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Casal compra 30 hectares de pasto na Austrália, planta mais de 34 mil árvores nativas em quatro anos e transforma antiga fazenda em novo habitat para coalas

Casal compra 30 hectares de pasto na Austrália, planta mais de 34 mil árvores nativas em quatro anos e transforma antiga fazenda em novo habitat para coalas

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Casal compra 30 hectares de pasto na Austrália, planta mais de 34 mil árvores nativas em quatro anos e transforma antiga fazenda em novo habitat para coalas

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 21/08/2026 às 10:06

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Lisa e Brett Vercoe em meio à propriedade rural onde mais de 34 mil árvores nativas foram plantadas para recuperar 17,5 hectares e ampliar o habitat de coalas e outras espécies.

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Mais de 34 mil árvores nativas plantadas em 17,5 hectares começam a transformar uma antiga fazenda de gado em área de recuperação para coalas e outras espécies.

Uma antiga propriedade rural voltada à criação de gado começou a passar por uma grande transformação ambiental no norte da Austrália.

Lisa e Brett Vercoe compraram, em 2020, uma fazenda de 30 hectares marcada por extensas áreas de pastagem e poucos fragmentos de vegetação nativa.

Quatro anos depois, mais de 34 mil árvores já haviam sido plantadas em 17,5 hectares, iniciando a formação de uma nova área de floresta.

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A recuperação passou a beneficiar especialmente os coalas, que dependem de árvores específicas e de corredores contínuos de vegetação para circular com segurança.

Antiga fazenda de gado dá lugar a projeto de recuperação ambiental

Lisa e Brett passaram grande parte da vida ligados ao oceano antes de se mudarem para a propriedade rural.

Brett trabalhava com registros da vida marinha, enquanto Lisa atuava como educadora e cultivadora.

A compra da fazenda, em 2020, marcou uma nova fase para o casal.

Naquele momento, grande parte da vegetação original já havia desaparecido após décadas de uso agrícola e pecuário.

A fragmentação também atingia áreas próximas.

Trechos de floresta que antes permaneciam conectados passaram a ficar separados por pastagens e áreas abertas.

Essa divisão dificulta a movimentação dos animais em busca de alimento, abrigo e locais seguros.

Diante desse cenário, os Vercoe decidiram recuperar parte da propriedade de maneira planejada.

Vista aérea ilustrativa da propriedade rural recuperada com o plantio de milhares de árvores nativas, transformando antigas áreas de pastagem em novo habitat para coalas e outras espécies na Austrália.

Planejamento dividiu 17,5 hectares conforme as características do terreno

O casal não deixou a vegetação simplesmente retornar de forma espontânea.

Os 17,5 hectares destinados à recuperação foram divididos conforme relevo, exposição solar, vento, umidade do solo e possibilidade de geadas.

Cada trecho recebeu uma estratégia específica.

Em determinados pontos, técnicas foram utilizadas para melhorar a infiltração da água no terreno.

Em outras áreas, as mudas foram concentradas perto das árvores nativas que ainda permaneciam na propriedade.

A estratégia ajudou a criar pequenos núcleos de vegetação.

Com o avanço do crescimento, esses núcleos podem aproximar áreas antes separadas e favorecer a circulação da fauna.

Mais de 34 mil árvores começam a mudar a paisagem

As primeiras áreas começaram a receber mudas em 2022.

O projeto avançou para novos trechos em 2024, quando algumas das árvores plantadas anteriormente já apresentavam crescimento significativo.

Até março de 2025, mais de 34 mil árvores nativas já haviam sido plantadas na propriedade.

Parte das mudas foi produzida pelo próprio casal.

Parceiros também participaram do trabalho e ajudaram a ampliar a quantidade de árvores no terreno.

As chuvas favoreceram o desenvolvimento de várias áreas.

O processo, porém, também enfrentou dificuldades.

Algumas mudas morreram, enquanto outras precisaram ser protegidas contra animais.

O controle de plantas invasoras também passou a fazer parte do trabalho para reduzir a competição com as espécies nativas.

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Retorno de animais mostra os primeiros efeitos da recuperação

A transformação da paisagem começou a produzir reflexos na fauna local.

Aves de rapina passaram a aparecer com maior frequência na propriedade.

Ornitorrincos voltaram a ser registrados nos cursos d’água.

Tartarugas também foram observadas na área.

Dois registros chamaram atenção especial.

A rã-gigante-barrada e o bacalhau-de-água-doce-oriental, duas espécies ameaçadas, apareceram na propriedade durante o processo de recuperação.

A presença desses animais indica que o terreno começou a recuperar condições ambientais que haviam sido reduzidas ao longo dos anos.

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Viviane Alves

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Coalas estão entre os principais beneficiados pelo novo corredor verde

Os coalas dependem de determinadas árvores para alimentação e precisam de áreas conectadas para se deslocar.

Fragmentos isolados dificultam essa movimentação.

Estradas também aumentam o risco de atropelamentos durante os deslocamentos entre diferentes pontos de vegetação.

Populações separadas ficam ainda mais vulneráveis a doenças e à redução da diversidade genética.

A recuperação realizada pelos Vercoe busca justamente ampliar as conexões entre áreas naturais existentes.

Incêndios de 2019 e 2020 aumentaram a pressão sobre os habitats

A região também sofreu os efeitos dos grandes incêndios registrados na Austrália em 2019 e 2020.

O fogo atingiu extensas áreas de habitat e provocou perdas significativas de vegetação e animais.

Desde então, diferentes iniciativas passaram a trabalhar com proprietários privados para recuperar áreas importantes para os coalas.

A propriedade de Lisa e Brett passou a integrar esse movimento.

O plantio de milhares de árvores ajuda a substituir gradualmente antigas áreas de pastagem por vegetação nativa.

O que pode acontecer com a propriedade nos próximos anos?

A recuperação ainda está em andamento, já que árvores jovens precisam de tempo para crescer e formar uma cobertura vegetal mais consolidada.

O avanço já alcançado, entretanto, mostra uma mudança expressiva na paisagem.

Mais de 34 mil árvores foram plantadas em 17,5 hectares de uma propriedade que, em 2020, ainda era marcada principalmente pelo pasto.

A presença de aves, ornitorrincos, tartarugas e espécies ameaçadas também mostra que novos espaços para a fauna começaram a surgir.

Para os coalas, a expansão dessas áreas pode representar mais árvores disponíveis e maior conexão entre fragmentos de vegetação.

Você acredita que projetos semelhantes, realizados dentro de propriedades privadas, podem fazer diferença na recuperação de habitats ameaçados? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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