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Beto Carrero aposenta a montanha-russa mais antiga do Brasil após 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros, enquanto a Star Mountain prepara a última volta em setembro e encerra uma era que ajudou a transformar o parque catarinense

Beto Carrero aposenta a montanha-russa mais antiga do Brasil após 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros, enquanto a Star Mountain prepara a última volta em setembro e encerra uma era que ajudou a transformar o parque catarinense

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Beto Carrero aposenta a montanha-russa mais antiga do Brasil após 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros, enquanto a Star Mountain prepara a última volta em setembro e encerra uma era que ajudou a transformar o parque catarinense

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 19/08/2026 às 07:55

Atualizado em 19/08/2026 às 07:56

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Beto Carrero confirma a última volta da Star Mountain em 13 de setembro, após 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros.

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Inaugurada em 1994, a Star Mountain percorre 730 metros, alcança 60 quilômetros por hora e leva passageiros por dois loopings a 22 metros de altura. O Beto Carrero marcou a despedida para 13 de setembro, enquanto prepara atrações e retoma a Fire Whip após uma reforma milionária no parque catarinense.

O Beto Carrero anunciou a aposentadoria da Star Mountain, apresentada como a montanha-russa mais antiga do Brasil ainda em operação. Depois de 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros, a atração fará sua última volta em 13 de setembro de 2026, encerrando uma das experiências mais reconhecidas do parque catarinense.

A despedida ocorre enquanto o empreendimento de Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina, reorganiza seu conjunto de atrações. A Fire Whip passa por uma modernização de R$ 24 milhões, enquanto novas áreas temáticas e um complexo hoteleiro integram um plano de expansão estimado em R$ 2 bilhões.

Última volta da Star Mountain foi marcada para 13 de setembro

Beto Carrero confirma a última volta da Star Mountain em 13 de setembro, após 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros.

Segundo a NSC Total, o Beto Carrero comunicou a aposentadoria no domingo, 16 de agosto, data lembrada internacionalmente como o Dia da Montanha-Russa. O anúncio estabeleceu 13 de setembro de 2026 como o último dia de funcionamento da Star Mountain.

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Até essa data, a atração permanece associada à programação regular do parque, conforme disponibilidade operacional. O comunicado transforma as semanas finais em um período de despedida, mas não altera um ponto importante: a última volta foi anunciada como encerramento definitivo, e não como fechamento temporário para manutenção.

O parque não detalhou na divulgação consultada o horário da viagem final, a dinâmica de acesso naquele dia ou a realização de uma cerimônia específica. Também não informou quantas pessoas ainda poderão utilizar a montanha-russa até 13 de setembro. Qualquer estimativa sobre filas ou capacidade restante seria especulativa.

A data marca o fim da operação para o público, mas não esclarece quando a estrutura será desmontada nem qual será o destino de seus componentes. O Beto Carrero também não anunciou, até o material consultado, uma atração determinada para ocupar exatamente o espaço da Star Mountain.

Dois loopings transformaram a atração em símbolo do parque

Beto Carrero confirma a última volta da Star Mountain em 13 de setembro, após 32 anos e mais de 33 milhões de passageiros.

A Star Mountain tem percurso de aproximadamente 730 metros e velocidade divulgada de até 60 quilômetros por hora. O trajeto ganhou notoriedade pelos dois loopings, que colocam os passageiros de cabeça para baixo a cerca de 22 metros de altura. Em uma época com menor oferta de grandes equipamentos radicais no país, essas características ajudaram a diferenciar o parque catarinense.

Fabricada pela holandesa Vekoma, a montanha-russa pertence ao modelo MK-1200, conhecido pela configuração com duas inversões. A Roller Coaster DataBase, base especializada em atrações desse tipo, registra cerca de 731 metros de trilhos, 22,9 metros de altura e velocidade próxima de 64 quilômetros por hora, medidas técnicas ligeiramente mais precisas que os números arredondados divulgados pelo parque.

Os trens foram configurados para transportar 24 passageiros, distribuídos em seis carros. O deslocamento começa com uma subida por corrente e segue para a queda, as duas inversões e curvas que completam o circuito. A combinação de altura, velocidade e passagem invertida tornou a Star Mountain uma imagem recorrente do Beto Carrero durante décadas.

O impacto não dependeu de recordes permanentes. Equipamentos mais altos e velozes chegaram ao Brasil posteriormente, inclusive dentro do próprio complexo. O papel histórico da montanha-russa está no momento em que entrou em operação e na continuidade que manteve, atravessando mudanças de público, gestão, atrações e identidade visual.

Mais de 33 milhões de passageiros dimensionam o legado

O Beto Carrero informa que mais de 33 milhões de pessoas passaram pela Star Mountain durante seus 32 anos. Dividido pelo período anunciado, o total equivale a uma média superior a 1 milhão de passageiros por ano, embora o movimento real tenha variado conforme calendário, manutenção, condições operacionais e procura do público.

O número foi divulgado de forma acumulada pelo próprio parque e não veio acompanhado, na fonte consultada, de uma série anual ou metodologia de contagem. Por isso, ele deve ser tratado como dado institucional. Ainda assim, a escala ajuda a explicar por que a última volta mobiliza visitantes que conheceram a atração em momentos diferentes da vida.

A Star Mountain foi a primeira montanha-russa do empreendimento e começou a operar poucos anos após a abertura do parque, inaugurado em 1991. Fotografias históricas mostram a construção da estrutura em 1994, quando o Beto Carrero ainda ampliava áreas como a Vila Germânica, a Ilha dos Piratas e a antiga praça de alimentação.

Poucas atrações conseguem permanecer por três décadas enquanto o parque ao redor muda de tamanho, tecnologia e proposta. Nesse intervalo, a montanha-russa deixou de ser apenas novidade radical e passou a funcionar como referência afetiva para famílias, grupos escolares, turistas e moradores que retornaram ao parque catarinense ao longo dos anos.

Motivo técnico da aposentadoria não foi divulgado

O encerramento de uma atração com 32 anos pode estimular suposições sobre desgaste, custo de manutenção ou segurança. Nenhuma dessas hipóteses, porém, foi apresentada como causa oficial no anúncio consultado. O Beto Carrero comunicou a aposentadoria dentro de um processo mais amplo de renovação, sem divulgar laudo técnico ou problema específico relacionado à Star Mountain.

Essa distinção é necessária porque idade não permite concluir, sozinha, que um equipamento esteja inseguro. Parques utilizam inspeções, manutenção e substituição de componentes para conservar atrações, enquanto decisões de retirada também podem envolver estratégia, espaço, capacidade, experiência do visitante e planejamento de longo prazo. Sem uma justificativa técnica publicada, atribuir o fim a falha estrutural seria inventar uma causa.

A administração vem encerrando outras experiências tradicionais. Nos últimos anos, saíram do catálogo o zoológico, a cobra gigante que integrava a Ferrovia Dino Magic e o espetáculo Acqua. Em entrevista concedida em abril, o presidente do parque, Alex Murad, afirmou que atrações antigas precisam dar espaço a novidades.

O argumento posiciona a despedida como escolha de portfólio, mas não revela o aproveitamento futuro da área. Até que haja um anúncio específico, não é possível afirmar que a Star Mountain será substituída pela montanha-russa do Bob Esponja ou por qualquer outro projeto já apresentado pelo parque catarinense.

Fire Whip retorna após modernização de R$ 24 milhões

O fim da Star Mountain coincide com a previsão de retorno da Fire Whip, montanha-russa invertida inaugurada em 2008. Fechada temporariamente para reforma, a atração recebeu investimento superior a R$ 24 milhões e teve os 502 metros de trilhos substituídos, preservando o desenho original do percurso.

O projeto inclui 194 toneladas de novos equipamentos, freios magnéticos e uma plataforma de automação desenvolvida na Holanda. Cerca de 140 profissionais trabalharam em três turnos na modernização. Antes da reabertura, foram programadas mais de 160 horas de testes e simulações, incluindo viagens sem passageiros e avaliações com cargas equivalentes à capacidade do trem, conforme informações reunidas pela Brasilturis.

A reforma mostra uma alternativa diferente da aposentadoria. Enquanto a Star Mountain encerra definitivamente a operação, a Fire Whip recebe novos trilhos e sistemas para continuar funcionando. As duas decisões revelam que preservar ou retirar uma atração depende de avaliações específicas, e não apenas do tempo de uso.

O retorno da Fire Whip estava previsto para setembro, mas a fonte sobre a modernização não indicava, naquele momento, uma data definitiva. A reportagem da NSC Total relaciona a volta ao encerramento da Star Mountain. Ainda assim, o cronograma depende da conclusão das obras, dos testes e da liberação operacional.

Plano de R$ 2 bilhões prepara outra geração de atrações

A aposentadoria acontece durante o maior ciclo de expansão anunciado pelo Beto Carrero. O plano de R$ 2 bilhões reúne três novas áreas temáticas e um complexo hoteleiro anexo. Duas franquias já foram reveladas: Bob Esponja, em parceria com a Paramount, e Galinha Pintadinha. Uma terceira temática ainda deverá ser apresentada.

A área do Bob Esponja tem abertura prevista para 2028 e deverá incluir duas atrações de grande porte. Uma delas será uma montanha-russa de aproximadamente 1,4 quilômetro, com múltiplos lançamentos, mudanças de trilho, trechos internos e momentos de sensação de gravidade zero. O investimento estimado no equipamento é de R$ 450 milhões, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.

Na hospedagem, o projeto prevê três hotéis próprios, cada um com 200 apartamentos, além da possibilidade de participação de outras redes. A PANROTAS detalhou o anúncio, apresentado como planejamento para ampliar a permanência dos visitantes em Penha.

A diferença entre a Star Mountain e os projetos futuros mostra como o setor mudou em três décadas. A antiga atração se destacou pela estrutura exposta, velocidade e dois loopings; a próxima geração combina percurso, propriedade intelectual, narrativa temática, ambientes internos e efeitos coordenados.

Despedida preserva a memória sem interromper a renovação

O encerramento da Star Mountain reúne duas leituras que podem coexistir. Para o Beto Carrero, retirar uma atração abre espaço físico e operacional para atualizar o conjunto oferecido ao público. Para quem esteve entre os mais de 33 milhões de passageiros, a última volta representa o desaparecimento de uma referência presente desde os primeiros anos do parque catarinense.

Ainda faltam respostas sobre a desmontagem, o destino da estrutura e o uso exato do terreno. Também não foi anunciado se alguma peça será preservada como memória histórica. Esses pontos impedem conclusões sobre o que acontecerá depois de 13 de setembro, mas não alteram a decisão principal: a Star Mountain deixará de operar de forma definitiva após a data divulgada.

A despedida ocorre ao lado de investimentos que apontam para outra fase, com a Fire Whip modernizada, novas áreas temáticas e hotéis integrados. Assim, o Beto Carrero encerra uma experiência que ajudou a consolidar sua imagem enquanto prepara atrações concebidas para um público e um mercado diferentes daqueles de 1994.

Você acha que o parque deveria preservar parte da Star Mountain como memória ou considera que atrações antigas precisam sair para dar lugar a novas experiências? Conte nos comentários qual lembrança você tem da montanha-russa e como gostaria que o Beto Carrero marcasse essa última volta.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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