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Casal que vive em barco há 50 anos perde conexão de energia usada em Schiedam, leva a embarcação para duas vagas ainda não liberadas pela prefeitura e transforma a mudança em protesto, enquanto cobra uma alternativa após cerca de 23 anos retornando regularmente à cidade holandesa
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 24/08/2026 às 19:34
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Jan van Rijsewijk, de 71 anos, e Anna Doedijns, de 83, vivem em barco há cinco décadas e retornam a Schiedam há 23 anos. Após perderem a conexão elétrica na Buitenhavenweg, ocuparam duas vagas ainda não liberadas na Lange Haven e cobraram da prefeitura uma alternativa para permanecer na cidade.
Jan van Rijsewijk, de 71 anos, e Anna Doedijns, de 83, transformaram uma mudança forçada de atracação em protesto depois que perderam a conexão de energia usada no barco em Schiedam, nos Países Baixos. O casal vive sobre a água há cerca de 50 anos e retorna regularmente à cidade havia aproximadamente 23 anos, especialmente durante o inverno.
As informações foram publicadas pelo Diário do Litoral em 20 de agosto de 2026, em reportagem de Thiago Felipe Camargo. Depois da retirada da eletricidade na Buitenhavenweg, Jan e Anna levaram a embarcação para duas vagas temporárias na Lange Haven que ainda não estavam oficialmente liberadas, mas contavam com tomadas de energia.
Jan e Anna vivem em um barco há cerca de 50 anos
A vida do casal sobre a água começou aproximadamente meio século atrás.
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Jan e Anna adotaram uma rotina nômade e transformaram um antigo navio de carga em residência e espaço de trabalho, mantendo a embarcação como casa ao longo de décadas.
Schiedam faz parte da rotina do casal há aproximadamente 23 anos
A cidade holandesa ganhou espaço fixo no trajeto de Jan e Anna.
Há cerca de 23 anos, eles retornam regularmente a Schiedam e costumam permanecer no município durante o inverno. Jan afirmou que sempre considerou a cidade agradável para uma embarcação como a deles.
Energia da Buitenhavenweg foi retirada em 18 de agosto
A situação mudou na terça-feira, 18 de agosto de 2026.
A prefeitura retirou uma das conexões elétricas existentes na Buitenhavenweg, local onde o barco do casal costumava permanecer durante suas temporadas na cidade.
Eletricidade mantém baterias e equipamentos do barco funcionando
A ligação com a rede elétrica tinha função direta na rotina dentro da embarcação.
Jan e Anna utilizavam a tomada para carregar as baterias do barco e manter os equipamentos em funcionamento, o que tornou a retirada do serviço um problema imediato.
Gerador a diesel não pode ser utilizado enquanto barco está no local
O casal possui também um gerador movido a diesel.
O equipamento, porém, não resolve a situação na Buitenhavenweg porque as regras do local não permitem seu uso enquanto a embarcação permanece atracada ali.
Jan descobriu retirada da energia por aplicativo do porto
Jan afirmou que não recebeu uma comunicação direta da prefeitura antes da interrupção.
Ele percebeu que a situação havia mudado ao consultar o aplicativo usado para acompanhar o serviço de energia do porto. “Isso caiu como um balde de água fria sobre nós”, relatou.
Prefeitura diz que não avisou individualmente os moradores dos barcos
O município confirmou que não havia comunicado cada ocupante individualmente antes da mudança.
A administração sustenta que a Buitenhavenweg nunca foi autorizada oficialmente como área para barcos residenciais.
Algumas embarcações permaneceriam na região sem autorização formal ou com base em acordos antigos que já não aparecem nos registros administrativos atuais.
Jan mantém ateliê dentro da embarcação
O barco não funciona apenas como residência.
Jan mantém no interior da embarcação um ateliê, onde trabalha com pintura. Há aproximadamente 40 anos, ele produz paisagens urbanas inspiradas em diferentes cidades dos Países Baixos.
Casal pretendia deixar Schiedam somente em 22 de agosto
Antes da perda da conexão elétrica, Jan e Anna planejavam permanecer na cidade até o sábado, 22 de agosto.
A interrupção antecipou a necessidade de encontrar outra posição para o barco e levou o casal a alterar o plano de permanência.
Embarcação foi levada para Lange Haven na manhã seguinte
Na quarta-feira, 19 de agosto, Jan e Anna deslocaram a embarcação para a Lange Haven.
Perto da ponte Koemarkt, eles encontraram duas vagas temporárias com instalações elétricas, exatamente o recurso que havia deixado de estar disponível na posição anterior.
Duas vagas ainda não tinham sido liberadas pela prefeitura
Os espaços escolhidos pelo casal ainda não estavam oficialmente disponíveis para ocupação.
Mesmo assim, Jan, Anna e um vizinho que também vive em barco decidiram utilizar as vagas temporariamente.
A decisão combinou uma necessidade prática de acesso à eletricidade com uma manifestação contra a forma como a conexão anterior havia sido retirada.
“Há eletricidade, então vamos ficar aqui”, afirmou Jan
Jan explicou diretamente a lógica adotada pelo grupo.
“Há ninguém e há eletricidade, então vamos ficar aqui por enquanto até a prefeitura encontrar uma solução”, afirmou.
Ele também resumiu o caráter excepcional da atitude dizendo: “Emergência quebra a lei”.
Casal aceita sair, mas cobra uma alternativa da prefeitura
Jan afirmou que não pretende desafiar indefinidamente a decisão municipal.
“Eu aceito sair de Schiedam se me mandarem embora, mas então vocês precisam oferecer uma alternativa”, disse ao explicar o que espera da administração da cidade.
Prefeitura convidou Jan e Anna para uma reunião
A ocupação da Lange Haven levou o município a buscar uma conversa com os moradores.
O vereador Danny van Gulik convidou Jan e Anna para uma reunião na sede da prefeitura com o objetivo de discutir a situação.
Ainda não havia uma definição sobre a possibilidade de os barcos permanecerem temporariamente nas vagas escolhidas nem sobre eventual retirada imediata do local.
Buitenhaven possui oito estruturas de energia e seis devem ser retiradas
A decisão municipal não afeta somente Jan e Anna.
A Buitenhaven conta atualmente com oito equipamentos de energia, mas a prefeitura pretende retirar seis deles.
As estruturas haviam sido instaladas originalmente para embarcações comerciais que utilizavam a região quando a área mantinha ligação com uma antiga fábrica de vidro.
Prefeitura aponta manutenção cara e uso irregular das tomadas
A administração considera que parte dos equipamentos perdeu sua função original depois das mudanças ocorridas na atividade portuária.
O município também afirma que as tomadas estão antigas, apresentam custos elevados de manutenção e sofrem uso irregular.
Duas conexões permanecerão para barcos ligados à recepção de refugiados
Nem todos os equipamentos serão removidos.
Duas estruturas elétricas continuarão funcionando para atender barcos utilizados na recepção de refugiados.
A prefeitura pretende substituir essas instalações por equipamentos considerados mais adequados para a nova finalidade.
Novo mapa não prevê barcos residenciais na Buitenhavenweg
O planejamento municipal também reduz a possibilidade de retorno futuro de Jan e Anna ao mesmo ponto.
O novo mapa de atracação de Schiedam não reserva vagas para embarcações residenciais na Buitenhavenweg.
A área de Nieuw-Mathenesse, onde fica a Buitenhaven, deverá receber principalmente empreendimentos residenciais, e a prefeitura não considera a região adequada para barcos utilizados como moradia.
Casal planejava deixar Schiedam em 22 de agosto
Jan e Anna mantinham a previsão de deixar a cidade no sábado, 22 de agosto, depois de cerca de 23 anos retornando regularmente a Schiedam.
Antes da partida, porém, o casal buscava uma alternativa para os dias finais de permanência e uma resposta para a retirada da conexão elétrica. A ocupação temporária das vagas da Lange Haven transformou a necessidade de energia em uma manifestação contra a decisão municipal.
Na sua opinião, a prefeitura deveria oferecer uma alternativa de atracação com energia a Jan e Anna depois de mais de duas décadas de retornos regulares à cidade? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

