imagem: Reprodução.

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O motorista Pablo Pedraza percorreu 317 quilômetros entre Houston e San Antonio em fevereiro de 2021 para entregar um medicamento a Evangelina, de 18 meses, depois que uma tempestade severa interrompeu as entregas normais e inviabilizou até o transporte por helicóptero. Ao chegar, ele recusou o dinheiro oferecido pela família.

O motorista Pablo Pedraza, de 40 anos, deixou Houston em fevereiro de 2021 para levar pessoalmente a San Antonio o medicamento imunossupressor de Evangelina, uma bebê de 18 meses que havia recebido um transplante cardíaco. A menina estava reduzida a apenas uma dose quando as condições extremas do inverno interromperam o fluxo normal das entregas.

O caso foi relatado pelo San Antonio Express-News em 19 de fevereiro de 2021 e também repercutido pelo Parent Herald na mesma data. A fonte principal informa que Pedraza trabalhava para a Atlas Delivery Service, empresa contratada pela farmácia especializada do Texas Children’s Hospital, enquanto as remessas mensais da família normalmente eram realizadas pela UPS.

Bebê de 18 meses tinha apenas uma dose do medicamento

Imagem: Reprodução.

Evangelina dependia de medicamentos imunossupressores após receber um transplante de coração no Texas Children’s Hospital, em Houston. A menina havia sido diagnosticada com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma condição cardíaca rara mencionada pela reportagem.

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Normalmente, a farmácia especializada do hospital enviava o medicamento todos os meses para Alexis Padilla-Villegas e o marido, Reynaldo Villegas, em San Antonio. O problema surgiu quando o clima extremo impediu as entregas por vários dias e o estoque da criança caiu para uma única dose.

Tempestade impediu entregas e descartou até helicóptero

As condições nas estradas eram tão severas que os motoristas responsáveis pelas entregas habituais ficaram impossibilitados de operar durante dias.

Uma alternativa chegou a ser considerada: transportar o medicamento por helicóptero. Essa possibilidade também foi descartada porque as condições meteorológicas não permitiam realizar o voo com segurança.

Hospital garantiu à família que encontraria uma saída

Em meio à preocupação, uma funcionária da farmácia entrou em contato com a família e informou que o hospital encontraria uma forma de fazer o medicamento chegar a San Antonio.

A solução apareceu algumas horas depois. Pablo Pedraza aceitou deixar sua rota habitual em Houston e assumir uma viagem extraordinária de aproximadamente 317 quilômetros, equivalente às 197 milhas mencionadas pela reportagem.

Motorista decidiu seguir mesmo com a família preocupada

Imagem: Reprodução.

Pedraza trabalhava em meio período para a Atlas Delivery Service e estava acostumado a dirigir profissionalmente em Houston, mas aquela viagem significava enfrentar condições muito diferentes de sua rotina.

A própria esposa demonstrou preocupação com a segurança dele, enquanto um colega considerou a decisão arriscada. Mesmo assim, o motorista iniciou o deslocamento pela Interestadual 10 em direção a San Antonio porque sabia que havia uma criança esperando pelo remédio.

Estrada tinha gelo, carros abandonados e acidentes

Ao longo da I-10, Pedraza encontrou sinais claros da dimensão da tempestade. A reportagem relata veículos abandonados nas margens, acidentes e equipes de emergência trabalhando em diferentes pontos da rodovia.

Em determinado trecho, ele passou por um caminhão de 18 rodas destruído. Luzes de veículos de emergência apareciam pelo caminho enquanto o céu ficava cada vez mais escuro e as condições de aderência exigiam cuidado constante.

Imagens de acidente fatal estavam na memória do motorista

Pedraza também havia acompanhado pelo noticiário as consequências do inverno extremo em outras partes do Texas. Antes de sair, ele e a esposa tinham visto imagens relacionadas a um engavetamento fatal na região de Dallas-Fort Worth.

A lembrança reforçava o risco daquele percurso. Por isso, o motorista manteve uma velocidade considerada segura para as condições escorregadias, priorizando conseguir completar a viagem sem perder o controle do veículo.

Família aguardava o remédio em um hotel de San Antonio

A situação da família também havia sido alterada pela tempestade. Uma queda de energia atingira a residência dos Villegas no início daquela semana.

Por causa disso, os pais e as três filhas estavam hospedados no Drury Inn and Suites, onde Reynaldo trabalhava. Foi para esse endereço que Pedraza seguiu levando a caixa com o medicamento.

Motorista chegou a San Antonio por volta das 20h

Depois de percorrer os 317 quilômetros em condições adversas, Pedraza chegou a San Antonio por volta das 20h daquela quarta-feira.

Usando máscara, ele entrou no hotel com a caixa. Os funcionários perceberam rapidamente o motivo da visita e pediram que aguardasse, porque Reynaldo queria encontrar pessoalmente o profissional que havia enfrentado a estrada para levar o remédio da filha.

Pai disse que filha não receberia o remédio sem aquela viagem

O encontro mostrou ao motorista o impacto concreto da entrega que havia acabado de realizar. Reynaldo explicou a importância do medicamento e agradeceu pela decisão de enfrentar o trajeto.

Durante a conversa, o pai mostrou no celular a página criada para acompanhar a trajetória médica de Evangelina. Pedraza, que normalmente fazia entregas sem conhecer os pacientes ou suas histórias, pôde ver quem estava por trás daquela caixa que transportara por centenas de quilômetros.

Família ofereceu dinheiro, mas motorista devolveu

Reynaldo tentou agradecer também financeiramente. Primeiro, a família ofereceu a Pedraza um quarto no hotel para que ele não precisasse retornar imediatamente pelas mesmas estradas.

Ele preferiu voltar para Houston. Quando o pai tentou lhe entregar uma gorjeta, Pedraza recusou o dinheiro. Mesmo depois que Reynaldo colocou a quantia no bolso de sua roupa, o motorista a devolveu e tratou a viagem como parte do trabalho que havia assumido.

Após a entrega, ele ainda precisou enfrentar o caminho de volta

A missão não terminava em San Antonio. Como decidiu não permanecer no hotel, Pedraza voltou para a estrada consciente de que as temperaturas continuavam baixas e ainda havia risco de gelo na I-10.

Antes de partir, a família fez apenas um pedido: queria receber uma mensagem confirmando que ele havia chegado em segurança. Por volta das 23h, os Villegas receberam a confirmação de que Pedraza estava de volta a Houston.

Viagem de 317 quilômetros começou por causa de uma única dose restante

A sequência que levou à viagem começou com uma combinação difícil de contornar: uma bebê de 18 meses dependente de um medicamento, apenas uma dose disponível, estradas paralisadas pelo inverno e um helicóptero que também não podia decolar.

A saída encontrada foi colocar a caixa em um veículo e enfrentar por terra os 317 quilômetros entre Houston e San Antonio. O motorista completou a entrega, recusou a recompensa financeira e depois retornou pela mesma região castigada pelo clima.

Motorista recusou dinheiro depois de entregar remédio que atravessou o Texas sob gelo

Pablo Pedraza saiu de sua rotina profissional para cumprir uma entrega que havia se tornado urgente quando praticamente todas as alternativas convencionais foram bloqueadas pelo clima. No caminho, encontrou gelo, acidentes, veículos abandonados e um caminhão destruído, mas conseguiu chegar ao destino com o medicamento.

Depois, ainda recusou o dinheiro oferecido pelo pai e enfrentou a viagem de volta para Houston. O que mais chama sua atenção nessa história: a decisão de percorrer 317 quilômetros sob aquelas condições ou a atitude do motorista ao recusar a recompensa depois da entrega? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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