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BNDES não apresenta proposta para operar renegociação de dívidas rurais e fica fora da distribuição de R$ 25,8 bilhões; eventual sobra também não poderá ir para o banco, enquanto dez instituições participam da primeira rodada

BNDES não apresenta proposta para operar renegociação de dívidas rurais e fica fora da distribuição de R$ 25,8 bilhões; eventual sobra também não poderá ir para o banco, enquanto dez instituições participam da primeira rodada

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BNDES não apresenta proposta para operar renegociação de dívidas rurais e fica fora da distribuição de R$ 25,8 bilhões; eventual sobra também não poderá ir para o banco, enquanto dez instituições participam da primeira rodada

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 14/08/2026 às 22:01

Atualizado em 14/08/2026 às 22:06

Agronegócio

BNDES fica fora de R$ 25,8 bilhões para renegociação de dívidas rurais

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Banco decidiu não aderir à primeira distribuição prevista pela MP 1.376/2026; recursos contemplam agricultura empresarial e familiar, enquanto eventual entrada dependeria de uma nova rodada

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ficou fora da distribuição de R$ 25,817 bilhões destinada à renegociação de dívidas rurais com juros equalizados.

Segundo informações da equipe econômica, o banco não apresentou proposta dentro do prazo estabelecido para participar da operacionalização da Medida Provisória 1.376/2026.

Além disso, o próprio BNDES informou que decidiu, por critérios gerenciais, não aderir ao programa de renegociação de dívidas rurais.

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Consequentemente, como os limites da primeira rodada já foram distribuídos, o banco não poderá receber parte dos recursos neste momento. A instituição também ficou impedida de receber eventual remanejamento de valores.

Governo distribui R$ 25,8 bilhões para renegociação de dívidas rurais

Primeiramente, a MP 1.376/2026 foi publicada em julho de 2026 e criou mecanismos para produtores afetados por perdas renegociarem operações de crédito rural.

Posteriormente, na quinta-feira, 13 de agosto, foi publicada a portaria que estabeleceu a distribuição dos limites entre as instituições financeiras participantes.

Ao todo, R$ 25,817 bilhões em limites equalizáveis foram autorizados pelo Ministério da Fazenda. Desse total, R$ 24,166 bilhões são destinados à agricultura empresarial, enquanto R$ 1,652 bilhão fica direcionado à agricultura familiar.

Embora o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tenha mencionado aproximadamente R$ 100 bilhões em dívidas que poderiam atender aos critérios da medida, a MP não estabeleceu esse montante como limite para equalização.

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Caio Aviz

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Dez instituições participam da primeira distribuição

Com a regulamentação, os recursos foram distribuídos entre dez instituições financeiras que apresentaram propostas dentro da chamada.

Participam dessa primeira rodada Banco DLL, Banco do Brasil, Banpará, Banrisul, Banco da Amazônia, BRB, Credicoamo, Cresol, Sicoob e Sicredi.

Por outro lado, o BNDES não participou da distribuição.

A regulamentação permite que recursos não utilizados por uma instituição sejam transferidos para outra participante que tenha apresentado proposta.

Entretanto, o BNDES também não poderá receber uma eventual sobra dos R$ 25,8 bilhões, justamente porque não participou da chamada inicial.

Assim, uma possível entrada do banco dependeria de nova rodada de distribuição, alteração do volume disponível e abertura de outra chamada às instituições interessadas. Até o momento, porém, essa possibilidade não está prevista.

BNDES ficou fora da primeira distribuição de R$ 25,8 bilhões destinada à renegociação de dívidas rurais com juros equalizados entre instituições financeiras participantes.

Quanto cada produtor poderá renegociar?

Enquanto isso, a MP 1.376/2026 estabelece diferentes limites por produtor rural nas operações realizadas com juros equalizados.

Na principal modalidade, o limite chega a R$ 400 mil para agricultores enquadrados no Pronaf. Para participantes do Pronamp, são R$ 2 milhões, enquanto os demais produtores poderão alcançar R$ 4 milhões.

Para produtores que sofreram perdas mais severas, entretanto, os valores são maiores:

Além disso, os limites são cumulativos por mutuário, inclusive quando existem operações contratadas em diferentes instituições financeiras.

Caso a dívida ultrapasse os valores disponíveis nas linhas equalizadas, a MP permite outra modalidade de renegociação.

Nesse cenário, poderão ser utilizados recursos livres ou direcionados das próprias instituições. Os juros, contudo, serão negociados diretamente entre banco e produtor.

BNDES explica decisão e destaca R$ 24,8 bilhões liberados ao agro

Apesar de ficar fora da atual renegociação, o BNDES afirmou que permanece entre os principais agentes de crédito do agronegócio brasileiro.

Segundo dados divulgados pela própria instituição, foram aprovados R$ 24,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no primeiro semestre de 2026.

O resultado representa crescimento de 46% em comparação com o mesmo período de 2025.

Além disso, para o Plano Safra 2026/2027, o BNDES informou possuir orçamento de R$ 72 bilhões.

Paralelamente, o banco afirmou ter aprovado R$ 6,8 bilhões em mais de 25 mil operações no programa de Liquidação de Dívidas Rurais destinado a agricultores atingidos por emergências climáticas.

Tramitação da MP ainda pode alterar o cenário

Enquanto a distribuição dos recursos avança, a MP 1.376/2026 continua em tramitação.

A comissão mista responsável pela análise da medida foi instalada nesta semana. Entretanto, ainda não existe uma data definida para o início da análise do texto.

Além disso, a tramitação coincide com o calendário eleitoral. A campanha começa no domingo, 16 de agosto de 2026, reduzindo o espaço para uma análise rápida da medida. Nesse período, as votações deverão ocorrer remotamente.

A ausência do BNDES também provocou críticas da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Segundo a entidade, a presença do banco poderia ampliar as fontes de recursos e distribuir as operações por uma rede maior de agentes financeiros.

Portanto, embora o BNDES esteja fora da atual distribuição dos R$ 25,8 bilhões para renegociação de dívidas rurais, o cenário ainda poderá sofrer alterações durante a tramitação da medida provisória.

Na sua opinião, a ausência do BNDES na renegociação de dívidas rurais pode dificultar o acesso dos produtores aos recursos, mesmo com R$ 25,8 bilhões distribuídos entre outras instituições financeiras?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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