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Candidato ao Senado, Jorge quer tirar Acre da disputa entre “lulistas e bolsonaristas”

Candidato ao Senado, Jorge quer tirar Acre da disputa entre “lulistas e bolsonaristas”

Foto: Jardy Lopes

O candidato ao Senado Jorge Viana (PT) afirmou estar vivendo uma das campanhas eleitorais mais tranquilas de sua trajetória política. A declaração foi dada durante a sabatina do ac24horas, realizada neste domingo (30), em que o ex-governador e ex-senador também falou sobre a formação da Frente Ampla pelo Acre, sua relação com o PT, o cenário bolsonarista no Estado e a expectativa de crescimento do presidente Lula (PT) durante a campanha.

“É a eleição em que eu estou mais tranquilo, mais leve, mais otimista do que eu participei, pelo menos, nas últimas quatro eleições”, pontuou.

Durante a sabatina, Viana foi questionado sobre o fato de o Acre apresentar maioria do eleitorado alinhada ao bolsonarismo, conforme pesquisas eleitorais, e se a criação da Frente Ampla pelo Acre teria como objetivo esconder sua ligação com o PT ou se posicionar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O candidato negou que esteja tentando esconder sua trajetória partidária e lembrou de estratégias adotadas em campanhas anteriores.

“A campanha sempre começa com uma coisa bonita, com o pessoal conduzindo tudo. Claro que eu tenho uma história. Eu fui filiado a um partido por 40 anos, eu fui filiado a único partido. Isso eu não escondo de ninguém”, pontuou.

Na sequência, Jorge Viana criticou o atual modelo de organização partidária e defendeu mudanças na estrutura de financiamento e funcionamento das legendas.

“Mas será que não se confunde de partido? Eu, por exemplo, defendia fundo eleitoral, fundo partidário. Não defendo mais, não. Agora, dirigente partidário, cada um ganha R$ 50 mil, R$ 60 mil. Preso, solto, ganho esse dinheiro. Não quero mais isso, quero outro modelo de organização partidária e política”, pontuou.

Para o candidato, a Frente Ampla pelo Acre tem como objetivo reunir diferentes grupos e apresentar uma alternativa ao atual cenário político do Estado. “Então, Luiz, o que essa frente, eu pretendo com essa frente, é dizer o seguinte: o Acre deu ruim para essa turma que está aí, que ganharam tudo, ganharam três senadores, ganharam o governo, elegeram oito deputados federais. Nós ficamos com um deputado, no caso do Edvaldo”, destacou.

Viana afirmou que pretende utilizar a frente para ampliar o diálogo político e superar a divisão entre os campos lulista e bolsonarista. “Eu estou propondo uma Frente Ampla pelo Acre, que possa juntar as pessoas e as pessoas saírem dessa situação no ‘é lulista ou bolsonarista’”, ponderou.

O candidato também avaliou a força do bolsonarismo e o cenário para a eleição presidencial no Acre. “Eu acho que o lulismo, por mais que alguém não goste, vai ficar para a vida toda, porque vai se transformar igual ao peronismo. Mas, na eleição do presidente, a gente discute aqui antes: o Lula tem 26%, 27%, pode chegar a 30% talvez. E o natural, o natural, é que quem vota no Lula vota ideologicamente, né?”, finalizou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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