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Casal encontra casca de concreto abandonada entre oliveiras centenárias na Itália e a transforma em casa de 150 m² com microcimento contínuo, três quartos e piscina voltada ao Adriático

Casal encontra casca de concreto abandonada entre oliveiras centenárias na Itália e a transforma em casa de 150 m² com microcimento contínuo, três quartos e piscina voltada ao Adriático

4 min de leitura

Casal encontra casca de concreto abandonada entre oliveiras centenárias na Itália e a transforma em casa de 150 m² com microcimento contínuo, três quartos e piscina voltada ao Adriático

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 29/08/2026 às 23:06

Atualizado em 29/08/2026 às 23:07

Casal encontra casca de concreto abandonada entre oliveiras centenárias na Itália

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Concluída em 2025 na zona rural de Ostuni, a residência preservou o volume existente, recebeu microcimento cor de areia, reboco de cal e pedra local, ganhou ambientes integrados à paisagem e uma piscina antracite diante do mar Adriático

Entre troncos antigos e com o mar ao fundo, um casal encontrou uma casca de concreto abandonada numa encosta de Ostuni, no sul da Itália. A estrutura não tinha acabamentos e nunca havia sido concluída. Em vez de mandar tudo ao chão, os proprietários decidiram aproveitar o volume e criar uma casa de 150 m² com microcimento.

O escritório Tela Architettura transformou a base vazia em uma residência com três quartos, grandes aberturas e superfícies que parecem correr de um ambiente para outro. O microcimento cor de areia cobre pisos, degraus, bancos e peças incorporadas à construção, produzindo um efeito visual próximo ao cimento queimado.

A casa ficou pronta em 2025. A informação foi publicada em 19 de novembro de 2025 pelo ArchDaily, portal internacional especializado em arquitetura e projetos. A publicação identifica Tela Architettura como responsável pelo projeto e pelo desenho dos interiores.

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A estrutura abandonada encontrada na encosta virou o ponto de partida

Quando os proprietários chegaram ao terreno, havia apenas uma estrutura de concreto inacabada sobre a encosta. Ao redor dela estavam oliveiras centenárias, a paisagem rural de Ostuni e a vista distante do Adriático e do perfil branco da cidade.

A estrutura abandonada encontrada na encosta virou o ponto de partida.

A escolha de preservar o volume existente definiu toda a obra. O desenho manteve a ocupação principal, reorganizou os ambientes internos e ampliou pontos necessários para completar a residência. A parte antiga deixou de ser um obstáculo e passou a orientar o novo projeto.

A casa de 150 m² se abre para a luz, as oliveiras e o mar

Grandes janelas com perfis metálicos aproximam os cômodos da paisagem. Planos horizontais atravessam a área interna e avançam em direção aos terraços e à piscina, reduzindo a sensação de separação entre dentro e fora.

A entrada de luz também foi pensada a partir da posição da casa. A face norte recebe uma claridade suave durante o dia, o lado leste capta o sol da manhã e as áreas externas ao sul permanecem protegidas por sombra. Os caixilhos finos enquadram troncos, folhas e mudanças da luz.

No nível reservado ao descanso ficam três quartos, todos com banheiro privativo e vista emoldurada para o campo. Assim, a organização interna aproveita o terreno inclinado sem afastar os moradores do cenário que motivou a transformação da antiga casca.

Microcimento cor de areia une pisos, degraus, bancos e elementos da casa

O ArchDaily, portal internacional especializado em arquitetura e projetos, detalhou o uso de microcimento cor de areia e reboco de cal como uma camada visual contínua. A combinação aparece em pisos, degraus, bancos, pias e peças fixas.

Em vez de depender de muitos móveis soltos, algumas superfícies se dobram, sobem e formam níveis ou assentos. Plataformas baixas ligadas à lareira ajudam a organizar a circulação na sala. O resultado faz o piso parecer parte do mobiliário.

Microcimento cor de areia une pisos, degraus, bancos e elementos da casa.

Portas e detalhes de nogueira quebram a predominância dos tons minerais. A madeira acrescenta calor visual ao bege do microcimento e ao acabamento claro das paredes, enquanto uma tela do mesmo material separa a entrada sem bloquear a passagem da luz.

Pedra seca acomoda a construção no terreno e a piscina reflete o Adriático

Do lado externo, muros de pedra local definem os terraços e orientam o acesso pelos diferentes níveis da encosta. A solução acompanha o relevo e aproxima a casa da aparência mineral do terreno, em vez de criar uma plataforma isolada da paisagem.

A vegetação mediterrânea preenche os espaços ao redor dos muros e suaviza o encontro entre a arquitetura e as oliveiras. As áreas externas sombreadas prolongam os ambientes de convivência e mantêm a vista para o campo sempre presente.

Na extremidade voltada ao mar, a piscina infinita recebeu microcimento antracite, um tom de cinza muito escuro. A água passa a refletir as cores discretas da terra e das folhas, formando um espelho escuro diante do Adriático.

Reaproveitar uma estrutura abandonada exige avaliação antes do acabamento

Uma casca de concreto deixada ao tempo pode exigir análise de estabilidade, fissuras, umidade e condições das partes já executadas. Esses pontos precisam ser verificados antes de receber revestimentos, novas aberturas ou cargas. O projeto de Ostuni contou com consultoria estrutural do Studio Pomes.

A residência mostra como um volume inacabado pode ganhar nova vida quando estrutura, terreno e materiais são tratados como partes do mesmo projeto. Em 150 m², a intervenção reuniu três quartos, superfícies contínuas, pedra local e uma conexão direta com a paisagem de Ostuni.

O resultado dependeu de projeto arquitetônico, avaliação técnica e escolhas coerentes com o lugar. Você preservaria uma estrutura como essa ou preferiria começar uma casa do zero? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe a transformação com quem gosta de arquitetura.

Fonte

ArchDaily


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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