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Ciclone se forma entre Argentina e Uruguai e empurra frente fria que coloca cinco estados brasileiros na rota de granizo, temporais e rajadas acima de 100 km/h, com o pior previsto entre quinta e sexta-feira
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 04/08/2026 às 11:42
Atualizado em 04/08/2026 às 11:52
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A área de baixa pressão começa a atuar na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, e se transforma em sistema intenso ao longo da quinta, dia 6. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul estão na área de alerta.
O mês mal começou e o Sul já entra em alerta. Um ciclone extratropical deve se formar entre Argentina e Uruguai a partir de quinta-feira, 6 de agosto de 2026, e vai intensificar a frente fria que avança sobre o Centro-Sul do Brasil, segundo previsões da Meteored divulgadas pelo ND Mais em 3 e 4 de agosto de 2026.
O sistema será antecedido por uma área de baixa pressão que começa a atuar na quarta-feira, 5 de agosto. Cinco estados entram na área de alerta: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A previsão inclui tempestades, queda de granizo e rajadas de vento superiores a 100 quilômetros por hora.
O que é um ciclone extratropical
Vale entender o fenômeno antes de acompanhar o calendário. Ciclone extratropical é uma área de baixa pressão atmosférica que se organiza em latitudes médias, fora da faixa tropical, e costuma estar associada a uma frente fria.
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Esses sistemas são comuns na costa do Sul e do Sudeste brasileiro e podem se formar em qualquer época do ano, com maior frequência no outono e no inverno. Quando ganham intensidade, geram rajadas que passam de 100 quilômetros por hora. A maioria acompanha uma frente fria, embora alguns se formem de maneira independente. Não é fenômeno raro nem excepcional, mas exige atenção pelo potencial de dano.
Como o sistema se organiza dia a dia
A sequência prevista começa devagar. Na quarta-feira, 5 de agosto, a área de baixa pressão passa a atuar sobre o Sul e provoca pancadas de chuva localizadas, com predomínio de sol na primeira metade do dia em boa parte do Centro-Sul.
À tarde, as instabilidades ganham força sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Existe risco de chuvas intensas com trovoadas na divisa gaúcha com Santa Catarina, além de temporais no sul do Rio Grande do Sul e no noroeste sul-mato-grossense. Entre o fim da quarta e a madrugada de quinta, entram em alerta a Campanha Gaúcha, as porções central e noroeste do estado e o oeste do Paraná.
Quinta-feira é o dia da virada
É na quinta-feira, 6 de agosto, que a área de baixa pressão se transforma em ciclone extratropical propriamente dito, centrado entre a Argentina e o Uruguai.
A partir da tarde daquele dia, o risco de ventania aumenta sobre o Sul do Brasil. As rajadas podem ultrapassar 100 quilômetros por hora em algumas regiões, o que eleva o potencial de queda de árvores, destelhamento e interrupção no fornecimento de energia. As chuvas também alcançam São Paulo, principalmente o oeste paulista, e as instabilidades avançam em direção ao leste catarinense e à Serra Gaúcha.
Sexta-feira concentra o avanço
Durante a madrugada e a manhã de sexta-feira, 7 de agosto, o sistema avança pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, alcançando também o sul de Mato Grosso do Sul.
Diversos municípios devem permanecer em alerta para tempestades, descargas elétricas, rajadas fortes, queda de granizo e volume elevado de chuva em curto intervalo. As precipitações seguem intensas no Paraná, com risco de transtornos em praticamente todo o estado. A frente fria alcança o sul paulista entre o fim da sexta e a madrugada de sábado, 8 de agosto.
Quanto pode chover
Os números divulgados subiram entre uma atualização e outra. Na previsão publicada em 3 de agosto, com base no modelo europeu ECMWF, os maiores acumulados da semana ficariam no sul e no oeste do Rio Grande do Sul e no centro e leste do Paraná, com volumes que poderiam superar 90 milímetros.
Nas demais áreas dos cinco estados, a projeção era de 8 a 70 milímetros. Já na atualização publicada em 4 de agosto, o ND Mais passou a apontar chuvas de até 150 milímetros no episódio. A revisão para cima é comum quando o modelo ganha resolução à medida que o evento se aproxima.
Por que o solo encharcado piora tudo
Existe um agravante que não aparece na previsão do tempo e que faz diferença no estrago. A área que será atingida já registrou grandes acumulados de precipitação ao longo de julho.
Solo saturado absorve menos água, e o excedente escoa direto para córregos, bueiros e rios. Isso significa que um volume que em condição normal seria absorvido pode gerar alagamento e enxurrada. É por isso que dois temporais iguais produzem estragos muito diferentes conforme o que aconteceu nas semanas anteriores, e é essa a situação do Sul neste início de agosto.
O que fazer antes do vento chegar
Rajada acima de 100 quilômetros por hora derruba árvore, arranca telha e joga objeto solto a distância. As medidas preventivas são simples e precisam ser tomadas antes, não durante.
Recolher vasos, cadeiras, varais e qualquer item solto em sacada, quintal ou laje é o primeiro passo. Fechar janelas e persianas, evitar estacionar sob árvores e verificar a fixação de telhas e antenas completam a lista. Durante a tempestade, o recomendado é permanecer em local abrigado, longe de janelas, e desligar aparelhos eletrônicos da tomada por causa das descargas elétricas.
Onde acompanhar os avisos oficiais
Previsão de tempo severo muda de intensidade e de área conforme as horas passam, e por isso vale acompanhar a atualização até o momento do evento. O Instituto Nacional de Meteorologia emite avisos por nível de gravidade, em amarelo, laranja e vermelho, com indicação das áreas atingidas.
As defesas civis estaduais e municipais também divulgam alertas e podem enviar mensagens de texto para quem cadastra o número. Em situação de emergência, os telefones de referência são o 199, da Defesa Civil, e o 193, do Corpo de Bombeiros. Vale registrar que os cenários descritos aqui correspondem às previsões divulgadas em 3 e 4 de agosto de 2026 e podem ser revistos.
E você, mora em uma das regiões que entram em alerta? Conta aqui nos comentários como está o tempo por aí e se sua cidade já teve estrago de vendaval ou granizo neste inverno, e diga se costuma acompanhar aviso de temporal antes de ele chegar.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

