Durante reunião com representantes do setor madeireiro, realizada nesta sexta-feira (28), na Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), em Rio Branco, o senador e candidato à reeleição Márcio Bittar (PL) defendeu mudanças na legislação ambiental e afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro poderá promover uma nova política para a Amazônia.
Bittar criticou o que considera excesso de restrições ambientais e afirmou que determinadas regras dificultam obras de infraestrutura e atividades econômicas na região.“Se nós vencermos a eleição nacional com o Flávio Bolsonaro, estamos preparados para diminuir essa radicalidade que fizeram na região amazônica, exagerada na dose”, afirmou.
O senador citou como exemplos as dificuldades para a abertura de estradas e a realização de obras de infraestrutura em municípios isolados do Acre. Também defendeu a continuidade de projetos de integração com o Peru.
Críticas à política ambiental
Bittar afirmou que, em sua avaliação, a política ambiental adotada atualmente não tem produzido resultados proporcionais aos recursos destinados à área.“Eu sempre falo, para chamar a atenção: a preocupação nunca foi ambiental. Me dá uma obra no Acre, terra natal da Marina, na área ambiental. Não tem nenhuma.”
O candidato também criticou a atuação de órgãos ambientais e defendeu mudanças na legislação que estabelece regras para unidades de conservação e propriedades rurais.
Ao abordar a reserva legal, Bittar questionou o modelo que, segundo ele, restringe a utilização de grande parte das propriedades privadas na Amazônia.“O Brasil, numa caneta, tirou 80% da propriedade particular, privada, não indeniza porque não é desapropriação”, disse.
Segundo Bittar, uma das propostas que defende é permitir que o percentual de reserva legal possa ser contabilizado conjuntamente com áreas de preservação permanente (APPs), reduzindo, na prática, as restrições incidentes sobre determinadas propriedades.
Bittar afirmou ainda que pretende defender regras para limitar a atuação de organizações que recebem recursos estrangeiros em ações judiciais contra projetos públicos brasileiros.
Fundo Amazônia e organizações ambientais
Durante o encontro, o senador também criticou o financiamento de organizações não governamentais que atuam na Amazônia por meio de recursos internacionais e do Fundo Amazônia.
Ele citou entidades ambientais que, segundo sua avaliação, teriam atuado contra obras e projetos de infraestrutura no Acre. Bittar questionou a utilização de recursos estrangeiros para financiar organizações que participam de debates e ações relacionadas a políticas públicas e obras na Amazônia.
Bittar diz estudar questão amazônica há décadas
Ao defender suas propostas, o candidato afirmou que acompanha o debate ambiental e climático há décadas e que pretende transformar o tema em uma de suas principais bandeiras no Senado.“Eu venho estudando o que eu falo desde sempre, mas principalmente desde 1999.”
Bittar também fez críticas a algumas interpretações sobre as mudanças climáticas e contestou a dimensão atribuída à influência humana sobre o clima global.
Ao final, afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria, em sua avaliação, uma oportunidade para rever as políticas ambientais aplicadas à Amazônia.
“Hoje o Brasil tem condição de analisar uma flexibilização como fizeram com a Amazônia.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

