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Caminhoneiro compra bilhete de loteria por conta própria, ganha R$ 7,5 milhões e é processado pelos colegas de trabalho que exigiram uma parte do prêmio

Caminhoneiro compra bilhete de loteria por conta própria, ganha R$ 7,5 milhões e é processado pelos colegas de trabalho que exigiram uma parte do prêmio

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Caminhoneiro compra bilhete de loteria por conta própria, ganha R$ 7,5 milhões e é processado pelos colegas de trabalho que exigiram uma parte do prêmio

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 30/08/2026 às 20:07

Atualizado em 30/08/2026 às 20:10

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A Justiça da Colúmbia Britânica concluiu que os participantes do bolão informal não conseguiram provar que a aposta vencedora pertencia ao grupo, após analisar o valor desembolsado, a rotina das apostas coletivas e a ausência de regras formalizadas entre os trabalhadores.

Uma aposta comprada separadamente por Mandeep Singh Maan garantiu ao caminhoneiro canadense C$ 2 milhões, cerca de R$ 7,5 milhões na conversão considerada, mas também o levou ao tribunal depois que quatro colegas de trabalho reivindicaram parte do prêmio.

Maan participava de um bolão informal com Balvinder Kaur Nagra, Sukhjinder Singh Sidhu, Binipal Singh Sanghera e Jeevan Pedan em uma empresa de transporte de cargas e armazenagem na Colúmbia Britânica. Ao mesmo tempo, mantinha o hábito de fazer apostas individuais com o próprio dinheiro.

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A disputa chegou à Suprema Corte da Colúmbia Britânica no processo Nagra v. Maan, registrado como 2025 BCSC 38. A decisão foi proferida pela juíza Y. Liliane Bantourakis em janeiro de 2025 e rejeitou a tentativa dos quatro colegas de obter parte do valor.

Valor da compra ajudou a diferenciar aposta pessoal do bolão

O bilhete que originou o processo havia sido comprado em uma unidade da Chevron, em Langley, para um sorteio da BC/49. A transação vinculada à aposta vencedora foi de apenas C$ 12, valor usado para avaliar se Maan estava jogando por conta própria ou em nome do grupo.

Os colegas sustentaram que ele deveria comprar bilhetes para todos naquela ocasião e afirmaram que havia recebido dinheiro destinado ao bolão. A versão apresentada por eles era de que cada participante costumava contribuir com C$ 10 para as apostas coletivas.

Maan negou que os recursos do grupo tivessem financiado a aposta premiada e afirmou que as compras coletivas aconteciam de maneira informal. Segundo sua versão no processo, ele também fazia apostas pessoais e não havia obrigação permanente de que qualquer bilhete comprado por um integrante pertencesse automaticamente aos demais.

Segundo reportagem do iNFOnews baseada na decisão judicial, as apostas feitas para o grupo costumavam envolver gastos entre aproximadamente C$ 40 e C$ 50. A diferença para os C$ 12 pagos na transação ligada ao bilhete vencedor foi considerada compatível com a versão de uma compra individual.

A avaliação também considerou que as compras coletivas costumavam reunir mais de uma modalidade de loteria. Se aquela transação estivesse sendo feita em nome de todos, o valor gasto tenderia a ser maior do que os C$ 12 registrados no estabelecimento.

O funcionamento do bolão dificultou ainda mais a reivindicação porque não havia contrato escrito estabelecendo dias obrigatórios para apostar, responsável permanente pelas compras ou regra determinando que os bilhetes adquiridos por um dos participantes fossem sempre propriedade coletiva.

Diferentes integrantes podiam comprar as apostas, e as modalidades incluídas variavam conforme a ocasião. Fotografias de bilhetes anteriores ajudaram a demonstrar que o grupo efetivamente jogava junto, mas não bastaram para comprovar os termos de um acordo aplicável especificamente à aposta vencedora.

Fotografia do prêmio levou colegas a questionar a compra

Os colegas não souberam imediatamente que Maan havia ganhado os C$ 2 milhões. Eles descobriram o prêmio depois de encontrar uma fotografia em que o caminhoneiro aparecia segurando o grande cheque utilizado na divulgação de vencedores de loteria.

A reação inicial foi de congratulação, mas depois surgiram questionamentos sobre a origem do dinheiro empregado na compra. Os quatro participantes do bolão recorreram então à Justiça para tentar obter uma parcela da quantia, alegando que Maan deveria ter comprado apostas em nome de todos.

O julgamento durou nove dias e exigiu a reconstrução de uma rotina de apostas sem documentação formal. Além dos registros de compras e das fotografias apresentadas, os depoimentos dos envolvidos foram usados para determinar se Maan havia recebido dinheiro dos colegas ou assumido a obrigação de apostar por eles.

A credibilidade de parte desses relatos também entrou na análise. O iNFOnews informou que a juíza considerou inconsistente parte do depoimento de Sanghera sobre pontos relevantes da disputa, incluindo a alegação relacionada ao suposto repasse de dinheiro para a compra dos bilhetes.

Sem prova suficiente de que recursos coletivos financiaram a aposta vencedora, ficou enfraquecida a tese de que o prêmio pertencia ao grupo. A existência de apostas anteriores em conjunto também não demonstrou, por si só, um contrato verbal que obrigasse Maan a dividir qualquer prêmio obtido individualmente.

A decisão distinguiu a expectativa dos integrantes do bolão de um direito juridicamente comprovado. Embora os colegas acreditassem que deveriam receber parte da quantia, cabia a eles demonstrar que aquele bilhete específico havia sido comprado para todos ou estava submetido a um acordo vinculante.

A Suprema Corte da Colúmbia Britânica rejeitou a reivindicação e reconheceu Maan como proprietário do bilhete vencedor, permitindo que ele mantivesse integralmente os C$ 2 milhões recebidos na BC/49.

Além de não obterem participação no prêmio, os quatro autores da ação ficaram responsáveis pelos custos decorrentes do processo judicial, segundo o iNFOnews.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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