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Biplano Curtiss Oriole de 1919 cruza mais de um século de história, passa pela Argentina e por Hollywood e agora volta a Long Island com cerca de 90% das peças originais para uma restauração que pode levar quatro anos

Biplano Curtiss Oriole de 1919 cruza mais de um século de história, passa pela Argentina e por Hollywood e agora volta a Long Island com cerca de 90% das peças originais para uma restauração que pode levar quatro anos

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Biplano Curtiss Oriole de 1919 cruza mais de um século de história, passa pela Argentina e por Hollywood e agora volta a Long Island com cerca de 90% das peças originais para uma restauração que pode levar quatro anos

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 01/08/2026 às 21:19

Curiosidades

Fuselagem histórica do Curtiss Oriole de 1919 é movimentada durante sua chegada para restauração; cerca de 90% das peças originais permanecem preservadas.

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Raro avião civil criado por Glenn Curtiss retorna a Garden City depois de uma trajetória internacional que atravessou diferentes capítulos da história da aviação.

Um raro Curtiss Oriole de 1919 retornou a Long Island, nos Estados Unidos, mais de um século depois de sua fabricação.

A aeronave agora integra o acervo do Cradle of Aviation Museum, localizado em Garden City, no estado de Nova York.

Segundo informações divulgadas pela Popular Science em julho de 2026, o biplano chegou ao museu para passar por uma extensa restauração.

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O projeto pretende preservar o máximo possível de sua estrutura histórica, incluindo componentes produzidos há mais de cem anos.

Especialistas estimam que aproximadamente 90% das peças originais ainda estejam presentes, apesar dos danos acumulados durante sua longa trajetória.

Curtiss Oriole surgiu logo após a Primeira Guerra Mundial

O Curtiss Oriole foi lançado em 1919, pouco depois do encerramento da Primeira Guerra Mundial.

Naquele período, fabricantes aeronáuticos precisavam transformar tecnologias desenvolvidas para fins militares em produtos destinados ao público civil.

Glenn Curtiss estava entre os nomes mais importantes desse processo.

Durante o conflito, sua empresa produziu o Curtiss JN-4 Jenny, avião amplamente utilizado pelos Estados Unidos no treinamento de pilotos.

Segundo a Popular Science, a fabricante chegou a produzir cerca de 100 unidades do Jenny por semana durante o auge da demanda.

O fim da guerra, porém, mudou rapidamente as necessidades do mercado.

Nesse contexto, surgiu o Oriole, desenvolvido como uma aeronave civil de três lugares.

Biplano histórico semelhante ao Curtiss Oriole de 1919 aparece em registro inspirado nos primeiros anos da aviação civil, período marcado por aeronaves de estrutura leve, cabine aberta e asas duplas.

Excesso de aviões militares dificultou vendas

A chegada do Curtiss Oriole ao mercado coincidiu com uma mudança profunda na indústria aeronáutica norte-americana.

Grandes quantidades de aviões militares excedentes passaram a ser vendidas depois da guerra.

Essas aeronaves usadas custavam significativamente menos que os novos modelos civis.

Muitos compradores, portanto, preferiam adquirir aviões militares disponíveis por preços menores.

O cenário reduziu a demanda pelo Oriole, apesar das melhorias incorporadas ao projeto.

A baixa produção acabou transformando o modelo em uma raridade histórica.

Segundo informações do Cradle of Aviation Museum, atualmente são conhecidos apenas três exemplares do Curtiss Oriole.

Aeronave seguiu para a Argentina

A trajetória do exemplar recuperado pelo museu começou a ganhar contornos internacionais pouco depois de sua fabricação.

Peter Truesdell, gerente de restauração do Cradle of Aviation Museum, informou que o avião foi vendido originalmente para um comprador na Argentina.

Registros indicam que a aeronave possivelmente participou de trabalhos pioneiros de fotografia e mapeamento aéreo na América do Sul.

Essas atividades representavam uma utilização importante para a aviação durante as primeiras décadas do século XX.

Parte da história posterior do biplano, entretanto, permanece pouco documentada.

Hollywood entrou na história do raro biplano

O Curtiss Oriole reapareceu posteriormente ligado ao universo cinematográfico dos Estados Unidos.

A aeronave esteve associada a um piloto de acrobacias de Hollywood, quando aviões semelhantes eram utilizados em produções cinematográficas.

O piloto morreu durante um acidente ocorrido em uma filmagem.

Depois disso, os Orioles restantes passaram por diferentes proprietários.

O exemplar que hoje pertence ao museu acabou chegando à Flórida antes de seguir novamente para Nova York.

Essa trajetória ajudou a transformar a aeronave em uma testemunha de diferentes fases da aviação civil.

Biplano histórico semelhante ao Curtiss Oriole de 1919 aparece em campo aberto, destacando a estrutura de asas duplas, o motor exposto e o estilo da aviação civil do início do século XX.

Cerca de 90% das peças originais sobreviveram

O estado de conservação encontrado pelos especialistas chamou atenção durante a avaliação inicial.

Atualmente, o Curtiss Oriole permanece desmontado e não apresenta condições para retornar aos céus.

Sua fuselagem de madeira laminada possui perfurações e outros danos acumulados ao longo de mais de um século.

Peter Truesdell estima, entretanto, que aproximadamente 90% da aeronave original ainda esteja disponível.

Essa proporção permitirá que os restauradores utilizem uma quantidade significativa de componentes históricos durante o trabalho.

Fotografias antigas e plantas também deverão ajudar na reconstrução das partes necessárias.

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Viviane Alves

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Restauração poderá durar até quatro anos

O trabalho de recuperação deverá envolver entre 15 e 20 profissionais, de acordo com Peter Truesdell.

A restauração completa poderá levar aproximadamente quatro anos.

O objetivo principal será preservar a aeronave como documento histórico, e não prepará-la novamente para voar.

Cada etapa deverá priorizar a conservação das peças originais existentes.

Visitantes também poderão acompanhar parte desse processo dentro do Cradle of Aviation Museum.

Josh Stoff, curador da instituição, destacou que a exposição antecipada permite observar a transformação do avião durante sua recuperação.

Biplano ficará suspenso dentro do museu

O destino final do Curtiss Oriole já foi definido pela instituição.

Após a conclusão da restauração, o avião será suspenso sobre o café do Cradle of Aviation Museum.

A montagem transformará o biplano em uma peça permanente dedicada aos primeiros anos da aviação civil.

O retorno também possui um significado histórico especial.

Mais de cem anos depois de sua fabricação, o modelo voltou a Long Island, região diretamente ligada às atividades de Glenn Curtiss e à evolução aeronáutica norte-americana.

A longa trajetória passou por guerra, expansão comercial, América do Sul e Hollywood antes de chegar novamente a Nova York.

Agora, o raro Curtiss Oriole de 1919 deverá permanecer preservado como um registro material dessa transformação tecnológica.

Você imaginava que um avião fabricado em 1919 poderia sobreviver por mais de um século ainda mantendo cerca de 90% de suas peças originais?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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