Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Casal tentou transformar a vista de uma mansão em cenário perfeito para o lago, intervenção atingiu 138 árvores em área protegida e terminou com pagamento de US$ 683 mil após anos de disputa judicial

Casal tentou transformar a vista de uma mansão em cenário perfeito para o lago, intervenção atingiu 138 árvores em área protegida e terminou com pagamento de US$ 683 mil após anos de disputa judicial

4 min de leitura

Casal tentou transformar a vista de uma mansão em cenário perfeito para o lago, intervenção atingiu 138 árvores em área protegida e terminou com pagamento de US$ 683 mil após anos de disputa judicial

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 08/08/2026 às 17:29

Legislação e Direito

casal, árvores, lago, vista, propriedade, intervenção, vegetação, Southbury, pagamento, disputa

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Intervenção em Southbury atingiu árvores de uma área pública protegida e terminou, em 2026, com uma cobrança superior a US$ 680 mil.

Uma tentativa de ampliar a vista de uma propriedade de luxo terminou em uma longa disputa judicial nos Estados Unidos.

Alan e Teresa Salzman foram responsabilizados por uma intervenção que atingiu 138 árvores próximas ao Lake Lillinonah, em Southbury, no estado de Connecticut.

A vegetação estava localizada em uma área pública protegida próxima à residência mantida pelo casal.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O episódio começou em 2017 e terminou somente em 2026, após decisões judiciais, recursos e um acordo que resultou no pagamento de US$ 683.337.

Intervenção atingiu 138 árvores próximas ao lago

A retirada da vegetação ocorreu em 2017, quando trabalhadores contratados realizaram cortes na área próxima à propriedade.

59 árvores vivas foram completamente derrubadas, enquanto outras 75 foram cortadas ou tiveram partes superiores removidas.

Outras quatro árvores incluídas na contagem já estavam mortas ou apresentavam sinais de deterioração.

O levantamento final apontou, portanto, 138 árvores afetadas em uma faixa aproximadamente equivalente ao tamanho de um campo de futebol.

A intervenção modificou significativamente a vegetação existente entre a residência e a paisagem do Lake Lillinonah.

Imagem ilustrativa mostra uma área com árvores derrubadas em uma encosta diante de uma residência de luxo e de um lago, cenário relacionado ao caso ocorrido em Southbury.

Proprietários alegaram erro nos limites do terreno

Alan Salzman afirmou durante o processo que parte dos cortes teria ocorrido devido a um suposto erro relacionado aos limites da propriedade.

A administração municipal apresentou uma versão diferente.

Southbury sustentou que a retirada da vegetação tinha como objetivo ampliar a vista do lago a partir da residência.

A divergência entre as versões deu início a uma disputa que se estenderia durante vários anos.

Southbury levou o caso à Justiça em 2019

A cidade entrou com uma ação judicial contra o casal em 2019, buscando responsabilização pelos danos registrados na área pública.

O processo avançou lentamente enquanto município e proprietários apresentavam argumentos sobre as circunstâncias da intervenção.

A disputa chegou ao Tribunal Superior estadual e permaneceu em andamento por anos.

O juiz Joseph Pellegrino determinou, em abril de 2025, o pagamento pelos danos e pelos custos associados à recuperação ambiental da área atingida.

Cobrança final ultrapassou US$ 680 mil

O casal apresentou recurso depois da decisão judicial.

As partes chegaram posteriormente a um acordo que encerrou definitivamente o processo.

Southbury confirmou, em 2026, que US$ 683.337 foram pagos integralmente.

O montante reuniu valores relacionados aos danos ambientais, à recuperação da área e às despesas jurídicas acumuladas durante a disputa.

A quantia corresponde a aproximadamente R$ 3,7 milhões, considerando a conversão utilizada como referência para o caso.

Recomendado para você

Legislação e Direito

Filhos podem ficar com as dívidas do pai depois da morte? Código Civil estabelece até onde vai a cobrança, explica quando a herança paga os débitos e revela por que o patrimônio pessoal dos herdeiros não pode ser usado para cobrir valores que ultrapassam os bens deixados

Dívidas deixadas pelo pai podem aparecer durante o inventário, mas a legislação limita a responsabilidade dos filhos ao patrimônio recebido na herança.

Receber uma herança costuma ser associado a imóveis, veículos,…

Viviane Alves

0

Recuperação ambiental passou a fazer parte do desfecho

A administração municipal informou que parte dos recursos seria utilizada nas medidas necessárias para recuperar a vegetação atingida.

O objetivo passou a ser restaurar uma área alterada pela retirada das árvores e pelos cortes realizados anos antes.

A recuperação ambiental tornou-se, dessa forma, uma das principais consequências práticas da decisão judicial.

O episódio também reforçou a responsabilidade dos proprietários diante de intervenções realizadas fora dos limites de terrenos particulares.

Vista privilegiada acabou se transformando em uma disputa milionária

O caso de Southbury mostra como uma intervenção aparentemente simples pode gerar consequências ambientais, jurídicas e financeiras significativas.

A tentativa de ampliar a visão de uma paisagem privilegiada terminou em anos de processo e em uma cobrança superior a US$ 680 mil.

A situação também evidencia os limites existentes para modificações em áreas públicas e ambientalmente protegidas.

A valorização de uma propriedade não elimina a obrigação de respeitar os limites legais e ambientais estabelecidos para terrenos vizinhos.

Caso levou quase uma década até o encerramento definitivo

A cronologia começou com os cortes realizados em 2017.

A cidade iniciou a ação judicial em 2019.

A decisão que estabeleceu a responsabilização financeira foi proferida em abril de 2025.

O encerramento definitivo ocorreu em 2026, quando o pagamento de US$ 683.337 foi confirmado pelo município.

As informações foram registradas em documentos judiciais, comunicados oficiais do município de Southbury, Hearst Connecticut Media e CT Insider.

O que você acha desse caso: uma intervenção para ampliar a vista de uma propriedade justifica uma cobrança superior a US$ 680 mil quando envolve árvores de uma área pública protegida? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

Sair da versão mobile