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Brasil despeja 27 mil toneladas de rocha no mar em apenas 30 dias, avança 405 metros sobre a água e ergue em Florianópolis uma muralha de pedra de 4,5 metros que será a base de um novo parque público de 140 mil m², enquanto uma operação especial tenta impedir que o vai e vem de caminhões trave a Beira-Mar

Brasil despeja 27 mil toneladas de rocha no mar em apenas 30 dias, avança 405 metros sobre a água e ergue em Florianópolis uma muralha de pedra de 4,5 metros que será a base de um novo parque público de 140 mil m², enquanto uma operação especial tenta impedir que o vai e vem de caminhões trave a Beira-Mar

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Brasil despeja 27 mil toneladas de rocha no mar em apenas 30 dias, avança 405 metros sobre a água e ergue em Florianópolis uma muralha de pedra de 4,5 metros que será a base de um novo parque público de 140 mil m², enquanto uma operação especial tenta impedir que o vai e vem de caminhões trave a Beira-Mar

Escrito por Ana Alice

Publicado em 18/08/2026 às 11:21

Atualizado em 18/08/2026 às 11:22

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Obra do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte avança com 27 mil toneladas de pedras e 405 metros em 30 dias na orla de Florianópolis. – Imagem: Ilustrativa

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Uma transformação de grande escala começa a redesenhar a Baía Norte, enquanto toneladas de pedras, máquinas e caminhões avançam em uma operação planejada para construir o maior parque público de Florianópolis sem paralisar a Beira-Mar.

Em apenas um mês, uma nova faixa começou a ganhar forma sobre as águas da Baía Norte, diante de uma das avenidas mais movimentadas de Florianópolis.

Até domingo, 16 de agosto de 2026, mais de 27 mil toneladas de rochas haviam sido lançadas no local onde será construído o Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte.

O volume corresponde a mais de 16,3 mil metros cúbicos de material, enquanto a estrutura já somava 405 metros de avanço linear e mais de 20% da primeira etapa concluída, segundo balanço divulgado pela Prefeitura de Florianópolis e repercutido pelo ND Mais e pelo Correio de Santa Catarina.

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Os números chamam atenção por outro motivo.

Todo esse material precisa chegar de caminhão a uma obra instalada junto à Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, a Beira-Mar Norte, sem transformar diariamente a região em um grande ponto de retenção.

A estratégia adotada até aqui foi distribuir a chegada dos veículos pesados ao longo do dia, controlar as manobras e manter equipes orientando a operação nos pontos de entrada e saída.

Enquanto os motoristas veem caminhões entrando e saindo perto da Praça Portugal, de frente para a baía está sendo construída uma estrutura que ficará escondida sob boa parte do futuro parque.

Enrocamento forma a base do novo Parque Urbano da Beira-Mar Norte

A primeira fase é chamada de enrocamento.

Na prática, grandes volumes de rocha são posicionados dentro da Baía Norte para formar uma base resistente que delimitará e sustentará o futuro aterro.

A estrutura terá cerca de 4,5 metros de altura, tomando como referência o nível do trapiche existente na Beira-Mar Norte.

Isso ajuda a explicar por que tantos caminhões são necessários antes mesmo de o público começar a enxergar praças, áreas esportivas ou edificações.

No início efetivo dessa etapa, em 16 de julho de 2026, a previsão divulgada era transportar aproximadamente 300 metros cúbicos de rochas por dia.

Um mês depois, o balanço já apontava mais de 16,3 mil metros cúbicos lançados na área.

A operação pesada de julho veio depois da instalação simbólica da pedra fundamental do empreendimento, realizada em março, durante as comemorações dos 353 anos de Florianópolis.

Naquele momento, a Prefeitura já apresentava o projeto como aquele que dará origem ao maior parque público da capital catarinense.

Máquina trabalha sobre a estrutura de pedras que formará a base do futuro aterro do Parque Urbano da Beira-Mar Norte. Crédito: Andy Puerari/Prefeitura de Florianópolis

Logística tenta evitar impacto no trânsito da Beira-Mar Norte

Trazer pedras em sequência para uma das regiões mais movimentadas da cidade exige uma logística que vai além do canteiro de obras.

Segundo a Prefeitura, os caminhões são distribuídos em diferentes momentos do dia justamente para evitar uma concentração de veículos pesados na avenida.

Há ainda sinalização específica e equipes especializadas responsáveis por acompanhar entrada, saída e manobras.

Quando a operação começou, a rota definida previa que os caminhões chegassem pela região continental e fizessem o retorno próximo ao Direto do Campo, em frente ao Koxixos, antes de acessar o ponto de descarga.

A circulação de pedestres também recebeu um procedimento específico: a passagem pela calçada próxima ao acesso dos veículos pode ser interrompida durante determinadas manobras, em vez de permanecer bloqueada continuamente.

O resultado é uma espécie de operação em etapas.

Enquanto um grupo trabalha no espelho d’água, outro controla a chegada do material e uma terceira frente cuida da segurança de quem continua circulando pela Beira-Mar.

É essa organização que permite manter uma sequência de cargas sem estabelecer um bloqueio permanente na avenida.

Obra avança 405 metros em 30 dias na Baía Norte

O número de toneladas dá uma dimensão do peso movimentado.

Já os 405 metros de avanço linear ajudam a enxergar o ritmo da construção.

Segundo o balanço do primeiro mês, essa era a extensão alcançada pela intervenção enquanto as equipes continuavam formando a base estrutural no espelho d’água.

Ao atingir mais de 20% dessa primeira etapa em 30 dias, a obra começa a alterar uma paisagem que permaneceu por décadas praticamente associada ao mesmo desenho da orla.

A própria Prefeitura lembra que aquela região central não recebe uma transformação urbana desse porte desde as intervenções ligadas à implantação da Avenida Beira-Mar Norte, iniciadas na década de 1960.

O projeto atual se estende entre a Praça Portugal, onde fica o trapiche, e a Praça do Sesquicentenário, nas proximidades do bolsão da Casan.

Em direção à Baía Norte, a área prevista no projeto avança cerca de 315 metros sobre o espelho d’água em determinados pontos, segundo a Rede de Planejamento da Prefeitura.

Vista aérea mostra o avanço do enrocamento do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte após o primeiro mês de obras em Florianópolis. Crédito: Andy Puerari/Prefeitura de Florianópolis

Barreira de contenção acompanha lançamento das pedras

A movimentação também exige cuidados abaixo da superfície.

Antes do início do lançamento das rochas, foi instalada uma cortina de contenção ao redor da área de intervenção.

A função dessa barreira é reduzir a dispersão de materiais suspensos e sedimentos durante a execução do enrocamento.

Enquanto as pedras são posicionadas, a estrutura ajuda a manter partículas dentro da área delimitada.

O trabalho conta ainda com acompanhamento ambiental durante a execução, segundo as informações divulgadas pelo município.

A intervenção chegou à fase de obras com licenças ambientais e autorizações citadas pela Prefeitura, incluindo documentos do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, da Secretaria do Patrimônio da União e da Capitania dos Portos de Santa Catarina.

Primeiras rochas são lançadas na área da Beira-Mar Norte em 16 de julho de 2026, no início da execução do enrocamento. Crédito: Leonardo Sousa/Prefeitura de Florianópolis

Dragagem da Baía Norte será a próxima etapa do aterro

O enrocamento não formará sozinho a nova área terrestre.

Quando a base de pedras estiver pronta, o cronograma prevê uma nova operação: a dragagem de areia do fundo da Baía Norte.

Esse material será utilizado para preencher parte da área delimitada e formar o aterro que receberá o parque.

É somente depois dessa transformação física que uma área hoje ocupada pela água começará a assumir definitivamente o formato necessário para receber caminhos, gramados, equipamentos esportivos, espaços de convivência e edificações.

A obra, portanto, avança de baixo para cima.

Antes de bancos, árvores e quadras, é preciso construir a estrutura que sustentará tudo isso.

Parque público terá quase 140 mil metros quadrados

Quando concluído, o parque deverá possuir 139.831,64 metros quadrados, de acordo com a Prefeitura de Florianópolis.

Para efeito de comparação, o trecho terrestre existente atualmente entre as duas praças possui cerca de 49,9 mil metros quadrados.

Isso significa que a intervenção pretende quase triplicar a área disponível nesse setor da orla.

O parque será público e de acesso gratuito, dividido em três setores com funções diferentes.

O projeto prevê áreas verdes, espaços esportivos, playgrounds, academias, pet places, gastronomia, comércio, locais para eventos e estruturas ligadas às atividades náuticas.

Entre os números detalhados pela Prefeitura, cerca de 48,1 mil metros quadrados foram reservados para áreas verdes e outros 25,4 mil metros quadrados para lazer.

Também estão previstos espaços de circulação pública e edificações destinadas a serviços e atividades do complexo.

Skate park, quadras e áreas de lazer fazem parte do projeto

A ideia não é criar apenas um grande gramado à beira da baía.

No primeiro setor, próximo ao trapiche atual, o projeto prevê estrutura para transporte público marítimo, rampa náutica, áreas verdes, playground, academia, pet place e espaços de gastronomia e serviços.

Na parte central deverá ficar a maior concentração de equipamentos esportivos.

O desenho divulgado pela Prefeitura inclui skate park, oito quadras de areia, quadras recreativas, academias, playgrounds e uma praça molhada com chafarizes, que também poderá ser usada para eventos quando os jatos estiverem desligados.

O terceiro setor terá espaços comerciais, gastronomia e uma ligação com o quebra-mar.

As tradicionais áreas de caminhada e ciclovia da Beira-Mar Norte deverão permanecer integradas ao novo espaço.

Perspectiva do projeto mostra áreas esportivas, espaços verdes e a marina previstos para a futura Beira-Mar Norte. Crédito: Reprodução/Prefeitura de Florianópolis

Marina da Beira-Mar Norte poderá receber até 600 embarcações

O parque é apenas uma parte de um complexo concedido que ocupará aproximadamente 440 mil metros quadrados.

A marina projetada terá cerca de 300 mil metros quadrados e capacidade para até 600 embarcações de até 110 pés, segundo a Prefeitura.

Do total, 30 vagas são previstas para acesso público de instituições e pescadores artesanais.

Um novo píer também foi planejado para permitir futuramente a operação de transporte coletivo marítimo, conectando o projeto às discussões sobre novas alternativas de mobilidade para Florianópolis.

A proposta inclui ainda estacionamento subterrâneo e integração com outros modais de transporte.

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Investimento privado de R$ 350 milhões financia o complexo

A execução está sob responsabilidade da JL Construções, empresa de Cascavel, no Paraná.

A Prefeitura informa que o investimento previsto é da ordem de R$ 350 milhões, integralmente privado, dentro do modelo de concessão utilizado para o empreendimento.

A estimativa divulgada para as diferentes etapas da implantação é de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, envolvendo áreas como construção civil, engenharia, transporte, logística, manutenção, segurança e monitoramento ambiental.

O prazo contratual para a conclusão do conjunto pode chegar a cinco anos.

Entretanto, o planejamento informado pela Prefeitura prevê que a parte pública do parque seja entregue em aproximadamente dois anos e meio, permitindo o uso dos novos equipamentos antes da finalização de todo o complexo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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