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Brasileiros transformam scooter elétrica fraca em máquina de 195 km/h no GPS, usando baterias de Porsche Taycan, controladora chinesa e motor importado, após queimarem motores, refazerem a balança e criarem refrigeração líquida caseira na tentativa de romper a barreira dos 200 km/h em uma pista controlada no México

Brasileiros transformam scooter elétrica fraca em máquina de 195 km/h no GPS, usando baterias de Porsche Taycan, controladora chinesa e motor importado, após queimarem motores, refazerem a balança e criarem refrigeração líquida caseira na tentativa de romper a barreira dos 200 km/h em uma pista controlada no México

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Brasileiros transformam scooter elétrica fraca em máquina de 195 km/h no GPS, usando baterias de Porsche Taycan, controladora chinesa e motor importado, após queimarem motores, refazerem a balança e criarem refrigeração líquida caseira na tentativa de romper a barreira dos 200 km/h em uma pista controlada no México

Escrito por Carla Teles

Publicado em 08/08/2026 às 14:54

Ciência e Tecnologia

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Scooter elétrica com baterias de Porsche Taycan e refrigeração líquida chega a 195 km/h no GPS em teste no México. Imagem: Reprodução/LetraJota/YouTube.

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A scooter elétrica nasceu de um projeto considerado fraco, passou por baterias de Porsche Taycan, controladora chinesa, motor importado, alterações na balança e refrigeração líquida até registrar 195 km/h no GPS, enquanto a equipe brasileira tentou superar a barreira dos 200 km/h durante testes realizados em pista controlada no México.

Uma scooter elétrica comprada originalmente com desempenho considerado limitado pelos responsáveis pelo projeto acabou transformada por uma equipe brasileira em uma máquina capaz de registrar 195 km/h medidos por GPS. O caminho até essa velocidade envolveu sucessivas modificações em bateria, controladora, motor, sistema de refrigeração e estrutura traseira, depois de diferentes componentes atingirem seus limites durante os testes.

As informações aparecem em vídeo publicado pelo canal LetraJota em 4 de janeiro de 2026, que acompanha a evolução do projeto desde as primeiras modificações até a tentativa realizada no México. O registro mostra falhas, motores danificados, mudanças na bateria e na controladora, reforço da balança, criação de refrigeração líquida e os testes que levaram a scooter aos 195 km/h no GPS.

Projeto começou depois de um patinete chegar a 120 km/h

Imagem: Reprodução/LetraJota/YouTube.

Antes da scooter elétrica, a equipe havia desenvolvido um patinete elétrico caseiro que recebeu sucessivas modificações até alcançar aproximadamente 120 km/h. A experiência mostrou que o pequeno veículo já estava chegando a um limite estrutural e aerodinâmico pouco adequado para continuar aumentando a velocidade.

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Em vez de instalar carenagens no patinete e insistir naquela plataforma, o grupo decidiu procurar uma scooter que oferecesse estrutura física mais apropriada. A ideia dos 200 km/h nasceu justamente dessa mudança de plataforma, quando uma scooter elétrica apareceu em um leilão e foi comprada para servir de base ao novo projeto.

Scooter original decepcionou nos primeiros testes

Depois da compra, os primeiros ensaios mostraram um desempenho muito abaixo da meta pretendida. A equipe descreveu a moto como lenta e passou a procurar maneiras de aumentar sua potência sem abandonar a plataforma original adquirida no leilão.

Inicialmente, foram testadas alterações mais simples, incluindo a instalação de baterias adicionais e mudanças na programação eletrônica. A scooter elétrica ficou melhor, mas ainda estava distante do desempenho necessário para um projeto de velocidade extrema, o que levou o grupo a avançar para modificações progressivamente mais profundas.

Preparação evoluiu em diferentes estágios

A equipe passou a tratar a preparação em etapas. Houve uma primeira intervenção eletrônica, seguida pela troca da controladora e posteriormente pela criação de uma bateria caseira de alta potência baseada em componentes utilizados em drones.

Essas experiências também trouxeram problemas. Baterias falharam durante o desenvolvimento e outros componentes passaram a trabalhar acima das condições originalmente previstas. Cada aumento de potência revelava um novo gargalo, obrigando o grupo a descobrir na prática qual peça seria a próxima a limitar o conjunto.

Baterias de Porsche Taycan mudaram o projeto

Um dos pontos de virada ocorreu quando o grupo teve acesso a módulos de bateria associados ao Porsche Taycan. Segundo o relato, a mudança alterou profundamente o comportamento do sistema elétrico e permitiu trabalhar com uma disponibilidade de energia muito superior à configuração inicial.

A partir daí, a bateria deixou de ser o único obstáculo imediato para aumentar o desempenho. O conjunto passou a exigir controladora e motor capazes de suportar correntes e rotações muito maiores, deslocando o desafio para outros componentes da scooter.

Controladora chinesa permitiu elevar a potência

Outro componente decisivo foi uma controladora importada da China, escolhida depois que um integrante da equipe observou preparações asiáticas de veículos elétricos. A unidade passou a administrar correntes muito superiores às utilizadas pela scooter em sua configuração original.

No vídeo, os responsáveis descrevem uma controladora capaz de trabalhar com correntes extremamente elevadas de bateria e de fase. A maior capacidade eletrônica abriu espaço para explorar o limite mecânico e térmico do motor, mas também fez com que problemas antes inexistentes aparecessem rapidamente.

Motor original chegou a aproximadamente 155 km/h

Imagem: Reprodução/LetraJota/YouTube.

Com o aumento da tensão e da potência, a equipe conseguiu levar o motor original da scooter a aproximadamente 155 km/h. O conjunto trabalhava próximo de 100 volts e quase 40 mil watts durante aquela etapa do desenvolvimento.

Esse resultado, porém, veio acompanhado de uma conclusão importante. O motor original já estava operando muito próximo de seu limite, e tentativas anteriores haviam provocado queimas, mostrando que simplesmente continuar aumentando corrente e tensão não seria uma solução confiável.

Modificação de enrolamento aumentou rotação e calor

Na tentativa de ultrapassar a barreira alcançada com o motor original, a equipe alterou sua configuração elétrica para uma ligação descrita como dupla estrela. O objetivo era reduzir a tensão efetiva sobre o enrolamento e permitir que o motor alcançasse aproximadamente o dobro da rotação.

A modificação aumentou significativamente o desempenho potencial, mas criou um problema térmico severo. O motor passou a aquecer demais e a expelir óleo e fumaça durante os testes, enquanto materiais internos e componentes utilizados na vedação começaram a apresentar sinais de deterioração.

Óleo não resolveu problema térmico do motor

Uma das tentativas para controlar a temperatura envolveu utilizar óleo no interior do motor para melhorar a troca térmica. A ideia funcionou parcialmente na transferência de calor, mas criou problemas de vedação e pressão quando o conjunto passou a trabalhar sob grande esforço.

Durante os testes, óleo começou a sair por regiões do motor e atingiu áreas próximas ao pneu. A equipe concluiu que continuar tentando chegar aos 200 km/h naquela configuração não era seguro, porque uma falha poderia comprometer diretamente a estabilidade da scooter.

Projeto abandonou motor original para buscar 200 km/h

Depois dos problemas de temperatura e vedação, o grupo decidiu abandonar a ideia de alcançar a meta com o motor originalmente instalado na scooter. A avaliação apresentada foi de que ele poderia até possuir torque suficiente em determinadas condições, mas não teria capacidade térmica adequada para sustentar a tentativa.

A conclusão estabelecida durante o desenvolvimento foi que algo em torno de 155 km/h, talvez próximo de 160 km/h, representava o limite prático do motor original sem levá-lo rapidamente à falha. Para avançar, seria necessário instalar uma unidade desenvolvida para trabalhar com potência e rotação maiores.

Motor importado exigiu refazer a balança

Imagem: Reprodução/LetraJota/YouTube.

A solução escolhida foi um motor de 6.000 watts importado e associado no vídeo a preparações asiáticas de alto desempenho. O novo componente, porém, não podia simplesmente ocupar o espaço deixado pelo motor anterior sem mudanças estruturais.

A balança traseira original chegou a quebrar durante uma etapa anterior de testes. A equipe então construiu e adaptou uma nova balança, com travas e reforços para impedir que o eixo do motor se movimentasse sob a força aplicada, além de alterar o posicionamento da roda traseira para acomodar o novo conjunto.

Refrigeração líquida foi criada com peças improvisadas

Enquanto o motor representava um desafio, a controladora também precisava trabalhar em temperaturas aceitáveis. Para isso, o grupo montou um sistema próprio de refrigeração líquida usando componentes de diferentes aplicações automotivas e até um radiador destinado originalmente a computador.

O circuito utilizava reservatório, bomba elétrica, mangueiras e radiador com ventiladores. O fluido atravessava a controladora, seguia para o radiador e retornava ao reservatório, formando um circuito fechado criado especificamente para retirar calor durante os testes de alta potência.

Teste inicial com novo motor chegou a 180 km/h

Com a nova balança, motor importado e sistema eletrônico configurado, a scooter voltou aos testes antes da tentativa principal. Em uma dessas passagens, o GPS indicou aproximadamente 180 km/h, enquanto a equipe avaliava estabilidade, alinhamento das rodas, temperatura do motor e comportamento do pneu.

O resultado aumentou a confiança de que a meta de 200 km/h poderia ser atingida. Segundo os responsáveis, a scooter ainda continuava acelerando quando chegou aos 180 km/h, indicando que havia alguma margem antes de o conjunto alcançar seu limite de velocidade.

Equipe levou scooter ao México para tentativa principal

Imagem: Reprodução/LetraJota/YouTube.

Depois dos ensaios preparatórios, a scooter foi transportada para o México, onde o grupo realizou as tentativas destinadas a alcançar a maior velocidade registrada pelo projeto. O vídeo enfatiza que a busca por velocidades extremas não deveria ser reproduzida em vias públicas.

A equipe afirma ter escolhido um local controlado e relata contar com suporte especializado para eventuais emergências. Essa diferença é essencial porque uma scooter modificada para ultrapassar 190 km/h opera muito além das condições para as quais o veículo de origem foi projetado.

Primeira passagem registrou 194 km/h no GPS

Durante a tentativa no México, uma das passagens levou a scooter até 194 km/h medidos por GPS. O painel original da moto não estava funcionando corretamente, por isso a medição de velocidade foi acompanhada por aplicativo baseado em posicionamento por satélite.

O resultado colocou a equipe a apenas seis quilômetros por hora da meta estabelecida desde o início. Mesmo assim, o grupo decidiu realizar outra tentativa, acreditando que pequenos ajustes na configuração eletrônica poderiam liberar a velocidade necessária para ultrapassar os 200 km/h.

Scooter elétrica chegou a 195 km/h antes de cortar

Na passagem seguinte, a scooter elétrica atingiu 195 km/h no GPS, mas a controladora interrompeu a entrega de potência. O corte ocorreu justamente quando a moto se aproximava da barreira de 200 km/h e impediu que a equipe completasse a meta naquele teste.

Os responsáveis não conseguiram identificar imediatamente se a interrupção havia sido provocada por corrente, rotação, configuração eletrônica ou outro mecanismo de proteção. O registro de 195 km/h permaneceu como a maior velocidade obtida durante aquela sessão de testes.

Ajustes seguintes não conseguiram liberar os 200 km/h

Depois do corte, foram alterados parâmetros de corrente e configurações relacionadas à leitura do motor. Também houve tentativa de modificar a interpretação da rotação feita pela controladora e de eliminar a hipótese de que um sensor de temperatura estivesse provocando a limitação.

As mudanças não produziram o resultado esperado. Em algumas tentativas posteriores, a scooter passou a cortar em velocidades menores, indicando que o problema ainda não havia sido compreendido e que continuar elevando a potência sem diagnóstico poderia aumentar o risco de falha.

Motor terminou teste com sinais de temperatura elevada

Ao final das tentativas, o motor estava muito quente e o grupo passou a considerar a possibilidade de falha em conexões internas ou na leitura dos sensores. A câmera térmica utilizada durante o processo indicou temperatura elevada na carcaça depois de uma das puxadas.

O comportamento reforçou a decisão de encerrar a sessão sem insistir indefinidamente nos 200 km/h. A busca pela velocidade havia novamente esbarrado em limites térmicos e elétricos, exatamente como ocorrera em etapas anteriores com o motor original.

GPS virou referência para validar velocidade

A equipe destacou que os 195 km/h foram registrados por GPS e não pelo velocímetro original da scooter. O argumento apresentado é que painéis de motocicletas podem apresentar diferenças em relação à velocidade real, sobretudo em velocidades muito elevadas.

Por isso, o número de 195 km/h no GPS foi tratado como referência do projeto, mesmo que outros painéis de motocicletas circulando na mesma velocidade pudessem indicar valores superiores a 200 km/h. A meta, portanto, continuou sendo alcançar os 200 reais medidos pelo sistema de posicionamento.

Meta dos 200 km/h ficou para uma nova etapa

Assista o vídeo

O teste no México terminou sem superar oficialmente a barreira estabelecida, mas deixou a scooter apenas cinco quilômetros por hora abaixo do objetivo. Depois disso, a equipe decidiu interromper temporariamente o projeto para investigar os problemas do motor e trabalhar em outras construções elétricas.

A intenção declarada é voltar à scooter mais adiante e tentar superar a própria marca. O desenvolvimento mostrou que ganhar os últimos quilômetros por hora exige muito mais do que simplesmente aumentar potência, porque temperatura, resistência estrutural, eletrônica, bateria e estabilidade passam a atuar simultaneamente como limites.

Scooter elétrica virou laboratório sobre limites mecânicos e elétricos

A scooter elétrica que começou como uma máquina considerada fraca acabou passando por baterias de Porsche Taycan, controladora importada, motores queimados, alteração de enrolamento, nova balança, motor de 6.000 watts e refrigeração líquida construída pela própria equipe. Cada mudança solucionou um problema e, quase imediatamente, revelou outro.

O resultado final registrado nessa etapa foi 195 km/h no GPS em uma tentativa realizada no México, deixando os brasileiros a apenas 5 km/h da meta anunciada de 200 km/h. Mais do que a velocidade isolada, o projeto evidencia quantas modificações foram necessárias para levar uma plataforma originalmente modesta tão longe de sua configuração inicial. O que mais impressiona você nessa preparação: a marca de 195 km/h ou a quantidade de soluções criadas até chegar perto dos 200 km/h? Deixe seu comentário.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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