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Casal catarinense começou em 1962 com uma carroça, apenas 13 sacos de farinha e o sonho de sustentar a família, transformou um pequeno comércio no Grupo Pereira e, 64 anos depois, comanda um império de 173 unidades, mais de 22 mil funcionários e faturamento de R$ 17,53 bilhões em apenas um ano

Casal catarinense começou em 1962 com uma carroça, apenas 13 sacos de farinha e o sonho de sustentar a família, transformou um pequeno comércio no Grupo Pereira e, 64 anos depois, comanda um império de 173 unidades, mais de 22 mil funcionários e faturamento de R$ 17,53 bilhões em apenas um ano

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Casal catarinense começou em 1962 com uma carroça, apenas 13 sacos de farinha e o sonho de sustentar a família, transformou um pequeno comércio no Grupo Pereira e, 64 anos depois, comanda um império de 173 unidades, mais de 22 mil funcionários e faturamento de R$ 17,53 bilhões em apenas um ano

Escrito por Carla Teles

Publicado em 04/08/2026 às 15:30

Atualizado em 04/08/2026 às 15:31

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Grupo Pereira nasceu com carroça e 13 sacos de farinha e chegou a 173 unidades, mais de 22 mil colaboradores e R$ 17,53 bilhões. Imagem: Divulgação

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Fundado por Ignácio e Hiltrudes Pereira em Santa Catarina, o Grupo Pereira nasceu de um pequeno comércio familiar, expandiu marcas como Fort Atacadista e Comper, alcançou 173 unidades em cinco estados e no Distrito Federal e registrou receita de R$ 17,53 bilhões em 2025, segundo rankings nacionais divulgados em 2026.

O Grupo Pereira começou em 1962, quando o casal catarinense Ignácio e Hiltrudes Pereira possuía uma carroça, 13 sacos de farinha e o objetivo de garantir prosperidade à família. O pequeno Comercial Pereira cresceu, atravessou fronteiras estaduais e deu origem a um ecossistema que reúne atacarejo, supermercados, farmácias, restaurantes, combustíveis, logística, distribuição e serviços financeiros.

As informações históricas são apresentadas pelo próprio Grupo Pereira em sua página institucional. Já o faturamento de R$ 17,53 bilhões corresponde ao exercício de 2025 e foi divulgado no Ranking ABRAS 2026. Em agosto de 2026, a companhia informava oficialmente 173 unidades de negócio e mais de 22 mil colaboradores.

Carroça transportava os primeiros produtos

Ignácio e Hiltrudes Pereira já trabalhavam com o varejo quando decidiram estruturar o primeiro negócio da família. Em 1962, os recursos disponíveis eram limitados a uma carroça e 13 sacos de farinha, usados como ponto de partida para o Comercial Pereira.

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A empresa que décadas depois faturaria bilhões nasceu de uma operação pequena, dependente do trabalho direto dos fundadores e da circulação local de mercadorias. As fontes não detalham o endereço da primeira instalação, o número inicial de clientes ou o faturamento obtido naquele ano.

Sustento familiar orientou o início do negócio

O empreendimento surgiu com o desejo de sustentar e trazer melhores condições à família formada pelo casal. Naquele momento, não existia a estrutura multicanal que hoje reúne dezenas de formatos comerciais.

O crescimento não ocorreu de forma imediata. A transformação do pequeno comércio no Grupo Pereira foi construída por sucessivas aberturas, mudanças de formato e expansão territorial ao longo de 64 anos.

Primeira rede Comper surgiu em 1972

Dez anos depois da fundação, a família inaugurou a primeira unidade da marca Comper. A bandeira se tornou o braço de supermercados do grupo e passou a operar em diferentes estados brasileiros.

Segundo a página institucional consultada em agosto de 2026, o Comper reunia 31 lojas. A rede preservou o varejo supermercadista tradicional enquanto a companhia passou a explorar outros formatos de venda e prestação de serviços.

Expansão alcançou Campo Grande em 1984

O Grupo Pereira avançou além de Santa Catarina em 1984, com a inauguração da primeira filial do Atacado Bate Forte em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A cidade se tornou uma base importante para a operação da empresa. Foi a partir dessa expansão para o Centro-Oeste que o negócio familiar ampliou sua presença geográfica e fortaleceu estruturas de distribuição voltadas a pequenos e médios varejistas.

Atacarejo ganhou espaço a partir de 1999

Em 1999, o grupo criou o Compre Fort, formato que combinava características do atacado e do varejo. A primeira loja foi aberta em Joinville, Santa Catarina.

Dez anos depois, a bandeira passou a se chamar Fort Atacadista. O atacarejo tornou-se um dos principais motores de expansão do Grupo Pereira e ajudou a colocar a companhia entre as maiores empresas do varejo alimentar brasileiro.

Fort Atacadista tornou-se principal bandeira

Em agosto de 2026, a estrutura oficial informava 68 unidades do Fort Atacadista, embora reportagens posteriores sobre inaugurações já mencionassem números maiores para a bandeira em momentos específicos do mesmo ano.

Essa diferença ocorre porque a empresa continuava abrindo e incorporando lojas. Para evitar a mistura de datas, o total de 173 unidades utilizado nesta matéria corresponde ao número institucional apresentado pelo Grupo Pereira em 2026, enquanto os 68 estabelecimentos do Fort constam na composição publicada pela própria companhia.

Ecossistema chegou a 173 unidades

O Grupo Pereira informava possuir 173 unidades de negócio distribuídas por cinco estados e pelo Distrito Federal. A estrutura inclui lojas, farmácias, restaurantes, postos, centros de apoio e outros braços operacionais.

A quantidade não representa somente supermercados ou atacarejos. O total reúne formatos diferentes dentro do mesmo ecossistema empresarial, razão pela qual não deve ser comparado diretamente ao número de lojas usado em rankings específicos do atacarejo.

Mais de 22 mil pessoas trabalham no grupo

A página institucional do Grupo Pereira informava, em agosto de 2026, uma equipe formada por mais de 22 mil colaboradores. Esse é o dado oficial mais atual apresentado pela própria companhia entre as fontes consultadas.

Uma reportagem de abril de 2026 mencionou cerca de 24 mil colaboradores em um trecho, mas posteriormente apresentou novamente o número de mais de 22 mil. Diante da divergência, a matéria adota a informação institucional da empresa e evita tratar 24 mil como número consolidado.

Faturamento chegou a R$ 17,53 bilhões

O Grupo Pereira registrou faturamento de R$ 17,53 bilhões em 2025, segundo o Ranking ABRAS 2026. O resultado colocou a companhia na sétima posição entre os maiores grupos supermercadistas do Brasil.

O valor deve ser associado claramente ao ano de 2025. Não se trata do faturamento acumulado em 2026 nem de uma projeção para os meses seguintes, mas da receita informada para o exercício encerrado no ano anterior.

Receita cresceu em relação a 2024

Em 2024, o Grupo Pereira havia registrado faturamento superior a R$ 15,3 bilhões. A comparação com os R$ 17,53 bilhões de 2025 mostra avanço anual da receita da companhia.

A NSC Total informou crescimento de aproximadamente 14,4% entre os dois exercícios. O salto acrescentou mais de R$ 2 bilhões ao faturamento bruto em apenas um ano, mantendo o grupo entre as maiores redes do setor.

Rankings medem universos diferentes

O Ranking ABRAS 2026 colocou o Grupo Pereira na sétima posição entre os maiores supermercadistas do país, com faturamento de R$ 17,53 bilhões em 2025.

Já o Ranking ABAAS 2026 classificou a companhia como o quinto maior grupo de atacarejo de autosserviço, com receita arredondada para R$ 17,5 bilhões, 110 lojas consideradas e 19.967 empregos na base específica do levantamento. As posições não são contraditórias, porque as associações utilizam recortes e categorias diferentes.

Comper e Fort dividem espaço com outros negócios

Além do Fort Atacadista e do Comper, o grupo opera o Atacado Bate Forte, a rede farmacêutica SempreFort, os postos Fort, os supermercados Schmit e os restaurantes Trudy’s.

A companhia também mantém o Vuon, voltado a serviços financeiros, a Broker Pantanal, dedicada à distribuição, e a Perlog, responsável por atividades logísticas. A diversificação diminuiu a dependência de uma única bandeira e transformou o Grupo Pereira em um ecossistema de negócios conectados.

Cartão Vuon ultrapassou 1,6 milhão de emissões

O braço financeiro Vuon foi lançado em 2019. Em 2026, o Grupo Pereira informava mais de 1,6 milhão de cartões emitidos, além da oferta de seguros e assistência odontológica.

O serviço amplia a relação da companhia com consumidores para além das compras realizadas nas lojas. A operação financeira também demonstra como o grupo passou de um comércio de farinha para uma estrutura que combina varejo, crédito, logística e serviços.

Aquisições aceleraram a expansão

Em 2025, o Grupo Pereira assumiu as operações da rede Supermercados Schmit, fundada em Bombinhas, Santa Catarina. A estrutura incorporada reunia sete lojas e um centro de distribuição.

Em 2026, a empresa também assumiu a Comercial Celeiro, de Chapecó, formada por cinco unidades. As aquisições complementaram as inaugurações próprias e permitiram à companhia crescer em regiões onde já existiam operações locais consolidadas.

Plano prevê novas unidades até 2027

Em março de 2026, informações do setor indicavam que o Grupo Pereira planejava adicionar 40 unidades de negócio até 2027, com investimentos anuais que poderiam variar entre R$ 700 milhões e R$ 900 milhões.

Esses números representam planejamento futuro e podem mudar conforme decisões empresariais, aquisições, licenças e condições econômicas. Eles não devem ser somados automaticamente às 173 unidades atuais como se todas as aberturas já estivessem concluídas.

Casal transformou necessidade em legado empresarial

Ignácio e Hiltrudes Pereira iniciaram o negócio com recursos que cabiam em uma carroça. Ao longo das décadas, a família atravessou diferentes formatos de varejo, migrou para novos estados e construiu marcas reconhecidas em várias regiões.

A história empresarial ganhou dimensão nacional sem apagar a origem catarinense do Grupo Pereira. A companhia continua apresentando a trajetória do casal como ponto fundador de uma operação que hoje emprega mais de 22 mil pessoas.

Números atuais revelam a dimensão da mudança

Em 1962, havia uma carroça, 13 sacos de farinha e um pequeno comércio familiar. Em 2026, o Grupo Pereira informava 173 unidades e mais de 22 mil colaboradores, enquanto o faturamento referente a 2025 havia alcançado R$ 17,53 bilhões.

Os números pertencem a bases temporais diferentes e foram apresentados com suas respectivas datas para evitar interpretações incorretas. Na sua opinião, o que mais explica a transformação de um negócio familiar tão pequeno em um dos maiores grupos varejistas do Brasil: persistência, expansão territorial, diversificação ou capacidade de adaptação? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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