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Cerca de 400 militares se reúnem para enfrentar desastres que não existem, mas o treinamento brasileiro simula evacuações, resgates e gestão de abrigos exigidos quando grandes crises climáticas se tornam reais

Cerca de 400 militares se reúnem para enfrentar desastres que não existem, mas o treinamento brasileiro simula evacuações, resgates e gestão de abrigos exigidos quando grandes crises climáticas se tornam reais

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Cerca de 400 militares se reúnem para enfrentar desastres que não existem, mas o treinamento brasileiro simula evacuações, resgates e gestão de abrigos exigidos quando grandes crises climáticas se tornam reais

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 17/08/2026 às 16:05

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Centenas de militares, viaturas e diferentes órgãos públicos participaram de um treinamento que transformou situações fictícias em testes práticos de resposta a emergências, reunindo evacuações, resgates, atendimento humanitário e gestão de abrigos em um cenário preparado para medir coordenação e prontidão.

Cerca de 400 militares foram mobilizados em São João Batista, em Santa Catarina, para enfrentar uma sequência de desastres existentes apenas dentro de um exercício, enquanto integrantes do Exército atuavam ao lado da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e órgãos municipais.

Ao longo de dois dias, o treinamento reuniu situações simuladas de evacuação de escolas, resgate de feridos, atendimento a pessoas ilhadas e gerenciamento de abrigos, permitindo testar procedimentos necessários quando uma emergência climática verdadeira exige resposta rápida de diferentes instituições.

Realizada nos dias 26 e 27 de maio de 2026, a atividade correspondeu à oitava edição do Exercício de Ajuda Humanitária promovido pela 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, com foco na integração entre estruturas militares, estaduais e municipais.

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Segundo o Exército Brasileiro, aproximadamente 400 militares participaram da mobilização, acompanhados por cerca de 60 viaturas e um blindado Guarani, em uma operação montada para aprimorar a capacidade conjunta de atuação diante de possíveis desastres climáticos.

Exercício de Ajuda Humanitária simula crise sem desastre real

Embora a mobilização tivesse estrutura semelhante à de uma operação de emergência, não havia naquele momento uma catástrofe em andamento, escolas sob ameaça concreta, moradores isolados esperando socorro ou população deslocada precisando abandonar suas casas e procurar abrigo.

Em vez de responder a uma ocorrência verdadeira, as equipes receberam cenários criados para reproduzir procedimentos que podem se tornar necessários quando enchentes, deslizamentos ou outros eventos extremos afetam comunidades, exigindo decisões rápidas e coordenação entre vários órgãos públicos.

Com informações da Comunicação Social do Exército, a Rede de Notícias ACAERT registrou que os participantes enfrentaram diferentes situações durante os dois dias, entre elas evacuação de escolas, resgate de feridos, atendimento a pessoas ilhadas e outras demandas humanitárias.

Além dessas atividades, o roteiro incorporou entrega de donativos, desobstrução de vias, gerenciamento de abrigos e controle de turbas, ampliando a complexidade de um treinamento no qual cada tarefa dependia da colaboração entre instituições com funções, estruturas e recursos distintos.

Exército, Defesa Civil e Bombeiros treinam atuação conjunta

Exército mobiliza cerca de 400 militares em SC para simular evacuações, resgates e abrigos em treinamento contra desastres climáticos.

Reunidos no mesmo exercício, Exército Brasileiro, Defesa Civil de São João Batista, Polícia Militar de Santa Catarina, Corpo de Bombeiros e diferentes secretarias municipais precisaram coordenar procedimentos, compartilhar responsabilidades e responder às situações apresentadas pelos organizadores durante a simulação.

Também participaram das atividades todas as organizações militares subordinadas à 14ª Brigada, formando uma estrutura que permitiu testar uma característica essencial das grandes emergências: nenhuma instituição concentra sozinha todos os recursos necessários para atender a população e restabelecer serviços básicos.

No caso de uma evacuação escolar, por exemplo, não basta retirar pessoas de um prédio, pois também é necessário organizar deslocamentos, controlar acessos, estabelecer pontos seguros e manter comunicação entre as equipes responsáveis por conduzir cada etapa da operação.

Já no atendimento a pessoas ilhadas, outras capacidades podem ser exigidas, enquanto o gerenciamento de abrigos depende de uma estrutura preparada para receber temporariamente moradores retirados de áreas de risco e manter o atendimento enquanto o retorno ainda não é possível.

Ao combinar tarefas diferentes dentro do mesmo cenário, São João Batista tornou-se um ambiente controlado para problemas que, embora fictícios durante o exercício, reproduzem dificuldades encontradas quando emergências verdadeiras obrigam instituições civis e militares a atuar simultaneamente.

Em vez de concentrar o treinamento em uma única ocorrência, a organização distribuiu diversas demandas ao longo da operação, permitindo observar como militares e agentes civis reagiriam caso várias necessidades surgissem ao mesmo tempo dentro de uma resposta emergencial.

Cerca de 60 viaturas ampliam desafio logístico

Além do efetivo mobilizado, o emprego de aproximadamente 60 viaturas ampliou a dimensão logística do exercício, porque movimentar equipes e equipamentos, manter comunicação entre diferentes pontos e garantir a chegada de recursos fazem parte da organização necessária em grandes emergências.

Integrado a esse conjunto, o blindado Guarani participou ao lado dos demais veículos empregados pelas instituições envolvidas, inserindo outro meio operacional em uma estrutura que precisava funcionar de maneira coordenada enquanto diferentes tarefas eram executadas simultaneamente no município.

Gestão de abrigos e entrega de donativos entram no treinamento

Dentro do cenário montado, o gerenciamento de abrigos representou uma etapa posterior à retirada de pessoas de áreas consideradas de risco, mostrando que uma operação humanitária não termina quando moradores são simplesmente afastados do local atingido pela emergência.

Depois do deslocamento inicial, torna-se necessário organizar espaços temporários, registrar demandas, encaminhar atendimentos e manter uma estrutura capaz de funcionar enquanto as famílias afetadas permanecem impedidas de retornar com segurança às residências onde viviam antes da ocorrência.

A entrega simulada de donativos acrescentou outra camada ao exercício, já que alimentos, água, roupas e outros materiais podem precisar chegar a diferentes pontos justamente quando vias estão comprometidas e equipes trabalham simultaneamente em resgates e atendimentos.

Exército mobiliza cerca de 400 militares em SC para simular evacuações, resgates e abrigos em treinamento contra desastres climáticos.

Nesse contexto, a desobstrução de acessos também foi incluída no treinamento realizado em São João Batista, ligando diretamente a liberação das rotas à capacidade de deslocar equipes, transportar recursos e manter o fluxo necessário durante uma resposta humanitária mais ampla.

Integração entre órgãos é tratada como ponto central

Ao comentar a atividade, o comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, general de brigada Reinaldo Sótão Calderaro, destacou a cooperação com a estrutura de proteção e defesa civil de Santa Catarina e com instituições estaduais e municipais.

Entre os órgãos mencionados estavam Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu e secretarias municipais, reforçando que a integração entre diferentes estruturas foi tratada como um dos elementos centrais do exercício, e não apenas como apoio secundário à atuação militar.

Para a administração municipal, o treinamento também serviu como preparação diante de possíveis crises climáticas, permitindo que equipes locais participassem de uma operação planejada para reproduzir dificuldades que podem surgir quando uma emergência exige mobilização de recursos em pouco tempo.

O secretário de Proteção e Defesa Civil de São João Batista, José Luiz Pinho, afirmou que a atuação conjunta com o Exército e as agências estaduais de segurança oferece ao município uma oportunidade de preparação para situações de crise.

Em uma ocorrência verdadeira, decisões precisam ser tomadas enquanto novas informações chegam, moradores procuram ajuda e diferentes equipes precisam compartilhar rotas, espaços e recursos, motivo pelo qual procedimentos definidos antecipadamente ganham importância antes mesmo do início de uma emergência.

Por essa razão, um simulado permite executar etapas operacionais sem que vidas estejam efetivamente em risco, oferecendo às instituições a possibilidade de observar como seus protocolos funcionam quando várias equipes precisam tomar decisões, comunicar ordens e agir de maneira coordenada.

Protocolos operacionais são testados antes de uma crise real

Outro objetivo do treinamento em São João Batista foi testar protocolos operacionais, verificando se as equipes conseguiriam transformar planos previamente estabelecidos em ações executáveis enquanto mantinham comunicação, divisão de responsabilidades e capacidade de adaptação conforme o cenário apresentado evoluía.

Resgates, evacuações, entrega de suprimentos e organização de abrigos podem parecer atividades independentes quando analisadas separadamente, mas todas podem ocorrer ao mesmo tempo durante uma emergência de grande porte e criar dependências entre equipes que cumprem funções distintas.

Uma via bloqueada pode atrasar a chegada do socorro, enquanto moradores ilhados exigem recursos específicos, uma escola evacuada precisa encaminhar alunos e servidores a pontos seguros e famílias retiradas das próprias casas podem necessitar de abrigo temporário.

Diante dessa combinação de tarefas, a dimensão do exercício foi além do número de militares presentes, porque os cerca de 400 participantes precisaram atuar dentro de uma rede formada também por bombeiros, policiais, agentes da Defesa Civil e servidores municipais.

O objetivo declarado consistia justamente em aprimorar essa articulação e ampliar a capacidade de atendimento quando uma ocorrência verdadeira exigir que diferentes instituições dividam responsabilidades sem perder a coordenação necessária para responder às demandas apresentadas pela população afetada.

São João Batista vira cenário de preparação para emergências

Em Santa Catarina, estruturas públicas de resposta podem precisar trabalhar de forma integrada quando municípios enfrentam eventos severos, mas o exercício realizado em São João Batista não representava a previsão de um desastre específico nem indicava uma ameaça concreta em aproximação.

Pelo contrário, os cenários foram simulados para preparar instituições diante de possibilidades futuras, criando condições para praticar procedimentos antes que uma emergência verdadeira imponha pressão sobre equipes responsáveis por resgate, evacuação, transporte de suprimentos e assistência à população.

Essa distinção explica por que aproximadamente 400 militares foram deslocados para o município sem que houvesse uma calamidade em andamento, já que a mobilização fazia parte de um treinamento planejado e não de uma operação destinada a combater um desastre existente.

Ao reunir evacuação, resgate, atendimento a pessoas isoladas, distribuição de donativos, liberação de vias e gerenciamento de abrigos, a 14ª Brigada buscou aproximar o exercício da complexidade encontrada em operações humanitárias realizadas durante situações reais de emergência.

Cada uma dessas tarefas testou uma parte específica da resposta, enquanto o conjunto obrigou instituições diferentes a compartilhar espaço operacional, coordenar decisões e manter recursos disponíveis para que procedimentos praticados em um cenário fictício possam funcionar quando uma crise climática se tornar real.

Se uma grande crise climática atingisse sua cidade, qual dessas capacidades deveria estar mais preparada desde o primeiro momento: evacuação, resgate, abertura de vias ou organização de abrigos?

Fonte

https://rededenoticiasaca


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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