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Caminhoneiro percebeu as chamas nas rodas da carreta, desengatou a cabine a tempo e salvou o caminhão, enquanto a carga com nove BYDs zerados queimava até virar ferro retorcido na rodovia
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 05/08/2026 às 12:04
Atualizado em 05/08/2026 às 12:09
Acidentes
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O fogo começou por volta das 16h55 de segunda-feira, 3 de agosto de 2026, no km 297 da BR-364, sobre a ponte do Ribeirão Alegre, em Mineiros, no sudoeste goiano. Quando os bombeiros chegaram, o semirreboque já estava totalmente tomado. Não houve vítimas.
O fogo não começou nos carros. Começou nas rodas da própria carreta, enquanto o veículo trafegava, e daí consumiu por completo a carga de nove veículos elétricos e híbridos zero quilômetro da BYD que estavam sobre o semirreboque, conforme reportagem de Guilherme Xavier publicada pelo ND Mais em 4 de agosto de 2026 e boletim do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.
A reação do motorista foi o que impediu um prejuízo maior. Ao perceber as chamas, ele desacoplou rapidamente o cavalo-trator do semirreboque e conduziu a cabine para uma área segura. A manobra evitou que o incêndio alcançasse toda a composição, e a ocorrência foi encerrada sem feridos.
Onde e quando aconteceu
O incêndio ocorreu por volta das 16h55 de segunda-feira, 3 de agosto de 2026, no quilômetro 297 da BR-364, em Mineiros, no sudoeste de Goiás. O ponto exato fica sobre a ponte do Ribeirão Alegre.
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Vale registrar uma divergência entre publicações. O Portal 6 e o portal A Redação informam que o fogo aconteceu na tarde de segunda-feira, 3 de agosto. Já o Jornal Opção e o portal Liras da Liberdade situam o episódio na tarde de terça-feira, 4. A data de segunda-feira é a compatível com o horário informado pelos bombeiros e com a publicação da reportagem do ND Mais, feita às 12h14 de terça.
O que o motorista fez
A sequência descrita por ele aos bombeiros é curta e decisiva. Ele notou o início das chamas nas rodas da carreta, ainda em movimento, e agiu antes que o fogo se propagasse para a frente do conjunto.
Desacoplar o cavalo-trator significa separar a unidade motriz, onde ficam motor e cabine, do semirreboque que carrega a carga. É uma operação que qualquer motorista de carreta sabe executar, mas que exige parar em local minimamente seguro, acionar os comandos de engate e afastar o conjunto. Feita sob fogo e sobre uma ponte, a manobra tem outro grau de dificuldade. Foi ela que preservou o veículo trator.
O que restou da carga
Quando as equipes do Batalhão Bombeiro Militar de Mineiros chegaram, o semirreboque já estava completamente tomado pelas chamas. Todos os nove veículos transportados foram consumidos.
O resultado foi perda total da carga. O combate contou com viaturas e equipamentos especializados, com apoio de uma equipe da concessionária Way, responsável pela administração daquele trecho de rodovia. Depois do controle das chamas e do rescaldo, os bombeiros encerraram os trabalhos no local.
O detalhe que muda a leitura do caso
Este é o ponto que costuma se perder quando a notícia circula pelas redes. Segundo o relato do próprio motorista, as chamas tiveram início nas rodas da carreta, e não em nenhum dos carros transportados.
A distinção importa porque incêndios envolvendo veículos elétricos costumam ser lidos automaticamente como falha de bateria. Aqui, o ponto de origem apontado é o conjunto de rodagem do semirreboque, região que concentra pneus, freios e rolamentos e que é causa frequente de fogo em caminhão por superaquecimento. As causas ainda serão apuradas, e nenhuma conclusão oficial foi divulgada até agora.
Um caso parecido em julho
Não é o primeiro episódio do tipo envolvendo transporte de veículos da mesma fabricante este ano. Em julho de 2026, um caminhão cegonha que levava 11 carros elétricos zero quilômetro pegou fogo no quilômetro 95 da BR-101, na Bahia, por volta das 12h50.
Naquele caso, porém, a origem foi outra. O motorista informou à Polícia Rodoviária Federal que as chamas começaram em um dos veículos posicionados na plataforma inferior da carreta e se espalharam para os demais. A pista ficou parcialmente interditada, o combate durou cerca de uma hora e meia e não houve feridos. A montadora lamentou o ocorrido por nota e informou acompanhar a apuração. Os bombeiros não conseguiram identificar a causa no local, e o caso ficou dependendo de perícia técnica.
Por que carreta pega fogo nas rodas
O fenômeno tem explicação mecânica conhecida por quem trabalha com transporte pesado. Freios de carreta trabalham sob carga alta e podem superaquecer, especialmente em descidas longas ou quando há falha de regulagem, vazamento no sistema ou rolamento travado.
O calor gerado nesse ponto pode atingir temperatura suficiente para inflamar graxa, borracha do pneu e resíduos acumulados no conjunto. A partir daí, o fogo encontra combustível abundante. Em cegonha carregada, a proximidade entre o conjunto de rodagem e a estrutura que sustenta os veículos acelera a propagação. Nada disso está confirmado como causa neste caso específico, que segue sob investigação.
O que acontece com os veículos destruídos
A carreta e os carros consumidos permaneceram sob responsabilidade da concessionária Way. Cabe a ela a remoção do material e os encaminhamentos legais necessários.
Em ocorrências assim, o prejuízo material costuma recair sobre seguro de transporte de carga, contratado pela transportadora ou pelo embarcador, e a definição de responsabilidade depende do laudo sobre a origem do fogo. Nenhuma das partes envolvidas divulgou estimativa do valor perdido, e não houve manifestação pública da montadora sobre este episódio até a publicação das reportagens.
O saldo da ocorrência
O balanço final é de prejuízo material integral na carga e nenhum ferido. Em incêndio de veículo pesado sobre ponte, com fogo já instalado no conjunto de rodagem, esse desfecho não é automático.
A avaliação registrada pelos bombeiros aponta a ação rápida do motorista como fator determinante para limitar os danos. Ele não conseguiu salvar a carga, mas evitou que o caminhão inteiro virasse sucata, e a manobra também reduziu o risco de a estrutura da ponte ser atingida com o conjunto completo em chamas.
E você, já presenciou algum incêndio de veículo em rodovia? Conta aqui nos comentários o que viu e como foi, e diga se você acha que caminhão de carga deveria ser obrigado a levar equipamento de combate a incêndio mais robusto do que o extintor padrão.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

