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Brasil prepara supercomputador de IA de R$ 1,06 bilhão com 7.200 petaflops, mira o top 10 mundial e quer transformar Rio Grande do Norte e Rio em polos de inteligência artificial a partir de 2027
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 22/08/2026 às 10:54
Ciência e Tecnologia
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Novo supercomputador brasileiro será instalado em Macaíba, terá foco em inteligência artificial e integra plano que também prevê máquina no Rio, nuvem nacional e produção de chips.
O Brasil prepara uma das maiores ampliações de infraestrutura de inteligência artificial e supercomputação já anunciadas no país.
O governo federal anunciou, em 20 de agosto de 2026, investimento de R$ 1,06 bilhão para instalar um novo supercomputador no Rio Grande do Norte.
A máquina terá capacidade projetada de 7.200 petaflops e deverá começar a operar em 2027.
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O equipamento será instalado no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o sistema poderá ficar entre os dez mais potentes do mundo para processamento de inteligência artificial.
O projeto integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado em 2024 e com previsão de R$ 23 bilhões em investimentos até 2028.
Além do equipamento potiguar, o plano também prevê outro supercomputador no Rio de Janeiro, uma nuvem nacional e iniciativas voltadas a chips.
Supercomputador de 7.200 petaflops coloca o Rio Grande do Norte no centro do projeto
O equipamento que ficará em Macaíba será adquirido por meio de edital e terá como uma das principais funções o treinamento de modelos de IA.
A capacidade de 7.200 petaflops significa que a máquina poderá realizar cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo.
O termo flop é usado justamente para medir quantas operações matemáticas simples um computador consegue realizar em determinado período.
Segundo a comparação divulgada pelo governo, o equipamento fará em apenas um segundo cálculos que bilhões de pessoas levariam décadas para concluir juntas.
A nova estrutura deverá ser utilizada por empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos públicos.
O processamento também poderá apoiar projetos ligados à agricultura, indústria, saúde e prevenção de desastres climáticos.
O governo aponta o potencial energético do Rio Grande do Norte e a descentralização da infraestrutura tecnológica como fatores decisivos para escolher o estado.
Segundo supercomputador será instalado no Rio de Janeiro
O projeto brasileiro também prevê uma segunda infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro.
A iniciativa será desenvolvida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, em parceria com as empresas chinesas Huawei e iFlyTek.
O investimento previsto chega a R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a estrutura deverá entrar em operação em julho de 2027.
O equipamento terá como uma de suas principais finalidades desenvolver um modelo brasileiro de linguagem baseado em inteligência artificial.
A proposta busca criar soluções mais adequadas ao português e às necessidades específicas do país.
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Viviane Alves
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Nuvem Brasileira entra na estratégia para reduzir dependência externa
A expansão da infraestrutura também envolve a criação da chamada Nuvem Brasileira.
O projeto prevê um serviço nacional de armazenamento e processamento de dados em nuvem.
A proposta utilizará padrões abertos e interoperáveis, evitando dependência de apenas uma empresa ou tecnologia.
A estruturação será conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em parceria com o Serpro e o BNDES.
O mercado poderá contribuir com avaliações sobre a capacidade brasileira de implementar a solução e sobre o modelo tecnológico a ser adotado.
A intenção do governo é reduzir a dependência de grandes provedores estrangeiros de computação e armazenamento de dados.
Produção de chips também entra nos planos
Outra frente da estratégia busca ampliar a capacidade brasileira de produzir chips voltados para inteligência artificial.
O governo trabalha com um horizonte de 10 a 15 anos para desenvolver essa infraestrutura.
A iniciativa terá como base a arquitetura aberta RISC-V.
Esse modelo permite que empresas e instituições desenvolvam chips sem depender de uma tecnologia controlada exclusivamente por uma única companhia.
A cooperação também envolverá o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha.
Centro nacional deverá analisar transparência e riscos da inteligência artificial
O plano brasileiro também inclui a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável.
A estrutura será desenvolvida pelo Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Minas Gerais.
O novo centro terá funções técnicas e não poderá aplicar penalidades a empresas.
As atividades envolverão pesquisas, metodologias e ferramentas destinadas à avaliação de transparência, segurança e vieses em sistemas de inteligência artificial.
O conjunto de projetos reúne supercomputação, nuvem, chips e governança tecnológica dentro de uma mesma estratégia nacional.
A partir de 2027, o governo espera ampliar a capacidade brasileira de processamento e reduzir a dependência externa em áreas consideradas estratégicas.
Você acredita que o Brasil deve priorizar investimentos em supercomputadores e infraestrutura própria de IA ou concentrar recursos em outras áreas de tecnologia? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

