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Carioca de 26 anos que precisou lutar por intérpretes de Libras e adaptações nas avaliações tornou-se a primeira estudante preta e surda da história de Engenharia de Produção da UFF e hoje busca ampliar a acessibilidade de outros universitários
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 12/08/2026 às 18:18
Atualizado em 12/08/2026 às 18:19
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Aos 26 anos, Giullia Cardim faz história na UFF como a primeira aluna preta e surda em Engenharia de Produção, enfrentando barreiras por inclusão.
Aos 26 anos, a estudante carioca Giullia Cardim tornou-se a primeira aluna preta e surda a ingressar no curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), enfrentando desafios diários de acessibilidade e preconceito para conquistar seu espaço acadêmico.
Comunicando-se por meio de Libras e leitura labial, a jovem revelou ao portal Só Notícia Boa o orgulho e a enorme responsabilidade de ser a única estudante com deficiência auditiva em sua turma de graduação integral.
Mensagem de perseverança e próximos passos
Com a meta clara de concluir a graduação e conquistar o título de engenheira de produção, a jovem de 26 anos continua dividindo sua rotina entre as exigências do curso, a leitura labial e o uso da Libras.
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Questionada sobre quais conselhos daria a outras pessoas com deficiência que almejam o ensino superior, a estudante foi categórica:
“Nunca desistam dos seus sonhos. A caminhada pode ser difícil, mas vocês são capazes. Lutem pelos seus direitos, acreditem no seu potencial e não deixem que ninguém diga que vocês não conseguem”.
O suporte institucional e a atuação na Plataforma Libras
Embora a universidade conte com uma Secretaria de Acessibilidade e Inclusão e uma Coordenação de Inclusão na Escola de Engenharia para prestar serviços de tradução e acolhimento, a experiência prática demonstra que o acesso a esses direitos exige constante insistência dos discentes.
Para Giullia, a acessibilidade não pode ser tratada como um favor, mas sim como uma condição inegociável para a equidade de oportunidades.
Como forma de transformar essa realidade, a universitária participa ativamente da Plataforma Libras Acadêmica UFF, um projeto que desenvolve glossários bilíngues com termos técnicos do ambiente acadêmico.
Atuando como parte da equipe de “atores surdos” na área de Engenharia de Produção, ela contribui para ampliar o acesso de outros estudantes surdos aos conteúdos universitários.
Os obstáculos enfrentados por Giullia
Apesar da importância de ocupar o espaço universitário voltado ao planejamento e gerenciamento de sistemas produtivos, a jornada foi marcada por barreiras estruturais severas.
A própria aluna destacou que o maior entrave não foi a complexidade das matérias da graduação, mas sim a escassez de recursos adequados para garantir sua permanência.
- Demanda por intérpretes: A aluna precisou lutar ativamente para assegurar profissionais de tradução em Libras durante as aulas.
- Adaptação de avaliações: Houve dificuldades recorrentes na adequação de provas e conteúdos didáticos para o seu formato de aprendizado.
- Barreiras sociais: Além dos problemas de infraestrutura, a jovem precisou lidar com o preconceito ao longo do percurso, decidindo persistir firme em busca de seu diploma.
A conquista histórica e o pioneirismo acadêmico
A estudante carioca Giullia Cardim, de 26 anos, tornou-se um marco de representatividade no ensino superior brasileiro ao ingressar no curso presencial e integral de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF), sediada em Niterói (RJ).
Com duração prevista de dez semestres, a graduação colocou a jovem em uma posição inédita: ela é oficialmente a primeira aluna preta e surda da história do curso na instituição e a única pessoa com deficiência auditiva em sua turma.
- Comunicação bilíngue: A universitária utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a leitura labial para interagir no ambiente acadêmico.
- Sentimento de responsabilidade: Em declaração concedida ao portal Só Notícia Boa, a jovem resumiu o peso de seu feito: “Quando descobri que era a primeira mulher negra e surda do curso de Engenharia de Produção da UFF e a única estudante surda da turma, senti muito orgulho e também uma grande responsabilidade”.
- Visibilidade e impacto: A presença da aluna na Escola de Engenharia ajuda a escancarar a necessidade de maior inclusão em espaços onde minorias ainda são raridade.
Com informações do Só Notícia Boa
Fonte
Só Notícia Boa
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

