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China acelera ofensiva no Brasil com 7 novas marcas de carros até 2028, Chery prepara iCAUR, Lepas, Luxeed e Freelander e grupo projeta 1 mil lojas e 500 mil veículos vendidos por ano
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 07/08/2026 às 11:18
Atualizado em 07/08/2026 às 11:19
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Nova etapa da expansão chinesa traz SUVs eletrificados, marcas de luxo, redes de concessionárias e mais pressão sobre preços dos carros novos no Brasil.
Uma nova onda de montadoras chinesas começa a redesenhar o mercado automotivo brasileiro e promete aumentar ainda mais a concorrência até 2028.
A Chery International confirmou, em 5 de agosto de 2026, a chegada da iCAUR ao Brasil e apresentou o cronograma de outras marcas do grupo.
Os planos incluem Lepas, Luxeed e Freelander, enquanto DFM e IM também se preparam para entrar no mercado brasileiro.
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Segundo o planejamento apresentado, iCAUR e Lepas começarão a vender veículos em 2027. Luxeed e Freelander deverão chegar em 2028.
A expansão ocorre em meio ao chamado “efeito China”, movimento que aumenta a presença de fabricantes chinesas, amplia a oferta e pressiona empresas tradicionais.
Chery traça plano ambicioso para crescer no Brasil
A Chery International pretende superar 150 lojas no país ainda em 2026 e vender mais de 10 mil veículos por mês.
O planejamento de longo prazo é ainda maior.
A empresa projeta encerrar 2031 com mais de 1 mil lojas e mais de 500 mil carros vendidos por ano.
Roger Corassa, vice-presidente da Omoda & Jaecoo, afirmou que o grupo também estuda instalar uma linha de produção no Brasil.
Os incentivos oferecidos pelos diferentes estados ainda estão sendo analisados.
O Grupo Chery também lançou Omoda & Jaecoo na Argentina em maio e anunciou planos de montagem e distribuição de peças no país vizinho.
iCAUR aposta em SUVs eletrificados de desenho robusto
A iCAUR chega com uma proposta baseada em SUVs de linhas quadradas e aparência robusta.
O primeiro modelo previsto para o Brasil é o V27, equipado com tecnologia REEV.
Nesse sistema, as rodas recebem propulsão elétrica, enquanto o motor a combustão atua principalmente para recarregar as baterias.
A versão mais potente apresentada no site internacional possui dois motores elétricos, 449 cv e torque de 51,5 kgfm.
Os números para o Brasil ainda não foram confirmados porque o veículo passa pelo processo de homologação.
A marca também confirmou os modelos V23, V25 e V29.
Lepas e marcas de luxo ampliam o portfólio
A Lepas terá posicionamento diferente da iCAUR.
Seus SUVs utilizam linhas mais tradicionais e seguem uma proposta próxima de modelos já conhecidos pelo consumidor brasileiro.
O nome Lepas combina referências às palavras “leap”, “passion” e “leopard”.
Freelander, Luxeed e Exeed ficarão concentradas sob a bandeira Exeed, voltada para veículos de menor volume e maior valor agregado.
A estratégia coloca essas marcas em uma faixa mais próxima do segmento de luxo.
DFM chega com 57 lojas aprovadas
A Dongfeng também confirmou sua entrada no mercado brasileiro.
A fabricante utilizará a sigla DFM no país.
Felipe Amaral de Souza, responsável pela área de vendas e expansão da rede, informou que a empresa já possui 57 lojas aprovadas e 31 grupos concessionários.
A operação pretende alcançar 21 estados e o Distrito Federal.
Os modelos serão apresentados oficialmente conforme o avanço da operação brasileira.
IM também prepara entrada no Brasil
A IM, divisão de luxo ligada à MG, também está prevista para entrar no mercado brasileiro.
A MG possui origem britânica, porém atualmente pertence ao grupo chinês SAIC.
Thiago Marques, responsável pelo marketing da MG Motors, afirmou que as marcas possuem respaldo do grupo para ampliar suas operações.
A instalação futura de uma linha de produção própria também não foi descartada.
O MG4 Urban será montado no Ceará, utilizando uma linha que também produzirá modelos Chevrolet destinados ao mercado brasileiro.
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Viviane Alves
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Concorrência chinesa começa a mexer nos preços
O avanço das fabricantes chinesas já aparece nos preços dos veículos novos.
Um levantamento da Bright Consulting mostra que o preço médio sugerido dos carros zero-quilômetro alcançou R$ 166,9 mil em 2026.
A alta nominal ficou em 1,4%, abaixo da inflação acumulada de 3,18%.
O resultado representa uma queda real de 1,5% no preço médio dos carros novos.
O preço efetivamente negociado nas concessionárias apresentou queda ainda maior.
Segundo Cássio Pagliarini, sócio da Bright Consulting, o valor médio passou de R$ 157,6 mil para R$ 152,1 mil, recuo de 3,5%.
Escala chinesa aumenta a pressão sobre concorrentes
Antônio Jorge Martins, coordenador da área automotiva da Fundação Getulio Vargas, aponta a escala de produção chinesa como uma vantagem importante.
O mercado chinês movimenta aproximadamente 34 milhões de veículos por ano.
A BYD, por exemplo, teria produzido cerca de 4 milhões de automóveis em 2025.
Mais de 140 marcas disputam consumidores dentro da própria China.
A combinação entre escala, integração da cadeia produtiva e tecnologia permite reduzir custos e aumentar a competitividade internacional.
Brasil vira destino estratégico para carros chineses
O Brasil tornou-se o maior importador de carros chineses no primeiro semestre de 2026, segundo os dados apresentados pelo g1.
As compras alcançaram US$ 5,2 bilhões.
Desse total, aproximadamente US$ 4,5 bilhões foram destinados a veículos elétricos e híbridos.
A antecipação de estoques antes do aumento das tarifas de importação também contribuiu para o crescimento das compras.
Crédito caro ainda limita o avanço dos carros novos
A maior concorrência não eliminou as dificuldades enfrentadas pelo consumidor brasileiro.
As taxas cobradas no financiamento automotivo continuam entre 18% e 22% ao ano.
A Selic indicada no período permanece em 14,25%.
Martins afirma que, em condições normais, cerca de 60% das vendas de veículos dependem de financiamento bancário.
O crédito caro reduz o acesso ao automóvel e limita um crescimento mais acelerado dos emplacamentos.
A chegada de iCAUR, Lepas, Luxeed, Freelander, DFM e IM mostra que a expansão chinesa entrou em uma nova fase no Brasil.
O movimento agora envolve veículos eletrificados, redes de concessionárias, possibilidade de produção local, disputa por preços e expansão acelerada até 2028.
A grande questão será como as fabricantes tradicionais vão reagir à chegada de tantas novas marcas e à pressão crescente sobre preços, tecnologia e participação de mercado.
Você acredita que a expansão das montadoras chinesas poderá tornar os carros mais acessíveis no Brasil ou a disputa ficará concentrada principalmente em tecnologia e equipamentos? Deixe sua opinião.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

