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Cada míssil custa mais de US$ 1 milhão, mas praticamente todos teriam sido utilizados: cinco meses de guerra contra o Irã pressionam os estoques de mísseis de precisão dos Estados Unidos e despertam preocupação sobre a capacidade militar do país diante de possíveis conflitos com Rússia e China
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 04/08/2026 às 14:36
Atualizado em 04/08/2026 às 14:37
Geopolítica
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Mísseis de precisão permitem ataques a longas distâncias, mas o consumo elevado durante o conflito aumentou as preocupações sobre a prontidão militar norte-americana
O Exército dos Estados Unidos consumiu grande parte de seus mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã. A redução dos estoques aumentou as preocupações sobre a prontidão militar do país para possíveis conflitos futuros.
Segundo três fontes familiarizadas com os dados, ouvidas pela Reuters, o consumo envolveu principalmente os mísseis terra-terra ATACMS e PrSM. Duas dessas pessoas afirmaram que os Estados Unidos utilizaram “praticamente todas” essas armas.
As fontes não revelaram quantas unidades permanecem nos arsenais norte-americanos. A dimensão dessa escassez também não havia sido divulgada anteriormente.
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Mísseis permitem ataques realizados a uma distância segura
Os ATACMS integram o arsenal do Exército dos Estados Unidos e permitem atingir alvos com precisão sem aproximar tropas ou aeronaves. Cada unidade custa mais de US$ 1 milhão.
Esses mísseis também desempenharam um papel importante na guerra da Ucrânia. As unidades fornecidas pelos Estados Unidos permitiram que forças ucranianas atacassem alvos dentro do território russo.
O PrSM representa uma geração mais nova e avançada, desenvolvida para substituir gradualmente o ATACMS. O modelo anterior possui alcance menor e está sendo retirado de serviço pelo Exército.
Analistas avaliam que ambas as armas seriam importantes em um eventual conflito contra a China. Afinal, os sistemas permitem ataques distantes contra adversários protegidos por fortes defesas aéreas.
Guerra prolongada provocou redução dos estoques norte-americanos
Donald Trump iniciou a guerra contra o Irã ao lado de Israel em fevereiro de 2026. Na ocasião, o presidente norte-americano previa que o conflito terminaria rapidamente.
A guerra, entretanto, prolongou-se durante cinco meses. Nesse período, os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã também alcançaram os combustíveis, fertilizantes e o Estreito de Ormuz.
As três fontes demonstraram preocupação com a possibilidade de os estoques reduzidos limitarem a dissuasão contra Rússia e China. Todas falaram sob condição de anonimato.
O Comando Central quase esgotou os mísseis terrestres disponíveis antes do começo da guerra, segundo uma quarta pessoa familiarizada com o tema. Mesmo assim, o comando recebeu munições mantidas em outras regiões.
Os números circularam dentro do governo federal durante a semana anterior à reportagem publicada pela Reuters em 4 de agosto de 2026. As informações provocaram discussões entre integrantes do governo Trump.
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Caio Aviz
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Casa Branca afirma que país possui munições suficientes
Questionada sobre os estoques, a Casa Branca divulgou uma declaração de Donald Trump. Segundo o presidente, os Estados Unidos possuem “muito mais munições” do que qualquer outro país.
Trump também afirmou que as empresas de defesa estão ampliando fábricas, equipamentos e níveis de produção. Analistas reconhecem que determinadas munições alcançaram volumes recordes de fabricação.
Apesar disso, especialistas alertam que os estoques podem permanecer abaixo do necessário para sustentar uma guerra prolongada. A produção elevada não garante uma reposição imediata de todas as armas utilizadas.
A Lockheed Martin, fabricante dos ATACMS, PrSM e do sistema THAAD, não respondeu imediatamente aos questionamentos. A Raytheon, responsável pelos Tomahawk e Patriot, também não comentou.
Pentágono garante prontidão para possíveis operações
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que as Forças Armadas possuem os recursos necessários para cumprir as decisões presidenciais. Segundo ele, o país mantém um amplo arsenal para proteger sua população e seus interesses.
Líderes militares, porém, alertaram Trump durante semanas sobre a redução das armas defensivas. Entre os equipamentos mencionados estavam os interceptores Patriot, utilizados contra mísseis balísticos.
Um relatório publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em março de 2026, também abordou a situação. Conforme o CSIS, os estoques de PrSM já eram limitados antes do conflito.
A quantidade reduzida estava relacionada ao fato de o PrSM ser uma munição relativamente nova. Ainda assim, as Forças Armadas encomendaram um número elevado dessas armas para 2027.
Com isso, a produção está sendo direcionada aos novos PrSM, enquanto os ATACMS deixam gradualmente o serviço militar norte-americano.
Na sua opinião, a redução dos mísseis ATACMS e PrSM pode limitar a capacidade dos Estados Unidos de responder a novos conflitos internacionais?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

