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Casal de Santa Catarina que já havia adotado uma menina recebe convite para acolher quatro irmãos biológicos dela, forma família com cinco filhos e deixa cargo público para viver a paternidade em tempo integral depois de quatro meses de licença
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 14/08/2026 às 12:33
Atualizado em 14/08/2026 às 12:45
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Geninho Goes e Eduardo Domingos formaram uma família com cinco irmãos biológicos em Balneário Camboriú. Depois da adoção de quatro crianças em 2022, Geninho tirou licença do cargo público, decidiu não retornar após quatro meses e reorganizou a carreira para permanecer em casa e assumir a paternidade em tempo integral.
A paternidade mudou de escala para Geninho Goes e Eduardo Domingos no segundo semestre de 2022. O casal de Balneário Camboriú já havia adotado uma menina em 2016 quando recebeu novo contato da assistência social: ela tinha quatro irmãos biológicos que também precisavam de uma família e tinham poucas chances de permanecer juntos.
A decisão foi tomada no mesmo dia. Cerca de 40 dias depois, os dois passaram de uma filha para cinco filhos, formando uma casa com cinco irmãos que tinham entre 1 e 14 anos naquele momento. A prioridade deixou de ser apenas completar uma adoção e passou a ser preservar um vínculo familiar que já existia entre as crianças.
Primeira adoção aconteceu em 2016 em Balneário Camboriú
Geninho Goes e Eduardo Domingos começaram o relacionamento em 2008 sem planejar filhos. A ideia mudou depois que conheceram histórias de adoção e passaram pelos procedimentos necessários para entrar na fila de pretendentes. Em 2016, a primeira filha chegou à família aos 8 anos.
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A rotina do casal em Balneário Camboriú ganhou então escola, consultas, tarefas e responsabilidades que antes não faziam parte do cotidiano. Durante seis anos, Geninho Goes e Eduardo Domingos viveram a paternidade de uma filha até descobrirem que os cinco irmãos poderiam voltar a fazer parte da mesma história.
Quatro irmãos biológicos chegaram juntos em 2022
O contato recebido em 2022 informou que quatro irmãos da menina continuavam em busca de acolhimento definitivo. Adotá-los separadamente poderia manter a distância entre crianças da mesma família biológica, enquanto encontrar pretendentes para todo o grupo era mais difícil.
Geninho Goes e Eduardo Domingos decidiram acolher os quatro. Assim, os cinco irmãos passaram a viver juntos em Balneário Camboriú, numa mudança que multiplicou de uma vez despesas, horários, demandas domésticas e necessidades emocionais. O tamanho da família mudou em poucas semanas, mas o objetivo era impedir que os vínculos entre os irmãos continuassem fragmentados.
Licença de quatro meses mudou a relação de Geninho Goes com o trabalho
Quando os quatro filhos chegaram, Geninho Goes ocupava a Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú. A intenção inicial era afastar-se por poucas semanas e depois retornar ao cargo. A experiência prática da paternidade, porém, fez o plano mudar durante a licença ligada à adoção.
Ao fim de quatro meses, Geninho Goes decidiu não voltar ao cargo público. Eduardo Domingos continuou trabalhando fora, enquanto Geninho reorganizou sua atividade profissional para o home office e assumiu parcela maior da rotina diária dos cinco irmãos. A mudança profissional nasceu da quantidade de cuidado exigida pela nova configuração familiar, e não de um afastamento temporário tratado como férias.
Escola, consultas e tarefas passaram a organizar os dias
A chegada das crianças transformou a logística da casa. Horários escolares, deveres, cuidados de saúde, refeições e adaptação passaram a determinar a agenda de Geninho Goes e Eduardo Domingos. A paternidade deixou de caber nos intervalos do trabalho e se tornou a estrutura principal da semana.
Esse rearranjo permanece parte da história atual da família. Em 2026, Geninho Goes e Eduardo Domingos ainda aparecem publicamente como pais dos cinco irmãos, discutindo parentalidade e os efeitos que cuidar de vários filhos produz sobre carreira e tempo. O episódio que começou com uma ligação da assistência social virou uma mudança duradoura de trabalho e de prioridades.
Família passou a discutir parentalidade além da própria casa
A experiência dos dois ganhou espaço público por tocar num problema recorrente da adoção: grupos de irmãos costumam encontrar mais dificuldade para serem acolhidos juntos. No caso de Balneário Camboriú, o casal já conhecia uma das crianças e aceitou ampliar a família de uma para cinco justamente quando soube que os demais irmãos poderiam seguir caminhos separados.
A paternidade também alterou a carreira de Geninho Goes sem afastar Eduardo Domingos da divisão das responsabilidades familiares. O resultado foi uma família construída em duas etapas, mas reunida pela decisão de manter os cinco irmãos sob o mesmo teto.
Para você, o que exige a maior adaptação numa mudança desse tamanho: tempo, trabalho, dinheiro ou organização emocional? Conte nos comentários qual desses fatores pesa mais.
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casal de Santa Catarina
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

