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Calçados Beira Rio nasceu em Igrejinha com 18 trabalhadores e capacidade para fabricar 150 pares por dia, apostou em moda, tecnologia e gestão para crescer e chegou aos 50 anos como uma das maiores indústrias calçadistas do país, com 12 fábricas, oito marcas e produtos enviados para mais de 100 países

Calçados Beira Rio nasceu em Igrejinha com 18 trabalhadores e capacidade para fabricar 150 pares por dia, apostou em moda, tecnologia e gestão para crescer e chegou aos 50 anos como uma das maiores indústrias calçadistas do país, com 12 fábricas, oito marcas e produtos enviados para mais de 100 países

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Calçados Beira Rio nasceu em Igrejinha com 18 trabalhadores e capacidade para fabricar 150 pares por dia, apostou em moda, tecnologia e gestão para crescer e chegou aos 50 anos como uma das maiores indústrias calçadistas do país, com 12 fábricas, oito marcas e produtos enviados para mais de 100 países

Escrito por Carla Teles

Publicado em 06/08/2026 às 12:10

Atualizado em 06/08/2026 às 12:12

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Calçados Beira Rio completa 50 anos com 12 fábricas, oito marcas e produtos enviados para mais de 100 países.

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A Calçados Beira Rio começou em 1975, em Igrejinha, com 18 funcionários e capacidade para produzir 150 pares por dia, cresceu com investimentos em moda, tecnologia, materiais e gestão e completou 50 anos com 12 unidades fabris, oito marcas, 9 mil colaboradores diretos e presença em mais de 100 países.

A Calçados Beira Rio nasceu em 20 de junho de 1975, na cidade de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, com uma estrutura formada por 18 trabalhadores e capacidade para fabricar apenas 150 pares por dia. Cinco décadas depois, a companhia reúne 12 unidades industriais, oito marcas e mais de 9 mil funcionários diretos.

A fabricante ampliou sua presença ao combinar produção em escala, pesquisa de moda, adoção de novas tecnologias, desenvolvimento de materiais e uma gestão voltada à expansão contínua. Atualmente, seus produtos são enviados semanalmente para mais de 100 países, enquanto todas as fábricas permanecem localizadas no Rio Grande do Sul.

Produção começou com 150 pares por dia

Imagem: Calçados Beira Rio.

A operação inicial da Calçados Beira Rio era pequena quando comparada à estrutura alcançada décadas depois. Os 18 funcionários precisavam atender todas as etapas necessárias para manter uma fábrica capaz de produzir 150 pares diariamente em uma cidade já ligada à tradição calçadista gaúcha.

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O início modesto ajuda a dimensionar a transformação industrial construída ao longo de 50 anos. A empresa não surgiu com uma rede extensa de fábricas ou presença internacional, mas com uma unidade limitada, uma equipe reduzida e capacidade produtiva concentrada.

Igrejinha abrigou o começo da empresa

A fundação ocorreu em Igrejinha, município do Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul. A região reúne atividades ligadas à fabricação de calçados e forneceu o ambiente industrial no qual a empresa iniciou suas operações e estruturou os primeiros processos produtivos.

Mesmo após a expansão, a companhia manteve suas unidades industriais no estado. A ligação com o Rio Grande do Sul permaneceu como parte da organização produtiva, ainda que os produtos tenham alcançado vitrines, distribuidores e consumidores em mais de 100 países.

Década de 1980 aproximou indústria e moda

No início dos anos 1980, a Calçados Beira Rio passou a intensificar sua relação com o universo da moda. O movimento envolveu pesquisa de tendências, acompanhamento de comportamentos de consumo e desenvolvimento de produtos pensados para diferentes estilos e públicos.

A mudança ajudou a empresa a deixar de competir apenas por capacidade produtiva. O calçado passou a ser tratado também como produto de moda, exigindo renovação frequente, variedade de modelos e maior atenção às transformações observadas no mercado nacional e internacional.

Pesquisa passou a orientar os produtos

A expansão foi acompanhada por investimentos em pesquisa nas áreas de moda e desenvolvimento de calçados. Esse trabalho permite acompanhar cores, formatos, materiais e preferências que podem influenciar as coleções apresentadas ao varejo.

Em um setor marcado por lançamentos frequentes, antecipar tendências pode ser tão importante quanto produzir em grande quantidade. A pesquisa ajuda a reduzir a distância entre a fábrica e o consumidor, transformando sinais do mercado em novos modelos e linhas comerciais.

Tecnologia modificou a produção

A adoção de novas tecnologias tornou-se outro elemento da trajetória da Calçados Beira Rio. Equipamentos, métodos produtivos e processos de controle permitiram ampliar a escala e manter diferentes marcas dentro de uma mesma estrutura industrial.

A tecnologia também pode apoiar a padronização de medidas, acabamentos e etapas de fabricação. Crescer de 150 pares por dia para uma operação de alcance global exigiu mais do que aumentar o número de trabalhadores, pois a produção precisava ganhar organização, velocidade e capacidade de repetição.

Novos materiais ampliaram possibilidades

A empresa incorporou diferentes materiais ao desenvolvimento dos calçados, buscando combinar aparência, conforto e funcionalidade. Essa variedade permite criar produtos destinados a usos, faixas de preço e consumidores distintos.

A escolha dos componentes interfere diretamente no peso, na flexibilidade, na resistência e na sensação proporcionada durante o uso. Cada novo material exige adaptação de máquinas, processos e conhecimentos técnicos, fazendo da inovação uma tarefa que envolve tanto criação quanto engenharia industrial.

Gestão acompanhou a expansão

A Calçados Beira Rio atribui parte de seu crescimento a uma gestão voltada à eficiência e à continuidade. Administrar várias fábricas, milhares de empregados, oito marcas e mercados internacionais exige planejamento integrado entre produção, desenvolvimento, logística e atendimento comercial.

A expansão também depende da capacidade de ajustar volumes e coleções conforme a demanda. Uma indústria desse porte precisa coordenar milhares de decisões antes que cada par chegue ao consumidor, desde a compra dos materiais até o envio aos pontos de venda.

Formação contínua ganhou programa próprio

A companhia mantém o programa Conquistando a Perfeição, criado para apoiar a formação contínua dos colaboradores e o desenvolvimento de novos talentos em diferentes áreas. A iniciativa inclui troca de experiências, acompanhamento da diretoria e identificação de pontos que podem ser aperfeiçoados.

Esse tipo de programa procura incorporar melhoria contínua à rotina industrial. A formação não fica restrita aos trabalhadores recém-contratados, mas acompanha profissionais que precisam se adaptar a tecnologias, materiais, processos e desafios comerciais em constante mudança.

Oito marcas atendem públicos diferentes

O grupo reúne as marcas Beira Rio, Moleca, Vizzano, Molekinha, Molekinho, Modare Ultraconforto, Actvitta e BR Sport. A divisão permite organizar linhas de produtos com propostas distintas dentro do mercado de calçados.

Há marcas direcionadas ao público feminino, infantil, masculino, esportivo e a segmentos que valorizam conforto. A estratégia reduz a dependência de uma única identidade comercial, permitindo que a empresa alcance consumidores com necessidades e preferências variadas.

Doze fábricas sustentam a operação

Ao completar 50 anos, a Calçados Beira Rio reunia 12 unidades fabris localizadas no Rio Grande do Sul. A estrutura representa uma mudança profunda em relação à primeira fábrica, que começou com 18 funcionários e produção diária limitada a 150 pares.

A distribuição entre várias unidades permite organizar diferentes linhas, marcas e etapas de fabricação. A escala alcançada coloca a companhia entre as maiores fabricantes brasileiras do setor, com uma operação que depende da integração entre fábricas, fornecedores e centros comerciais.

Mais de 9 mil empregos diretos foram criados

A empresa informa empregar diretamente mais de 9 mil pessoas. O número inclui trabalhadores envolvidos em produção, administração, desenvolvimento, tecnologia, logística, pesquisa e outras funções necessárias para manter o grupo em funcionamento.

O impacto do emprego industrial ultrapassa os limites internos das fábricas. Uma cadeia calçadista também movimenta fornecedores de materiais, transportadoras, prestadores de serviço e pontos de venda, embora esses vínculos indiretos não estejam incluídos no total informado pela companhia.

Produtos chegam a mais de 100 países

A produção é enviada semanalmente para mais de 100 países. Essa presença exige adaptação a diferentes mercados, padrões comerciais, preferências de consumidores e condições logísticas.

Exportar calçados envolve planejamento de volumes, documentação, transporte e relacionamento com compradores externos. A internacionalização transforma uma indústria regional em participante de uma cadeia global, sem retirar do Rio Grande do Sul o centro de sua estrutura fabril.

Portfólio passou a reunir milhares de opções

A combinação entre oito marcas e diferentes públicos cria um portfólio amplo, renovado conforme tendências e necessidades do varejo. Cada coleção pode incluir variações de cores, materiais, formatos e finalidades.

Essa diversidade também aumenta a complexidade da produção. Quanto maior o número de modelos, mais rigorosa precisa ser a coordenação entre pesquisa, fornecedores, fábricas e distribuição, evitando que variedade se transforme em desperdício ou atraso.

Moda e conforto tornaram-se complementares

A trajetória da companhia mostra uma tentativa de aproximar tendências visuais de atributos relacionados ao uso cotidiano. Algumas marcas concentram-se mais em moda, enquanto outras enfatizam conforto, atividade física ou públicos infantis.

As diferenças não eliminam a necessidade de uma identidade industrial compartilhada. Um produto precisa combinar aparência, encaixe, materiais e viabilidade de fabricação, garantindo que o modelo desenvolvido possa ser reproduzido em grandes quantidades.

Crescimento manteve produção no estado

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Apesar da presença internacional, as 12 unidades fabris permanecem no Rio Grande do Sul. A concentração preserva a ligação histórica com o polo calçadista gaúcho e mantém milhares de empregos industriais no estado.

Ao mesmo tempo, essa escolha exige uma rede logística capaz de distribuir produtos para diferentes regiões e países. A fábrica permanece local, mas o mercado tornou-se global, criando uma operação na qual decisões tomadas no interior gaúcho alcançam consumidores em vários continentes.

Cinquenta anos revelam mudança de escala

A estrutura atual é resultado de uma trajetória iniciada com 18 funcionários e 150 pares diários. Ao longo de cinco décadas, a Calçados Beira Rio acrescentou fábricas, marcas, tecnologias, mercados e milhares de trabalhadores.

O crescimento não ocorreu a partir de um único produto ou de uma única expansão. A transformação foi construída pela combinação entre moda, gestão, formação profissional e capacidade industrial, elementos que permitiram ampliar a operação sem abandonar o setor que deu origem à empresa.

Calçados Beira Rio levou Igrejinha ao mercado global

A Calçados Beira Rio completou 50 anos como uma das maiores fabricantes de calçados do Brasil, com 12 fábricas, oito marcas, mais de 9 mil colaboradores diretos e produtos enviados para mais de 100 países. A escala atual contrasta com a pequena operação aberta em Igrejinha em 1975.

A história mostra como uma indústria regional pode alcançar mercados internacionais sem retirar suas fábricas do estado onde nasceu. Na sua opinião, o principal fator desse crescimento foi a aposta em moda, o investimento em tecnologia ou a gestão capaz de ampliar a produção durante cinco décadas? Deixe seu comentário.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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