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Brasileiro trabalhou em lava-rápido, entregas e restaurante, mudou-se para Portugal, vendeu a própria barbearia e passou por documentação, troca da CNH e curso profissional até virar caminhoneiro e hoje orienta outros motoristas sobre como entrar no transporte europeu, comparando custos e caminhos entre Portugal e Espanha enquanto trabalha

Brasileiro trabalhou em lava-rápido, entregas e restaurante, mudou-se para Portugal, vendeu a própria barbearia e passou por documentação, troca da CNH e curso profissional até virar caminhoneiro e hoje orienta outros motoristas sobre como entrar no transporte europeu, comparando custos e caminhos entre Portugal e Espanha enquanto trabalha

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Brasileiro trabalhou em lava-rápido, entregas e restaurante, mudou-se para Portugal, vendeu a própria barbearia e passou por documentação, troca da CNH e curso profissional até virar caminhoneiro e hoje orienta outros motoristas sobre como entrar no transporte europeu, comparando custos e caminhos entre Portugal e Espanha enquanto trabalha

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 24/08/2026 às 00:03

Atualizado 24/08/2026 às 00:18

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Trajetória de Rafa Ribeiro mostra como trabalhos em diferentes setores, planejamento financeiro e qualificação profissional antecederam sua entrada no transporte rodoviário europeu, em um percurso que também revela diferenças práticas entre Portugal e Espanha para brasileiros interessados em construir carreira como caminhoneiros no continente.

O brasileiro Rafa Ribeiro chegou ao transporte rodoviário europeu depois de reconstruir a vida profissional em Portugal, onde trabalhou em lava-rápido, entregas e restaurante, abriu uma barbearia e vendeu o próprio negócio para financiar a mudança de carreira e a qualificação como caminhoneiro.

Relatada pelo Brasil do Trecho em 14 de maio de 2026, a trajetória foi apresentada a partir de um vídeo no qual Rafa descreveu o processo vivido e comparou Portugal e Espanha para brasileiros interessados em trabalhar profissionalmente com caminhões no continente europeu.

Mudança de carreira começou longe do caminhão

Antes de atuar como motorista profissional, Rafa passou por diferentes empregos até alcançar estabilidade financeira em Portugal, enquanto a barbearia representou outra etapa dessa trajetória e acabou sendo vendida quando ele decidiu direcionar recursos para documentação, habilitação e formação exigidas no setor.

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Nesse processo, a transição não dependia apenas de encontrar uma transportadora disposta a contratar, porque o brasileiro ainda precisava organizar sua situação migratória e profissional, além de cumprir procedimentos relacionados à carta de condução e à qualificação necessária para trabalhar no transporte rodoviário.

Documentação e habilitação para trabalhar em Portugal

Entre os caminhos mencionados por Rafa aparece o visto D1, usado por brasileiros que deixam o país com perspectiva de trabalho, enquanto regularização documental e residência passam a integrar o planejamento depois da chegada a Portugal, antes do ingresso definitivo na atividade profissional.

Na parte da habilitação, existe uma distinção relevante: o Instituto da Mobilidade e dos Transportes informa que cartas brasileiras podem ser aceitas para conduzir em Portugal sob determinadas condições, mas a troca é necessária para obter CAM e CQM, ligados à qualificação profissional.

Portugal e Espanha têm caminhos diferentes

Ao comparar os dois países, Rafa avalia que Portugal oferece vantagens práticas para brasileiros principalmente por causa do idioma e dos custos encontrados durante as etapas de documentação e formação, já que estudar conteúdos técnicos e realizar procedimentos em português reduz uma barreira adicional.

Já a Espanha pode apresentar processos mais rápidos em algumas situações, segundo o caminhoneiro, mas o investimento tende a ser maior, especialmente por causa do CAP espanhol, cujo custo pode ultrapassar 1.000 euros, além da necessidade de acompanhar aulas e avaliações em espanhol.

Como essa comparação nasce da própria experiência, ela não estabelece uma regra única para todos os candidatos, embora ajude a mostrar diferenças de custo, idioma e percurso profissional observadas por Rafa ao organizar a carreira e avaliar alternativas para atuar no transporte europeu.

Por isso, ao explicar por que considera Portugal uma porta de entrada mais acessível em determinados casos, o motorista associa essa escolha à possibilidade de realizar parte do processo em português e enfrentar despesas menores do que as mencionadas para a qualificação na Espanha.

Custo de moradia pesa na escolha da cidade

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Outro ponto destacado pelo motorista envolve a escolha da cidade, pois ele recomenda observar municípios menores em vez de concentrar a busca apenas em Lisboa e Porto, argumentando que localidades fora dos grandes centros podem oferecer aluguéis mais baixos durante a fase de adaptação.

Para quem ainda precisa organizar documentos, habilitação e formação profissional, essa diferença no custo de moradia pode pesar no orçamento inicial, sobretudo quando a entrada no transporte não acontece imediatamente e o trabalhador precisa manter outras fontes de renda enquanto conclui as etapas necessárias.

Mercado de trabalho e oportunidades para motoristas

No mercado de trabalho, Rafa mencionou a transportadora espanhola Primafrio no contexto das empresas que oferecem oportunidades no transporte europeu e afirmou que existem vagas capazes de atender profissionais que ainda estão construindo experiência em operações rodoviárias dentro do continente.

Também fazem parte do relato as operações em que casais trabalham juntos no caminhão, dividindo a rotina profissional, alternativa apresentada por Rafa para pessoas que planejam a mudança em conjunto e desejam permanecer na mesma atividade depois da adaptação à Europa.

Venda da barbearia financiou a nova carreira

A experiência pessoal ajuda a explicar o conteúdo das orientações, porque Rafa não chegou a Portugal já empregado como caminhoneiro; antes disso, passou por lava-rápido, entregas, restaurante e pelo próprio negócio até considerar que tinha condições financeiras para investir em outra profissão.

Com a venda da barbearia, uma atividade já estabelecida foi transformada em recursos para uma carreira que exigia novas providências documentais e profissionais, além de disposição para recomeçar em um setor diferente daquele no qual o brasileiro havia alcançado estabilidade financeira.

Experiência virou orientação para outros brasileiros

Hoje, enquanto trabalha como caminhoneiro, Rafa compartilha a própria experiência com outros brasileiros interessados no transporte europeu e concentra as orientações em pontos como documentação, custos, escolha do país e preparação necessária antes de assumir que uma oportunidade no exterior será simples ou imediata.

Entre os principais cuidados mencionados por ele estão pesquisar as exigências antes da mudança, calcular as despesas envolvidas e compreender que Portugal e Espanha apresentam caminhos diferentes, especialmente quando entram na conta idioma, formação profissional e situação documental de cada motorista.

Para quem já trabalha com caminhões no Brasil e pretende construir carreira na Europa, vale mais priorizar a adaptação linguística e o percurso apresentado por Portugal ou assumir custos potencialmente maiores para tentar uma entrada diretamente pelo mercado espanhol?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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