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Casal brasileiro que começou ajudando pessoas em situação de rua no Brasil muda-se para a África e passa a atuar com 327 crianças refugiadas no Burundi, depois que o agravamento da guerra no Congo obrigou a transferência do projeto e transformou completamente os planos de vida dos dois
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 31/08/2026 às 12:39
Atualizado em 31/08/2026 às 12:40
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Elisangela Teixeira Alves Soares e Vinicius Alves Soares deixaram Uberlândia para atuar como voluntários no Burundi, onde ajudam no acolhimento de 327 crianças refugiadas da República Democrática do Congo. O casal, ligado à Fraternidade Sem Fronteiras, mudou os planos após o agravamento dos conflitos e a transferência do projeto humanitário.
Elisangela Teixeira Alves Soares, de 51 anos, e Vinicius Alves Soares, de 50, trocaram a rotina em Uberlândia, Minas Gerais, por uma missão humanitária na África. Casados há 26 anos, eles vivem atualmente no Burundi e atuam como voluntários da Fraternidade Sem Fronteiras no acolhimento de 327 crianças refugiadas.
As informações foram publicadas pelo Diário do Litoral em 24 de agosto de 2026, em reportagem de Isabella Fernandes. As crianças atendidas precisaram deixar a República Democrática do Congo após o agravamento dos conflitos armados, situação que também obrigou a organização a transferir para o Burundi um projeto inicialmente planejado para funcionar em território congolês.
Vinicius conheceu a Fraternidade Sem Fronteiras em 2017
A relação do casal com a organização começou anos antes da mudança de continente.
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Vinicius conheceu a Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) em 2017, durante encontros realizados em Uberlândia. A aproximação abriu caminho para que o voluntariado passasse gradualmente a fazer parte da rotina familiar.
Elisangela entrou nas atividades dois anos depois
Elisangela começou a participar das iniciativas em 2019.
Ela recebeu um convite para integrar o Projeto Fraternidade na Rua, ação voltada à oferta de refeições e apoio para pessoas em situação de rua.
Trabalho com pessoas em situação de rua entrou na rotina do casal
A participação de Elisangela e Vinicius deixou de ser uma atividade pontual.
O voluntariado passou a integrar o cotidiano dos dois no Brasil, até surgir uma possibilidade que exigiria uma mudança muito maior: deixar Uberlândia e participar diretamente de uma missão da organização na África.
Convite para o Projeto Órfãos do Congo chegou em maio de 2024
A nova etapa começou a tomar forma em maio de 2024.
Elisangela e Vinicius foram convidados para integrar a equipe do Projeto Órfãos do Congo, que inicialmente deveria funcionar na República Democrática do Congo.
Agravamento dos conflitos obrigou projeto a mudar de país
O planejamento original não pôde ser mantido.
Com o aumento dos conflitos armados na região, a missão acabou sendo transferida para o Burundi, país onde as crianças refugiadas passaram a receber acolhimento.
A alteração mudou também os planos do casal, que precisou reorganizar a própria mudança para a África.
Casal passou 18 dias em projeto no Malawi antes da mudança
Antes de estabelecer residência no Burundi, Elisangela e Vinicius tiveram uma experiência anterior no continente.
Em janeiro de 2025, eles passaram 18 dias no Projeto Nação Ubuntu, no Malawi.
Projeto Nação Ubuntu atende refugiados no Campo de Dzaleka
A iniciativa visitada pelo casal acolhe pessoas refugiadas da guerra no Campo de Dzaleka.
A passagem pelo Malawi foi apresentada como uma preparação para aquilo que Elisangela e Vinicius encontrariam na etapa seguinte de sua atuação humanitária.
Mudança definitiva para o Burundi ocorreu em 20 de fevereiro de 2025
Pouco depois da experiência no Malawi, chegou o momento de deixar o Brasil.
Em 20 de fevereiro de 2025, Elisangela e Vinicius embarcaram para o Burundi e iniciaram uma nova rotina distante de Uberlândia, da família e da vida que haviam construído no país.
Filhos adultos apoiaram decisão de morar na África
A mudança para outro continente provocou preocupação entre pessoas próximas.
Os filhos do casal, que já são adultos, compreenderam a escolha e apoiaram a missão. Outros familiares, porém, manifestaram receio diante da distância e dos desafios envolvidos na decisão.
Casal passou a acompanhar 327 crianças refugiadas
No Burundi, Elisangela e Vinicius entraram diretamente na rotina das 327 crianças acolhidas.
Os dois participam do acompanhamento de atividades escolares, alimentação, saúde e momentos de lazer.
O trabalho envolve também a construção de vínculos com crianças que precisaram abandonar o Congo por causa dos conflitos.
Vinicius compara papel do casal ao de pai e mãe
A convivência diária aproximou os voluntários das crianças atendidas.
Vinicius afirmou que os dois passaram a ocupar dentro do projeto uma posição semelhante à de pai e mãe.
Elisangela também destaca o carinho recebido diariamente como parte importante da experiência no Burundi.
Alimentação, saúde e escola fazem parte da rotina
O trabalho não fica concentrado em uma única necessidade.
Elisangela e Vinicius acompanham diferentes aspectos da vida cotidiana das crianças, incluindo alimentação, estudos, cuidados de saúde e lazer.
A proposta busca oferecer um ambiente protegido para os refugiados depois da saída da República Democrática do Congo.
Distância da família permanece entre os desafios
A decisão de permanecer na África também exige adaptações pessoais.
A distância dos familiares e as dificuldades de adaptação fazem parte da rotina dos dois, embora Elisangela e Vinicius afirmem que a experiência também trouxe novos aprendizados.
Convivência mudou maneira como casal enxerga a própria vida
O contato diário com as crianças afetou também os voluntários.
O casal observa que, mesmo com poucos recursos, os acolhidos encontram maneiras de compartilhar aquilo que possuem e demonstrar carinho.
Essa convivência, segundo o relato, passou a influenciar a forma como Elisangela e Vinicius percebem a própria trajetória.
Projeto busca oferecer abrigo e ambiente seguro
O acolhimento envolve necessidades materiais e convivência cotidiana.
Além de alimentação, abrigo e cuidados, a iniciativa procura proporcionar um ambiente seguro, com presença de adultos e atenção às crianças que tiveram de deixar referências anteriores por causa dos conflitos.
Crise global já deslocava mais de 117,3 milhões de pessoas
A história das 327 crianças faz parte de uma crise humanitária muito maior.
Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) citados na fonte, mais de 117,3 milhões de pessoas estavam deslocadas à força no mundo devido a perseguições, conflitos, violência e outras crises.
Casal permanece no Burundi depois de transformar completamente os planos
Elisangela e Vinicius saíram de uma trajetória de voluntariado iniciada em Uberlândia para uma rotina diária junto a centenas de crianças refugiadas na África.
O projeto que deveria acontecer na República Democrática do Congo precisou ser transferido diante do agravamento dos conflitos, e o casal passou a viver no Burundi, onde permanece ligado ao acolhimento das 327 crianças atendidas pela Fraternidade Sem Fronteiras.
Na sua opinião, o que mais chama atenção na trajetória de Elisangela e Vinicius: deixar a rotina construída no Brasil, adaptar os planos por causa da guerra ou assumir diariamente o cuidado de 327 crianças refugiadas? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

