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Capturada por uma rede de pesca e vendida a um aquário, a golfinha escapou sozinha do cativeiro, reencontrou a própria família no mar da Coreia e anos depois foi vista nadando com um filhote
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 21/08/2026 às 14:02
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Sampal, golfinha capturada acidentalmente em uma rede na Coreia do Sul e vendida ilegalmente a um aquário, passou cerca de três anos em espetáculos. Em 2013, escapou por um rasgo na rede de proteção, reencontrou um grupo de cerca de 50 golfinhos e depois foi vista com seu próprio filhote.
Sampal foi capturada acidentalmente por uma rede de pesca na costa da Coreia do Sul quando se acreditava que tivesse cerca de 10 anos. Em vez de ser imediatamente devolvida ao mar, acabou vendida ilegalmente ao aquário Pacific Land, onde permaneceu durante aproximadamente três anos participando de espetáculos.
As informações foram publicadas pela ANDA — Agência de Notícias de Direitos Animais em 23 de abril de 2016. A trajetória da golfinha passou por uma ordem de devolução ao oceano, um período de preparação para a soltura e uma fuga inesperada antes da data planejada, seguida pela reintegração na natureza e pelo registro posterior ao lado de um filhote.
Sampal ficou presa acidentalmente em uma rede de pesca na Coreia do Sul
A captura de Sampal ocorreu no mar, ao largo da costa sul-coreana. A estimativa apresentada é de que ela tivesse aproximadamente 10 anos naquele período.
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A situação deveria ter terminado com a liberação imediata do animal. Em vez disso, a golfinha foi encaminhada para o cativeiro e vendida ao Pacific Land.
Venda ao Pacific Land foi considerada ilegal
Sampal foi vendida ilegalmente ao aquário Pacific Land depois de ser retirada do ambiente natural.
A transferência mudou completamente a rotina do animal. Da vida no mar, ela passou para uma estrutura artificial voltada à exibição de cetáceos ao público.
Golfinha passou cerca de três anos participando de espetáculos
O período de Sampal no Pacific Land durou aproximadamente três anos. Durante esse tempo, ela era obrigada a participar de apresentações para receber alimento.
A golfinha permaneceu afastada do grupo com o qual havia vivido no oceano e dividia a situação de cativeiro com outros animais.
Prefeito de Seul e Supremo Tribunal determinaram devolução ao oceano
A situação começou a mudar depois da intervenção de autoridades. Segundo o Care2, citado na publicação, o prefeito de Seul e o Supremo Tribunal coreano determinaram que Sampal e outros dois golfinhos fossem devolvidos à natureza.
Os outros animais envolvidos eram Jedol e Chunsan. A decisão abriu caminho para uma preparação destinada a tornar possível o retorno dos três ao oceano.
Em maio de 2013, três golfinhos entraram em programa de preparação
Em maio de 2013, Sampal, Jedol e Chunsan ficaram sob os cuidados de uma equipe que trabalharia na preparação dos animais para uma futura soltura.
Participaram dessa etapa a Associação Coreana de Bem-Estar Animal, a Universidade Ewha e o Centro de Pesquisa de Cetáceos.
Ric O’Barry foi chamado para ajudar na preparação
O trabalho de adaptação também contou com a participação de Ric O’Barry, fundador e diretor do Projeto Golfinho.
A preparação havia sido organizada porque os animais não seriam simplesmente retirados do cativeiro e colocados imediatamente no mar aberto. O objetivo era realizar a devolução durante o verão.
Rasgo na rede de proteção mudou o cronograma planejado
Sampal, porém, não esperou a data prevista para a liberação. Um buraco se abriu na rede de proteção utilizada durante o período de preparação.
A golfinha atravessou a abertura e deixou o recinto por conta própria. A fuga antecipou uma soltura que deveria acontecer posteriormente dentro do planejamento feito pelos responsáveis pelos animais.
Cuidadores ficaram preocupados com capacidade de sobrevivência
A saída inesperada gerou preocupação entre as pessoas que acompanhavam Sampal. Como a fuga aconteceu antes do fim do processo planejado, havia dúvida sobre sua capacidade de se manter no ambiente natural.
Os dias seguintes seriam decisivos para mostrar se a golfinha conseguiria permanecer no oceano depois de aproximadamente três anos em cativeiro.
Sampal apareceu dias depois entre cerca de 50 golfinhos
Pouco depois da fuga, Sampal foi avistada novamente. Ela estava nadando entre um grupo formado por cerca de 50 golfinhos.
A avaliação apresentada é de que esses animais seriam a família da qual ela havia sido separada quando ficou presa na rede de pesca. O registro reduziu a preocupação inicial sobre sua sobrevivência após a saída antecipada.
Retorno ao grupo indicou reintegração à vida selvagem
Sampal não apenas permaneceu viva depois de escapar, como voltou a ser observada integrada a outros golfinhos no ambiente natural.
Pesquisadores acompanhariam posteriormente sua situação e confirmariam sua reintegração à natureza. O retorno ao oceano havia ocorrido de uma maneira diferente da planejada, mas a golfinha conseguiu se estabelecer novamente fora do cativeiro.
Anos depois, pesquisadores encontraram Sampal acompanhada de um filhote
A trajetória ganhou uma nova etapa quando pesquisadores voltaram a observar Sampal no mar. A golfinha estava acompanhada de um filhote.
O avistamento mostrou que ela continuava vivendo em liberdade depois de deixar o cativeiro em 2013. A presença do filhote foi registrada anos após a fuga pela rede de proteção.
Golfinha capturada voltou ao oceano antes da soltura programada
Sampal passou de uma captura acidental e uma venda ilegal para aproximadamente três anos em um aquário, até ser incluída em um programa que deveria devolvê-la ao ambiente natural.
Antes que a soltura planejada acontecesse, ela encontrou uma abertura na rede, saiu sozinha, reapareceu junto a dezenas de golfinhos e mais tarde foi identificada novamente pelos pesquisadores, desta vez acompanhada de um filhote.
Na sua opinião, animais marinhos retirados da natureza deveriam ser preparados para retornar ao ambiente original sempre que houver condições para isso? Deixe sua opinião nos comentários.
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Golfinho
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

