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Bocalom defende tarifa zero e diz que transporte coletivo está “muito melhor”

Bocalom defende tarifa zero e diz que transporte coletivo está “muito melhor”

Fotos: David Medeiros/ Sérgio Vale/ac24horas

O candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom (PSDB), foi sabatinado pelo ac24horas nesta quinta-feira (27), em Rio Branco, e falou sobre propostas para a mobilidade urbana e o transporte coletivo na capital.

Questionado sobre as condições em que deixou a Prefeitura de Rio Branco e sobre a situação do transporte público, Bocalom afirmou que o sistema apresentou avanços durante sua gestão e rebateu críticas de que teria deixado um cenário de caos.“Caos estava quando eu peguei os ônibus, com as portas caindo. Cobravam R$ 4 por uma passagem e o óleo diesel custava R$ 3,60. Hoje, o óleo diesel custa mais de R$ 8 e a passagem custa R$ 3,50.”

Bocalom defende tarifa zero

Durante a entrevista, o candidato voltou a defender a possibilidade de implantação da tarifa zero no transporte coletivo, condicionando a medida à criação de um plano nacional de mobilidade urbana.

Segundo Bocalom, ele participou de discussões em Brasília sobre a proposta e afirmou que a ideia é dividir os custos do transporte entre os diferentes entes públicos.

“É possível, sim, chegar a zero. Mas não vai ser só Rio Branco, não, só o Acre. É o Brasil inteiro que está com essa proposta.”

Na avaliação do candidato, despesas relacionadas ao transporte de estudantes estaduais e federais, além de outras gratuidades previstas em legislação, deveriam ser assumidas pelos respectivos governos.

Bocalom afirmou ainda que a Prefeitura de Rio Branco atualmente arca com mais de 60% do custo da passagem.“Se o governo do Estado repassasse todos os meses a passagem dos alunos do Estado, eu repassaria mais de R$ 1 milhão todos os meses.”

“Não é uma proposta de esquerda”, afirma

Questionado sobre a possibilidade de a tarifa zero ser associada a uma proposta de esquerda, Bocalom rejeitou a classificação e afirmou que a medida estaria relacionada ao direito de mobilidade da população.“Não, não é de esquerda. É um direito das pessoas de poder ir e vir. Quando você não dá essa condição, você limita a mobilidade.”

O candidato também citou modelos de planejamento urbano que priorizam a proximidade entre moradia, trabalho e serviços como uma tendência para as cidades do futuro.

Candidato reconhece problemas no transporte

Apesar de defender os resultados de sua administração, Bocalom reconheceu que o transporte coletivo de Rio Branco ainda enfrenta problemas.“Não está bom, é claro. Eu reconheço que não está bom. Mas está muito melhor do que eu peguei. Só não vê quem não quer.”

Bocalom também afirmou que deixou encaminhado um convênio de R$ 69 milhões, com juros considerados baixos, para financiar a aquisição de novos ônibus para o sistema de transporte coletivo.

Segundo ele, a burocracia e os processos licitatórios dificultam a renovação da frota e a contratação de empresas para operar o serviço.“Eu deixei um convênio já firmado de financiamento, com juros baratos, de R$ 69 milhões para comprar ônibus novos.”

Nova empresa deve assumir transporte

O candidato afirmou ainda que uma nova empresa deverá assumir parte da operação do transporte coletivo da capital e que o processo já vinha sendo preparado desde sua gestão.

Segundo Bocalom, a empresa já estaria com 60 ônibus novos em produção em São Paulo.

Ele também mencionou o processo de aquisição de veículos por meio do financiamento deixado durante sua gestão e afirmou que a previsão é de compra de novos ônibus, incluindo veículos elétricos.

Ao final, Bocalom destacou que considera as ações iniciadas durante sua administração parte de um processo que ainda está em andamento.“A minha gestão não terminou. A minha gestão vai terminar em 2028.”


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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