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Casal pagou US$ 5 mil em um ônibus escolar de 12 metros comprado no eBay, passou menos de três anos fazendo a transformação com as próprias mãos e vídeos do YouTube, investiu cerca de US$ 40 mil na reforma e hoje vive na estrada gastando aproximadamente um terço do que gastava em uma casa tradicional

Casal pagou US$ 5 mil em um ônibus escolar de 12 metros comprado no eBay, passou menos de três anos fazendo a transformação com as próprias mãos e vídeos do YouTube, investiu cerca de US$ 40 mil na reforma e hoje vive na estrada gastando aproximadamente um terço do que gastava em uma casa tradicional

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Casal pagou US$ 5 mil em um ônibus escolar de 12 metros comprado no eBay, passou menos de três anos fazendo a transformação com as próprias mãos e vídeos do YouTube, investiu cerca de US$ 40 mil na reforma e hoje vive na estrada gastando aproximadamente um terço do que gastava em uma casa tradicional

Escrito por Carla Teles

Publicado em 15/08/2026 às 14:33

Atualizado em 15/08/2026 às 14:35

Construção

Ônibus escolar vira casa móvel após reforma de US$ 40 mil; combustível e manutenção passam a definir os principais custos da moradia. Imagem: Allison e Nicholas Bracken.

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O ônibus escolar comprado no eBay por US$ 5 mil foi transformado em casa móvel após menos de três anos de trabalho e cerca de US$ 40 mil em reformas, permitindo ao casal reduzir despesas para aproximadamente um terço do que gastava antes em uma residência tradicional nos Estados Unidos.

Um ônibus escolar de aproximadamente 12 metros comprado por US$ 5 mil no eBay acabou transformado em uma residência completa sobre rodas depois que Allison e Nick Bracken decidiram executar boa parte da conversão por conta própria. O projeto começou em junho de 2021, exigiu menos de três anos de trabalho, consumiu cerca de US$ 40 mil em reformas e hoje reúne sistemas elétricos, climatização, armazenamento e equipamentos necessários para que o veículo funcione simultaneamente como transporte e moradia durante deslocamentos pelos Estados Unidos e Canadá.

As informações foram publicadas pela PEOPLE em 4 de janeiro de 2026. Segundo a reportagem, o casal utilizou inclusive vídeos do YouTube como apoio durante a construção e diluiu grandes compras ao longo do projeto para evitar dívidas. Depois da mudança para o ônibus, os dois afirmam gastar aproximadamente um terço do que desembolsavam quando viviam em uma casa tradicional, embora despesas com combustível, manutenção e controle de temperatura tenham assumido papel importante no novo orçamento.

Ônibus escolar custou US$ 5 mil antes de qualquer reforma

Imagem: Allison e Nicholas Bracken.

A decisão começou quando Allison e Nick, que viviam em Denver, encontraram um ônibus escolar de 12 metros anunciado no eBay. O veículo foi adquirido por US$ 5 mil em junho de 2021, valor que representava apenas o ponto de partida de uma transformação muito mais cara e trabalhosa. A intenção era converter uma estrutura originalmente projetada para transportar passageiros em um espaço capaz de funcionar como residência durante viagens prolongadas.

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O tamanho do veículo oferecia área útil maior do que vans tradicionalmente empregadas em conversões, mas também ampliava a complexidade da obra. Transformar um ônibus desse porte em casa exige pensar em distribuição interna, instalação elétrica, climatização, armazenamento, mobiliário e circulação, além de preservar condições para que o veículo continue trafegando e estacionando com segurança.

Reforma consumiu aproximadamente US$ 40 mil

O custo total informado para a transformação ficou em aproximadamente US$ 40 mil, sem contar os US$ 5 mil pagos inicialmente pelo veículo. O casal não concentrou toda a despesa em uma única etapa e afirmou ter distribuído compras maiores ao longo do período de construção, incluindo eletrodomésticos e componentes do sistema elétrico.

Essa estratégia permitiu executar a conversão sem assumir dívidas para financiar a obra, segundo o relato apresentado à PEOPLE. Somados veículo e transformação, o investimento inicial chegou a aproximadamente US$ 45 mil, embora novas melhorias e reparos continuem fazendo parte da rotina porque uma casa móvel combina desgaste residencial e mecânico.

Conversão foi feita com as próprias mãos durante quase três anos

Imagem: Allison e Nicholas Bracken.

Allison e Nick afirmam que executaram a transformação do ônibus escolar por conta própria em menos de três anos. O processo envolveu aprendizado durante a própria obra e uso de vídeos disponíveis no YouTube como referência para diferentes etapas.

Esse formato de construção reduziu a dependência de mão de obra contratada, mas transferiu aos proprietários a responsabilidade por planejamento, execução e correção de problemas. Uma conversão DIY pode reduzir determinados custos de mão de obra, porém exige conhecimento progressivo sobre materiais, elétrica, equipamentos e limitações físicas do veículo.

Espaço de 12 metros virou residência móvel

Depois da reforma, o veículo passou a oferecer os recursos essenciais para que os proprietários permanecessem nele durante viagens extensas. O projeto precisou acomodar ambientes residenciais dentro da carroceria sem eliminar corredores e espaços necessários para circulação.

A limitação física também exige escolhas permanentes. O casal reconhece que armazenamento e hobbies precisam ser adaptados ao espaço disponível. Cada equipamento instalado dentro de um ônibus escolar ocupa área e acrescenta peso, o que torna o aproveitamento interno um dos principais desafios de qualquer conversão semelhante.

Sistema elétrico esteve entre os maiores investimentos

Entre as compras de maior valor citadas pelo casal estava o sistema elétrico. Em uma residência móvel, a infraestrutura precisa atender iluminação, eletrodomésticos, climatização e outros equipamentos sem depender permanentemente de uma conexão fixa como ocorre em uma casa convencional.

A reportagem não detalha o custo individual nem a arquitetura completa da instalação, portanto não é possível calcular quanto dos US$ 40 mil foi destinado especificamente a esse sistema. Ainda assim, a elétrica aparece entre os componentes considerados suficientemente caros para exigir planejamento e distribuição das compras ao longo da reforma.

Economia mensal veio acompanhada de outra estrutura de despesas

Imagem: Allison e Nicholas Bracken.

Antes da mudança, Allison e Nick moravam em uma residência tradicional. Depois de converter o ônibus escolar, afirmam que seus gastos passaram a representar aproximadamente um terço do valor anterior.

Essa redução não significa ausência de despesas. O orçamento mudou de composição: em vez de hipoteca, aluguel e determinadas contas residenciais, combustível e manutenção passaram a ocupar posições importantes. O modelo troca parte dos custos fixos de uma casa por despesas diretamente relacionadas ao uso e ao deslocamento do veículo.

Combustível chega a cerca de US$ 500 por mês durante viagens

Quando estão viajando, o casal estima gastar cerca de US$ 500 mensais com combustível. O valor depende diretamente do quanto utilizam o ônibus, permitindo ajustar parte da despesa reduzindo deslocamentos.

Eles chegaram a comparar informalmente o combustível a uma nova espécie de hipoteca, justamente por ser uma das maiores contas recorrentes além dos alimentos. A diferença é que o gasto pode variar significativamente conforme o número de quilômetros percorridos, algo que não ocorre da mesma forma com aluguel ou parcela fixa de financiamento imobiliário.

Manutenção custa em média US$ 2 mil por ano

Além do combustível, o veículo demanda manutenção mecânica. Segundo os proprietários, a média anual fica em aproximadamente US$ 2 mil.

Esse valor mostra uma característica fundamental de morar em um ônibus convertido: residência e veículo são a mesma estrutura. Uma falha mecânica pode afetar não apenas a mobilidade, mas também o funcionamento da própria casa. A economia obtida com aluguel ou hipoteca precisa ser comparada com custos de manutenção que não existiriam da mesma maneira em uma residência fixa.

Registro como RV simplifica exigência para dirigir

O ônibus escolar convertido é registrado como RV, categoria utilizada nos Estados Unidos para veículos recreativos. De acordo com o casal, isso permite conduzi-lo com uma carteira de motorista padrão, sem necessidade da habilitação específica exigida em determinadas operações comerciais.

O registro, entretanto, não elimina as dificuldades associadas às dimensões do veículo. Com cerca de 12 metros de comprimento, o ônibus exige planejamento para circular em áreas urbanas, atravessar determinadas vias e encontrar espaços adequados para estacionamento.

Pontes baixas e túneis obrigam planejamento de rota

Imagem: Allison e Nicholas Bracken.

Antes de entrar em regiões congestionadas, como Nova York, os proprietários pesquisam rotas destinadas a veículos maiores. O objetivo é evitar pontes com altura insuficiente, vias com restrições e túneis que proíbem determinados equipamentos ou materiais.

A presença de propano no veículo é um dos fatores que precisam ser considerados, pois alguns túneis possuem limitações específicas. Transformar um ônibus em residência não elimina as regras aplicadas a veículos grandes, e a dimensão da carroceria passa a interferir diretamente no planejamento de cada viagem.

Estacionamento exige pesquisa sobre regras locais

Apesar de muitos seguidores imaginarem que estacionar seria a maior dificuldade, Allison e Nick dizem que o problema pode ser administrado com planejamento. Eles verificam placas, regras municipais, aplicativos utilizados por viajantes e informações de moradores das regiões visitadas.

Também procuram evitar horários de pico e priorizam locais gratuitos ou menos congestionados. A mobilidade oferecida pelo ônibus depende, portanto, de pesquisa contínua sobre onde um veículo de 12 metros pode trafegar e permanecer legalmente estacionado.

Controle de temperatura virou o maior problema técnico

O desafio mais difícil identificado pelo casal não foi dirigir nem estacionar o ônibus escolar, mas controlar sua temperatura interna. A carroceria metálica e a exposição constante às condições externas tornam aquecimento e refrigeração aspectos críticos de uma residência móvel.

O problema ficou especialmente evidente durante uma viagem pelo Canadá, quando o ônibus congelou e deixou os moradores sem água corrente durante semanas. A experiência levou o casal a adotar redundância nos sistemas de climatização, evitando depender de uma única fonte de calor.

Quatro fontes diferentes de calor são utilizadas

Para períodos frios, o veículo passou a contar com quatro alternativas de aquecimento: fogão a lenha, aquecedor a propano, aquecedor a diesel e um sistema elétrico mini-split.

A multiplicidade de equipamentos foi adotada como estratégia de contingência. Se uma fonte falhar ou não for suficiente diante de temperaturas extremas, outra pode ser utilizada. Em uma casa móvel submetida a diferentes climas, redundância técnica pode ser necessária para manter condições mínimas de habitabilidade.

Calor extremo também exigiu dois aparelhos de ar-condicionado

Imagem: Allison e Nicholas Bracken.

O problema inverso apareceu quando o casal passou por regiões muito quentes, incluindo Baja, no México, e o Arizona, onde enfrentou temperaturas superiores a 100 graus Fahrenheit.

Atualmente, o ônibus escolar possui dois aparelhos de ar-condicionado: um mini-split instalado na área do quarto e outro equipamento montado no teto da parte utilizada como sala. A configuração mostra como climatização pode exigir soluções diferentes dependendo da divisão interna e das condições externas.

Água corrente depende de proteção contra congelamento

O episódio ocorrido no Canadá revelou outro efeito técnico do frio: tubulações e sistemas hidráulicos de uma casa sobre rodas ficam mais expostos do que instalações protegidas dentro de edificações convencionais.

Quando o ônibus congelou, o casal permaneceu sem água corrente durante semanas. Esse tipo de problema mostra que converter um veículo em residência exige considerar não apenas conforto térmico humano, mas também proteção de tubulações, reservatórios e demais componentes contra temperaturas extremas.

Peso e espaço limitam quantidade de equipamentos

Cada sistema adicional instalado para tornar a residência mais autônoma ocupa espaço e acrescenta massa ao veículo. Climatização, reservatórios, eletrodomésticos, móveis e objetos pessoais precisam coexistir dentro da mesma estrutura.

Por isso, Allison e Nick relatam fazer concessões em relação a armazenamento e hobbies. Uma casa móvel de 12 metros oferece mais área que uma van convencional, mas continua submetida a limites físicos que obrigam escolhas sobre quais equipamentos realmente precisam permanecer a bordo.

Economia de moradia depende do nível de deslocamento

Um dos aspectos mais interessantes do modelo financeiro é que parte relevante dos custos pode variar conforme a intensidade das viagens. Se o ônibus permanece estacionado durante mais tempo, a despesa com combustível tende a cair.

Em contrapartida, quem utiliza a mobilidade frequentemente assume consumo maior. A afirmação de que o casal gasta cerca de um terço do custo anterior precisa ser entendida dentro de seu padrão específico de vida, não como uma economia garantida para qualquer proprietário de veículo convertido.

Ausência de aluguel e hipoteca altera completamente o orçamento

Segundo a reportagem, Allison e Nick não possuem despesas com hipoteca ou aluguel ligadas à moradia no ônibus escolar, além de não enfrentarem as mesmas contas tradicionais de serviços públicos de uma residência fixa.

Isso ajuda a explicar a redução declarada nos gastos mensais. Ainda assim, a comparação precisa incluir o investimento inicial de aproximadamente US$ 45 mil entre compra e reforma, além de combustível, manutenção e eventuais reparos. Economia operacional não significa necessariamente custo inicial baixo.

Reforma precisa ser analisada junto ao investimento inicial

Separar o preço de US$ 5 mil do custo de conversão poderia criar uma impressão errada sobre o valor real do projeto. O ônibus representou apenas uma pequena parcela do montante necessário para torná-lo habitável.

Com aproximadamente US$ 40 mil aplicados posteriormente, a reforma custou cerca de oito vezes o preço originalmente pago pelo veículo. O dado evidencia como isolamento, instalações, sistemas técnicos, móveis e equipamentos podem superar rapidamente o valor de aquisição de uma plataforma usada.

Construção DIY reduziu dependência de serviços externos

O fato de a maior parte da transformação ter sido feita pelos próprios proprietários também influencia os números. Caso todas as etapas fossem terceirizadas, o custo poderia ser diferente, mas a fonte não fornece orçamento comparativo e não permite estimar essa diferença com precisão.

O que se sabe é que o casal dedicou menos de três anos ao processo e utilizou conteúdo disponível online para aprender parte do trabalho. O valor de US$ 40 mil, portanto, está associado a um projeto com participação direta dos proprietários e não deve ser tratado como preço-padrão de conversão profissional.

Ônibus escolar virou uma combinação de casa e veículo

A transformação realizada por Allison e Nick evidencia uma característica central desse tipo de projeto: o ônibus escolar deixa de ser apenas um meio de transporte e passa a incorporar sistemas normalmente presentes em uma residência. Energia, água, aquecimento, refrigeração, armazenamento e mobiliário precisam funcionar dentro de uma plataforma originalmente criada para outra finalidade.

Ao mesmo tempo, continuam existindo exigências típicas de um veículo, como combustível, manutenção, planejamento de rotas e restrições de circulação. Essa combinação explica por que a conversão envolve conhecimentos de construção e mobilidade simultaneamente, e por que problemas mecânicos ou térmicos podem afetar diretamente a habitabilidade.

Investimento de US$ 45 mil mudou a estrutura de gastos do casal

Somando os US$ 5 mil pagos pelo ônibus escolar aos aproximadamente US$ 40 mil destinados à transformação, o investimento inicial informado chega perto de US$ 45 mil. Depois da mudança, Allison e Nick passaram a declarar despesas equivalentes a cerca de um terço do que tinham anteriormente em uma residência tradicional, enquanto combustível e manutenção se tornaram alguns dos principais custos recorrentes.

O caso mostra que converter um ônibus em casa pode reduzir determinadas despesas de moradia, mas exige capital inicial, trabalho de construção, manutenção contínua e soluções técnicas para diferentes condições climáticas. Você consideraria investir cerca de US$ 45 mil em um ônibus convertido para eliminar aluguel ou hipoteca, mesmo assumindo custos de combustível, manutenção e limitações de espaço? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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