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Casal abriu uma franquia de moda em shopping no Rio, faliu em apenas seis meses e precisou vender carros e imóveis para pagar as dívidas, mas recomeçou com um estande em uma feira vendendo bodies de R$ 18 e criou a Farm, que chegaria a 70 lojas e 3 milhões de peças vendidas por ano
Escrito por Carla Teles
Publicado em 11/08/2026 às 10:27
Atualizado em 11/08/2026 às 10:28
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A Farm nasceu em 1997 depois que Kátia Barros e Marcello Bastos faliram com uma franquia de moda no Rio de Janeiro, venderam carros e imóveis para quitar dívidas e recomeçaram na Babilônia Feira Hype com bodies de R$ 18, antes de expandir a marca para 70 lojas pelo Brasil.
A Farm surgiu de um recomeço depois de uma experiência empresarial que durou apenas seis meses. Em 1997, Kátia Barros e Marcello Bastos abriram uma franquia da extinta marca paulista Mercearia em um shopping do Rio de Janeiro, mas o negócio fracassou. Para pagar as dívidas, os dois precisaram vender carros e imóveis antes de tentar novamente, dessa vez com uma estrutura muito menor.
A trajetória foi relatada em entrevista de Kátia e Marcello reproduzida pelo portal Result Place, originalmente publicada na edição 57 da Azul Magazine. A página consultada não informa a data em que a reprodução foi publicada, mas o conteúdo contextualiza os 20 anos da Farm em 2017 e registra que, naquele período, a marca já contava com 70 lojas espalhadas pelo país e vendia cerca de 3 milhões de peças por ano.
Primeira tentativa terminou em falência após seis meses
Antes da Farm, Kátia Barros e Marcello Bastos apostaram em uma franquia da Mercearia, marca paulista que posteriormente deixou de existir. O empreendimento foi aberto em um shopping carioca, mas não conseguiu se sustentar e encerrou a experiência dos dois no negócio depois de apenas seis meses.
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O impacto financeiro foi grande o suficiente para obrigar o casal a vender carros e imóveis para quitar as dívidas. A fonte não detalha quanto foi perdido nessa primeira tentativa, qual shopping recebeu a franquia ou o valor total das obrigações acumuladas naquele momento.
Recomeço aconteceu em um estande de feira
Depois da falência, a alternativa encontrada não foi abrir outra loja convencional. Kátia e Marcello escolheram a Babilônia Feira Hype, no Rio de Janeiro, para testar peças mais leves, coloridas e estampadas em um formato de venda muito menor.
Foi nesse ambiente que a Farm começou oficialmente em 1997, inicialmente por meio de um estande. A diferença em relação à tentativa anterior era significativa: em vez dos custos e da estrutura de uma franquia dentro de shopping, os fundadores passaram a trabalhar diretamente com produtos próprios e contato imediato com o público.
Bodies de R$ 18 ajudaram a colocar a marca em circulação
Entre os primeiros produtos criados por Kátia estavam bodies vendidos por R$ 18. Segundo o relato reproduzido pela Result Place, essas peças rapidamente conquistaram consumidoras e se tornaram um dos primeiros sinais de que a nova tentativa poderia seguir um caminho diferente da franquia que havia fracassado.
Os bodies de R$ 18 ajudaram a transformar o pequeno estande em ponto de partida para uma nova marca. A fonte não informa quantas unidades foram vendidas naquele período nem o faturamento inicial, mas associa diretamente a boa recepção das peças ao avanço da Farm nos anos seguintes.
Primeira loja própria chegou dois anos depois
A expansão ganhou uma nova etapa em 1999, quando foi inaugurada a primeira loja da Farm no Rio de Janeiro. O movimento ocorreu apenas dois anos depois do início na Babilônia Feira Hype.
A passagem de um estande para uma loja física indicava que a marca havia conseguido criar demanda suficiente para testar uma operação permanente. O material fornecido não informa qual foi o investimento necessário para essa primeira unidade nem apresenta números de faturamento do período.
Belo Horizonte marcou a primeira expansão fora do Rio
Em 2004, a Farm chegou a Belo Horizonte com uma loja no shopping Pátio Savassi. Foi a primeira unidade fora do Rio de Janeiro e também um teste importante para descobrir se o estilo associado à marca carioca encontraria público em outros mercados.
Marcello Bastos contou que a operação mineira rapidamente apresentou vendas superiores às unidades cariocas. Segundo ele, a loja em Belo Horizonte chegou a vender duas vezes mais do que a melhor loja da Farm no Rio, resultado que reforçou a percepção de que a marca poderia crescer nacionalmente.
São Paulo colocou a expansão em outro patamar
Depois do desempenho em Minas Gerais, a empresa avançou sobre São Paulo. Antes de entrar definitivamente na capital, testou seus produtos em um shopping sazonal de Campos do Jordão, mesmo com uma coleção que Marcello considerava pouco adequada ao clima de inverno da região.
A experiência teve forte desempenho e, posteriormente, a Farm chegou ao Shopping Iguatemi, na capital paulista. Marcello afirmou que a loja vendeu R$ 18 mil por metro quadrado no primeiro mês, quando R$ 5 mil por metro quadrado já seria, segundo ele, um nível considerado excelente para um lojista naquele contexto.
Crise de 2008 trouxe uma dívida de R$ 15 milhões
O crescimento não ocorreu sem novos riscos financeiros. Em 2008, Marcello relatou que a empresa enfrentou uma dívida de R$ 15 milhões, após uma combinação de investimentos e do ambiente de crise no varejo.
Segundo ele, R$ 9 milhões haviam sido investidos no escritório e outros R$ 4 milhões na criação da Fábula, marca infantil. A situação voltou a colocar a Farm diante de um cenário financeiro delicado, embora diferente da falência enfrentada pelos fundadores em 1997.
Entrada de novos sócios trouxe aporte de R$ 22 milhões
A solução encontrada envolveu uma aproximação com os fundadores da Animale. Marcello afirmou que, após conversas com Roberto Jatahy, surgiu uma proposta de apoio financeiro que terminou com a entrada de novos sócios.
Em 2010, o grupo ligado à Animale adquiriu 33% da Farm mediante um aporte de R$ 22 milhões, segundo o relato. Marcello afirmou ainda que, nos quatro anos seguintes, o faturamento do grupo triplicou, embora a entrevista não apresente os valores absolutos dessa receita.
União com a Animale ampliou estrutura do grupo
A aproximação entre as empresas resultou em uma estrutura empresarial maior. O conteúdo registra que a Farm se uniu ao grupo Animale em 2010 e que, posteriormente, o Grupo Soma passou a reunir diferentes marcas de moda.
Entre os nomes citados estavam A.Brand, Animale, FYI, Fábula, Cris Barros, Vitorino Campos e Foxton. A trajetória da Farm deixou, assim, de estar ligada apenas ao crescimento de uma marca isolada e passou a integrar um grupo mais amplo do varejo de moda.
Marca chegou a 70 lojas espalhadas pelo Brasil
Ao contextualizar os 20 anos da empresa, o material afirma que a Farm já possuía 70 lojas espalhadas pelo país. A marca havia deixado o estande carioca da década de 1990 para construir presença em diferentes estados brasileiros.
Essa expansão ocorreu progressivamente, passando pelo Rio, por Belo Horizonte, São Paulo e outros mercados. A fonte não relaciona individualmente todas as 70 unidades, mas usa esse número para dimensionar a rede alcançada após duas décadas de operação.
Farm chegou a vender 3 milhões de peças por ano
Outro número apresentado no material ajuda a dimensionar o crescimento industrial e comercial da marca. Segundo o conteúdo reproduzido pela Result Place, a Farm vendia aproximadamente 3 milhões de peças por ano naquele estágio de sua trajetória.
O texto também informa um quadro de aproximadamente 1.700 funcionários. Esses dados aparecem ligados ao período retratado pela entrevista e não devem ser interpretados automaticamente como números atuais da empresa, já que o material não apresenta atualização posterior.
Marca passou da roupa para uma proposta de lifestyle
Ao longo dos anos, a Farm ampliou sua presença para além das peças tradicionais de vestuário. A entrevista cita produtos como pranchas, capas de celular e bambolês, além de uma parceria com a Adidas Originals iniciada em 2014.
Kátia Barros definiu a identidade da marca a partir de características como brasilidade, cor e informalidade. A expansão do portfólio mostra como a Farm buscou associar sua imagem a um estilo de vida, e não exclusivamente à venda de roupas.
História começou justamente depois de um negócio fracassar
A trajetória registrada pela entrevista coloca dois momentos muito diferentes lado a lado. Em 1997, Kátia Barros e Marcello Bastos estavam vendendo patrimônio para pagar as dívidas deixadas por uma franquia que durou apenas seis meses. No recomeço, passaram a vender bodies de R$ 18 em um estande da Babilônia Feira Hype.
Duas décadas depois, o mesmo negócio era apresentado com 70 lojas, cerca de 1.700 funcionários e 3 milhões de peças comercializadas por ano. Para você, o que mais chama atenção nessa história: a decisão de tentar novamente logo depois da falência ou o fato de um estande de feira ter se transformado na Farm? Conte sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

