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Cidade paga US$ 94 mil para pequenos robôs percorrerem 150 milhas de calçadas, medirem rampas e barreiras continuamente e diz que máquinas custam menos e entregam dados mais precisos que levantamento humano

Cidade paga US$ 94 mil para pequenos robôs percorrerem 150 milhas de calçadas, medirem rampas e barreiras continuamente e diz que máquinas custam menos e entregam dados mais precisos que levantamento humano

7 min de leitura

Cidade paga US$ 94 mil para pequenos robôs percorrerem 150 milhas de calçadas, medirem rampas e barreiras continuamente e diz que máquinas custam menos e entregam dados mais precisos que levantamento humano

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 28/08/2026 às 15:19

Atualizado em 28/08/2026 às 15:29

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Daxbots circulam por Bangor, no Maine, para mapear barreiras, rampas, travessias e pontos de ônibus. Prefeitura afirma que equipamentos não coletam dados pessoais e usarão informações para planejar melhorias de acessibilidade

Pequenos robôs começaram a circular pelas calçadas de Bangor, no estado americano do Maine, com uma missão incomum: percorrer e avaliar cerca de 150 milhas — aproximadamente 241 quilômetros — de calçadas para identificar condições e barreiras de acessibilidade. A cidade contratou a Daxbot por cerca de US$ 94 mil e afirma que a alternativa custa significativamente menos do que contratar uma empresa de engenharia para fazer o levantamento, conforme informações publicadas pela própria Prefeitura de Bangor.

As máquinas analisam calçadas, obstáculos de acesso, rampas, faixas de pedestres e locais utilizados por pedestres, como pontos de transporte público. O objetivo é fornecer dados para que Bangor avalie sua conformidade com os padrões estabelecidos pela lei federal Americans with Disabilities Act (ADA).

Porém, a presença dos pequenos robôs nas ruas despertou dúvidas entre moradores. Uma delas era especialmente sensível: essas máquinas estariam coletando informações pessoais enquanto circulam pela cidade?

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Segundo a prefeitura, a resposta é não.

Robôs vão percorrer cerca de 241 quilômetros de calçadas

O tamanho do trabalho ajuda a explicar por que Bangor decidiu testar uma solução automatizada.

São 150 milhas de calçadas, o equivalente a aproximadamente 241 quilômetros, que precisam ser avaliadas.

Além disso, não basta simplesmente percorrer as ruas.

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Os equipamentos precisam registrar informações capazes de mostrar as condições das calçadas e identificar possíveis dificuldades para pedestres.

Isso inclui barreiras de acesso, rampas, travessias e pontos de transporte público.

Portanto, a cidade precisa reunir uma quantidade elevada de dados antes de definir onde intervenções serão necessárias.

Foi justamente nesse ponto que os robôs ganharam espaço.

Bangor paga cerca de US$ 94 mil pelo levantamento

A prefeitura contratou a Daxbot por aproximadamente US$ 94 mil para realizar o trabalho.

Segundo o governo municipal, contratar uma empresa de engenharia para executar a avaliação custaria significativamente mais.

Por isso, a automação entrou como alternativa para reduzir o custo de um levantamento extenso e intensivo em dados.

Além disso, Bangor afirma que a precisão dos instrumentos utilizados pela Daxbot permite obter medições mais precisas do que aquelas que seriam compiladas manualmente por pessoas.

A prefeitura também espera conseguir uma visão mais completa sobre as condições de suas calçadas.

Assim, a discussão não envolve apenas substituir trabalho manual por uma máquina.

A aposta combina custo, velocidade, volume de dados e precisão das medições.

Máquinas medem enquanto continuam andando

Existe uma diferença importante entre a coleta tradicional e aquela realizada pelos robôs.

No trabalho manual de campo, normalmente é necessário parar em determinados intervalos para realizar medições.

Os Daxbots trabalham de outra maneira.

Enquanto avançam pela calçada, fazem medições continuamente.

Consequentemente, conseguem produzir um registro mais detalhado das condições encontradas ao longo do percurso.

Além disso, segundo a prefeitura, a coleta robótica consegue produzir esse levantamento em menos tempo do que o processo manual.

Em uma cidade com centenas de quilômetros de calçadas, essa diferença pode se acumular rapidamente.

Objetivo é encontrar barreiras antes de planejar melhorias

O projeto está diretamente relacionado às exigências de acessibilidade estabelecidas pela Americans with Disabilities Act, a legislação federal americana conhecida pela sigla ADA.

Assim, os robôs não estão circulando pelas ruas apenas para construir um mapa convencional.

Eles procuram informações que ajudem Bangor a entender onde pedestres podem encontrar obstáculos e quais pontos precisam de atenção.

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As rampas nas esquinas são um exemplo.

Travessias representam outro.

Além disso, pontos utilizados por passageiros do transporte público também entram na análise.

Depois de reunir os dados, a cidade poderá utilizá-los no planejamento de futuras intervenções de acessibilidade.

Portanto, os robôs funcionam como uma primeira etapa: medir antes de decidir onde gastar dinheiro em melhorias.

Moradores questionaram se robôs coletavam informações pessoais

A chegada das máquinas também provocou preocupação.

Afinal, pequenos robôs equipados com instrumentos de medição circulando em espaços públicos naturalmente levantam dúvidas sobre câmeras, sensores e privacidade.

Por isso, Bangor decidiu responder publicamente a algumas das principais perguntas feitas pelos moradores.

A prefeitura afirma que os Daxbots não coletam qualquer informação privada ou pessoal durante o trabalho.

Além disso, segundo a administração municipal, os dados reunidos serão utilizados exclusivamente para planejamento da cidade.

A prefeitura também afirma que não compartilhará essas informações com entidades externas.

Assim, o levantamento deve permanecer restrito à finalidade de avaliar a infraestrutura para pedestres.

Contrato foi fechado sem concorrência tradicional

Outro ponto levantado pela própria prefeitura envolve a contratação.

A Daxbot foi a única empresa considerada para o serviço.

Entretanto, Bangor explica que sua política de compras permite dispensar uma licitação competitiva em determinadas circunstâncias.

Isso pode ocorrer quando a cidade firma um contrato de fonte única com um fornecedor que oferece um conceito ou capacidade considerados únicos ou inovadores e indisponíveis em outra fonte.

Nesse caso, a contratação recebeu aprovação dentro dessas regras.

Segundo a cidade, contratos desse tipo não são completamente incomuns.

Bangor aprova aproximadamente quatro ou cinco contratos de fonte única por ano.

Contratos de até US$ 250 mil podem seguir outro caminho

O valor do projeto também interfere no processo de aprovação.

Segundo a prefeitura, contratos entre US$ 25 mil e US$ 250 mil podem receber aprovação do Comitê de Finanças e não precisam necessariamente passar pela votação de todo o Conselho Municipal.

Como o contrato da Daxbot ficou em cerca de US$ 94 mil, ele se enquadra nessa faixa.

Esse detalhe ajuda a explicar como a cidade conseguiu colocar o projeto em funcionamento sem passar por um processo convencional de concorrência entre diferentes fornecedores.

Ainda assim, a justificativa central da prefeitura permanece ligada à natureza da tecnologia.

Para Bangor, trata-se de uma capacidade inovadora que não estava disponível em outra fonte dentro dos critérios considerados pela administração.

Prefeitura também não pagará se alguém danificar os robôs

Há ainda uma pergunta bastante peculiar respondida pela cidade.

O que acontece se um dos pequenos robôs sofrer algum dano enquanto estiver percorrendo as calçadas?

Nesse caso, Bangor afirma que não será responsável pelos prejuízos causados às máquinas.

O contrato estabelece que a prefeitura não responderá por danos aos robôs.

Além disso, a administração municipal não deverá ser alvo de reclamações ou ações decorrentes desses eventuais danos.

Assim, o risco relacionado aos próprios equipamentos permanece fora da responsabilidade financeira da cidade nos termos divulgados.

Cidade de 31 mil habitantes vira campo de trabalho dos pequenos robôs

Bangor possui 31.753 habitantes, segundo a apresentação institucional da própria prefeitura.

Apesar de não ser uma metrópole, a cidade funciona como um importante centro comercial e cultural para partes do norte e leste do Maine.

Agora, suas calçadas também funcionam como campo de trabalho para uma aplicação pouco convencional da robótica.

Em vez de entregar comida, carregar mercadorias ou trabalhar dentro de uma fábrica, esses equipamentos têm uma tarefa muito mais discreta:

medir calçadas.

Entretanto, a escala transforma essa atividade aparentemente simples em um grande projeto de coleta de dados.

São aproximadamente 241 quilômetros de infraestrutura para pedestres.

US$ 94 mil colocam automação contra levantamento tradicional

A experiência de Bangor também apresenta uma comparação interessante sobre o avanço da automação.

Segundo a prefeitura, utilizar os Daxbots custará significativamente menos do que contratar uma empresa de engenharia para fazer a avaliação.

Ao mesmo tempo, a administração afirma que as máquinas conseguem obter informações mais precisas e detalhadas.

Isso acontece, em parte, porque os robôs não precisam parar repetidamente para medir.

Eles coletam informações enquanto continuam avançando.

Consequentemente, o projeto coloca lado a lado dois modelos:

levantamento manual em campo versus coleta automatizada contínua.

A prefeitura já fez sua escolha para as 150 milhas de calçadas.

Agora, os dados produzidos terão de mostrar se a aposta de US$ 94 mil entregará o nível de detalhamento esperado.

Pequenos robôs podem ajudar a decidir onde a cidade vai gastar no futuro

O resultado mais importante do projeto não será simplesmente completar os 241 quilômetros.

Será descobrir o que Bangor fará com as informações coletadas.

Os Daxbots deverão entregar um retrato detalhado das condições de calçadas, rampas, travessias, barreiras e outros pontos utilizados por pedestres.

Com isso, a administração poderá identificar prioridades.

Depois, poderá planejar intervenções para melhorar a conformidade com as regras de acessibilidade da ADA.

Portanto, um contrato de aproximadamente US$ 94 mil poderá influenciar decisões futuras de infraestrutura em diferentes partes da cidade.

E tudo começa com pequenos robôs percorrendo silenciosamente as calçadas, medindo continuamente aquilo que antes exigiria equipes parando ponto por ponto para registrar os dados.

Você acha que cidades brasileiras também deveriam usar robôs para mapear calçadas e problemas de acessibilidade ou esse tipo de levantamento deveria continuar sendo feito por equipes humanas?

Fonte

City of Bangor


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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