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Casal acorda com US$ 120 mil caídos do céu por erro de digitação do banco, sai gastando como se não houvesse amanhã, quita dívida, enche a garagem de veículos e termina a farra devendo US$ 107 mil e acusado de furto na Justiça

Casal acorda com US$ 120 mil caídos do céu por erro de digitação do banco, sai gastando como se não houvesse amanhã, quita dívida, enche a garagem de veículos e termina a farra devendo US$ 107 mil e acusado de furto na Justiça

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Casal acorda com US$ 120 mil caídos do céu por erro de digitação do banco, sai gastando como se não houvesse amanhã, quita dívida, enche a garagem de veículos e termina a farra devendo US$ 107 mil e acusado de furto na Justiça

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 17/08/2026 às 22:46

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Erro de digitação do banco pôs US$ 120 mil na conta de um casal, que gastou mais de US$ 100 mil e recebeu sete anos de liberdade condicional.

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O erro de digitação do banco ocorreu em 31 de maio, quando uma funcionária do BB&T creditou a conta errada; Robert e Tiffany Williams tinham US$ 1.121, distribuíram US$ 15 mil a amigos e receberam 100 horas de serviço comunitário cada em 2020 na Pensilvânia por decisão formal da Justiça

Em 31 de maio de 2019, um erro de digitação do banco colocou US$ 120 mil na conta conjunta de Robert e Tiffany Williams, moradores de Montoursville, na Pensilvânia. A publicação do 111NEXT, assinada pela própria redação em 15 de agosto de 2026 e republicada pelo MSN, retomou o episódio como uma farra encerrada em acusação criminal. A cronologia contemporânea apareceu com mais detalhes nas reportagens de Dan Ennis para o Banking Dive, em 10 de setembro de 2019, de Kayla Epstein para o Washington Post, na mesma data, e na cobertura da WNEP reproduzida pela 6abc em 9 de setembro daquele ano.

As reportagens do Williamsport Sun-Gazette de 6 de setembro de 2019 e 21 de fevereiro de 2020, baseadas em registros judiciais e no depoimento do policial estadual Aaron Brown, levaram o caso além da acusação: o casal recebeu sete anos de liberdade condicional e 100 horas de serviço comunitário por pessoa. A reconstituição também considera o Código Civil e o Código Penal brasileiros disponíveis no Planalto, a orientação do Banco Central consultada em 17 de agosto de 2026 e o comunicado corporativo de 9 de dezembro de 2019 no qual o Truist informou a conclusão da fusão entre BB&T e SunTrust.

Uma funcionária digitou a conta errada e desviou um depósito empresarial

Erro de digitação do banco pôs US$ 120 mil na conta de um casal, que gastou mais de US$ 100 mil e recebeu sete anos de liberdade condicional.

Uma funcionária de uma agência do BB&T na Geórgia processava um depósito destinado à Dimension Covington Investment LLC quando inseriu o número de conta errado. O sistema creditou os US$ 120 mil aos Williams, cujo saldo anterior era de US$ 1.121. O cliente empresarial percebeu que o dinheiro não havia chegado ao destino e procurou a instituição. O erro de digitação do banco não transformou o depósito empresarial em patrimônio do casal. Ele apenas colocou os correntistas no controle temporário de um valor que continuava pertencendo ao depositante correto.

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Robert e Tiffany começaram a movimentar a quantia nos primeiros dias de junho. A conta bancária passou de pouco mais de mil dólares para US$ 121.121 quando se somam o saldo informado e o depósito indevido. Nenhuma apuração confiável sustenta que o casal ganhou uma promoção, recebeu herança ou fechou uma venda capaz de explicar aquele salto. A origem era um lançamento isolado, de seis dígitos, produzido por uma falha operacional. O erro bancário aparecia no extrato; a causa ainda precisava ser confirmada diretamente com a instituição.

As compras levaram SUV, trailer, carro de corrida e quadriciclos para a garagem

Entre 3 e 19 de junho de 2019, o casal usou mais de US$ 100 mil em uma sequência de compras, pagamentos e entregas de dinheiro. A lista incluía uma entrada em um Chevrolet Traverse, um trailer de viagem, um reboque para carro, um carro de corrida e dois quadriciclos. Os Williams também pagaram contas e consertos de automóveis. O depósito indevido bancou em cerca de duas semanas bens que muitas famílias levariam anos para reunir.

US$ 15 mil saíram da conta bancária para amigos que precisavam de ajuda. Pensa no tamanho disso: essa entrega, sozinha, correspondia a 12,5% dos US$ 120 mil que haviam entrado por engano. O gasto com veículos, dívidas, reparos e repasses ocorreu antes de o banco concluir a correção. A garagem cheia tornou o caso visual, mas o ponto financeiro estava no extrato. Cada compra reduzia a parcela do depósito indevido ainda disponível quando a instituição finalmente localizou o número digitado de forma errada.

O saldo negativo de US$ 107.416 não era apenas o preço da farra

Em 20 de junho, o BB&T transferiu os US$ 120 mil para o destinatário correto e debitou o mesmo valor da conta bancária dos Williams. A operação deixou saldo negativo de US$ 107.416. Esse número representa o rombo após o estorno, e não uma lista comprovada de compras que somou exatamente US$ 107.416. A distinção importa porque algumas recontagens apresentam o saldo devedor como se ele fosse, centavo por centavo, o total gasto pelo casal durante aquelas duas semanas.

US$ 12.584 precisariam estar na conta imediatamente antes do débito de US$ 120 mil para o resultado chegar a menos US$ 107.416. Faz a conta: os US$ 1.121 iniciais somados ao depósito indevido formavam US$ 121.121; a diferença até US$ 12.584 indica uma redução de US$ 108.537. O cálculo equivale a aproximadamente 90,4% dos US$ 120 mil, mas funciona como estimativa porque os relatos públicos não exibem o extrato completo nem eventuais entradas e saídas rotineiras ocorridas no período. O dado seguro continua sendo o saldo negativo registrado após a correção.

O contato do banco virou investigação depois que a negociação parou

Em 20 e 21 de junho de 2019, representantes do banco falaram com Tiffany sobre o depósito indevido e a necessidade de cobrir o saldo negativo. Ela informou que o dinheiro já havia sido usado para pagar contas, atribuiu ao marido grande parte dos gastos e mencionou a compra de um quadriciclo. Tiffany disse que conversaria com Robert para montar um plano de pagamento. As tentativas posteriores de contato ficaram sem resposta, e o BB&T chamou a polícia estadual no começo de julho.

A polícia estadual ouviu Robert e Tiffany separadamente no fim de julho. Os dois admitiram que sabiam que o dinheiro creditado por erro bancário não lhes pertencia, embora o tivessem gastado. Essa admissão separou o recebimento involuntário da decisão consciente de usar o valor. O erro de digitação do banco nasceu dentro da instituição, mas as acusações se concentraram no que ocorreu depois que o saldo apareceu. O casal acabou detido, compareceu à Justiça e deixou a custódia após a fixação de fiança de US$ 25 mil para cada um.

As acusações terminaram em sete anos de liberdade condicional

Em setembro de 2019, Robert e Tiffany respondiam por acusações graves de furto e recebimento de propriedade subtraída na Pensilvânia. Os relatos daquele momento divergem sobre três ou quatro imputações, razão pela qual a quantidade não muda a cronologia central. Robert declarou na chegada ao tribunal que o casal havia seguido um conselho jurídico ruim e reconheceu que a escolha não terminara bem. A sentença de fevereiro de 2020 encerrou a versão de que eles continuavam apenas acusados.

Em fevereiro de 2020, a Justiça impôs sete anos de liberdade condicional a cada integrante do casal. Robert e Tiffany também receberam 100 horas de serviço comunitário por pessoa. A liberdade condicional não equivale a uma absolvição nem a uma pena cumprida na prisão: ela mantém o condenado sob condições determinadas pelo Judiciário durante o prazo fixado. O saldo negativo de US$ 107.416 permaneceu ligado à obrigação financeira criada pelo estorno, enquanto a sentença tratou a conduta criminal em outra frente.

O BB&T desapareceu como marca após a fusão que criou o Truist

Em 6 de dezembro de 2019, o BB&T concluiu a fusão com o SunTrust e formou o Truist Financial Corporation. A mudança ocorreu entre a acusação do casal e a sentença de liberdade condicional. Os clientes ainda foram atendidos por algum tempo sob as marcas antigas durante a integração dos sistemas, mas o nome BB&T deixou de identificar uma instituição independente. O banco citado no caso de 2019 hoje faz parte da história corporativa do Truist.

O comunicado de conclusão da fusão não relacionou a operação societária ao erro bancário dos Williams. A data serve para atualizar uma história antiga sem criar ligação inexistente: a falha de digitação ocorreu no BB&T, e a empresa combinada passou a operar como Truist meses depois. O depósito indevido, o saldo negativo e a liberdade condicional pertencem ao processo dos dois moradores da Pensilvânia. A fusão explica apenas por que o leitor não encontra atualmente uma agência nova com a mesma marca estampada na reportagem de 2019.

A legislação brasileira também manda devolver dinheiro recebido por engano

O artigo 876 do Código Civil brasileiro determina que quem recebeu o que não era devido deve restituir. O artigo 884 acrescenta a obrigação de devolver o enriquecimento obtido sem justa causa, com atualização dos valores. Um depósito indevido não vira renda disponível só porque o aplicativo do banco permitiu movimentá-lo. A origem do erro pode estar na instituição ou em outro cliente, mas o correntista precisa preservar a quantia e comunicar o recebimento antes de gastar.

O artigo 169 do Código Penal brasileiro prevê apropriação de coisa alheia que chegou ao poder de alguém por erro, caso fortuito ou força da natureza, com pena de detenção de um mês a um ano ou multa. O Banco Central orienta quem recebe um Pix por engano a usar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo bancário. A comparação não transporta a sentença americana para o Brasil; ela mostra que a conta bancária e a origem do crédito também seriam examinadas aqui, sob leis e procedimentos brasileiros.

O caso terminou com dívida, liberdade condicional e serviço comunitário

Robert e Tiffany receberam dinheiro alheio em 31 de maio de 2019, movimentaram mais de US$ 100 mil, ficaram com saldo negativo de US$ 107.416 após o estorno e receberam a sentença em fevereiro de 2020. Os dois evitaram a prisão como pena final, mas ficaram sujeitos a sete anos de liberdade condicional e a 100 horas de serviço comunitário cada. A cronologia documentada termina na sentença, não na fase inicial em que o casal ainda era apenas acusado.

US$ 120 mil creditados por erro de digitação do banco colocariam qualquer correntista diante de uma decisão imediata: deixar o dinheiro parado, registrar o contato e pedir a correção ou correr o risco de gastar uma quantia com dono identificado.

Se esse saldo aparecesse hoje no seu aplicativo, qual seria a primeira providência concreta que você tomaria? Conte nos comentários e explique se confiaria apenas no atendimento telefônico ou exigiria também um protocolo por escrito.

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erro de digitação do banco


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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