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Cientistas começam a colocar 30 milhões de ostras em uma das maiores baías dos EUA para criar um sistema natural de filtragem da água

Cientistas começam a colocar 30 milhões de ostras em uma das maiores baías dos EUA para criar um sistema natural de filtragem da água

4 min de leitura

Cientistas começam a colocar 30 milhões de ostras em uma das maiores baías dos EUA para criar um sistema natural de filtragem da água

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 01/08/2026 às 16:33

Atualizado em 01/08/2026 às 16:34

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Ilustração

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Parceria já devolveu 19 milhões de ostras ao estuário e pretende alcançar 30 milhões até o fim de 2026, melhorando a qualidade da água e criando abrigo para diversas espécies marinhas na Baía de Chesapeake

A meta de plantar 30 milhões de ostras na Baía de Chesapeake até o fim de 2026 busca recuperar áreas degradadas, melhorar a qualidade da água e ampliar habitats marinhos. O projeto já inseriu 19 milhões de animais no ecossistema, incluindo três milhões liberados recentemente no rio Severn, em Maryland.

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30 milhões de ostras na Baía de Chesapeake até o fim de 2026

A etapa mais recente da iniciativa ocorreu em 23 de julho de 2026, próximo à foz do rio Severn, no condado de Anne Arundel. Conservacionistas depositaram aproximadamente três milhões de ostras juvenis em um recife protegido.

Com o novo plantio, o projeto chegou a 19 milhões de ostras inseridas no ambiente. A meta é alcançar 30 milhões até o encerramento de uma iniciativa de restauração com duração prevista de três anos.

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O trabalho é conduzido pela Chesapeake Bay Foundation, em parceria com a Severn River Association. A iniciativa também recebe apoio financeiro da National Fish and Wildlife Foundation.

O objetivo é reconstruir recifes, melhorar a qualidade da água e criar condições mais favoráveis para peixes, caranguejos, plantas aquáticas e outras espécies que dependem dos ecossistemas da Baía de Chesapeake.

Os recifes escolhidos são classificados como santuários. Neles, a exploração comercial de ostras é proibida, permitindo que os animais cresçam, atinjam a maturidade e se reproduzam sem a pressão da retirada para consumo.

Imagem: Divulgação

Uma ostra adulta pode filtrar cerca de 189 litros por dia

As ostras são consideradas engenheiras do ecossistema porque desempenham diferentes funções ambientais. Ao se alimentarem, filtram naturalmente a água e retiram algas, sedimentos e nutrientes em excesso.

Em condições favoráveis, uma única ostra adulta pode filtrar cerca de 50 galões de água diariamente, o equivalente a aproximadamente 189 litros.

Em grandes concentrações, os recifes funcionam como sistemas naturais de tratamento da água.

A retirada de nutrientes ajuda a limitar a proliferação prejudicial de algas. Esse processo também pode reduzir áreas com baixos níveis de oxigênio, conhecidas como zonas mortas, onde peixes e outros animais encontram dificuldades para sobreviver.

A filtragem aumenta a transparência da água e favorece o crescimento de plantas submersas. Essas plantas estabilizam sedimentos, absorvem carbono e servem como áreas de desenvolvimento para diferentes espécies de peixes.

Além da filtragem, as estruturas formadas pelas conchas oferecem abrigo e espaços de reprodução para caranguejos-azuis, camarões, vermes, peixes e outros organismos aquáticos.

Imagem: Reprodução

Ostras juvenis crescem sobre conchas recicladas

As ostras utilizadas no projeto são chamadas de spat, termo aplicado aos animais juvenis que já se fixaram em uma superfície. Antes do plantio, elas são criadas em instalações de reprodução e aderem a conchas recicladas.

Esses conjuntos são transportados por embarcações especializadas e depositados cuidadosamente nos recifes submersos. A partir daí, as ostras podem crescer, formar novas estruturas e liberar larvas nas águas próximas.

A proteção dos recifes-santuários é importante porque permite que as populações se reproduzam naturalmente.

Cada geração pode contribuir para a recuperação de áreas vizinhas, aumentando gradualmente a presença de ostras no rio Severn.

Os recifes também absorvem parte da energia das ondas. Essa função ajuda a reduzir a erosão costeira e oferece proteção adicional às áreas próximas durante marés de tempestade.

Restauração já alcançou 11 afluentes da baía

O plantio no rio Severn integra um programa mais amplo de recuperação da Baía de Chesapeake. Projetos realizados nos últimos anos restauraram habitats de ostras em 11 afluentes da região.

O resultado superou a meta estabelecida pelo Chesapeake Bay Agreement, que previa a recuperação de dez afluentes até 2025.

Agora, organizações de conservação e órgãos governamentais trabalham com uma nova meta: restaurar mais 2.000 acres de habitats de recifes de ostras até 2040, área equivalente a aproximadamente 809 hectares.

Os projetos são acompanhados por programas de monitoramento de longo prazo. Pesquisadores avaliam a sobrevivência das ostras, o crescimento dos recifes e possíveis mudanças na qualidade da água.

A Baía de Chesapeake já teve uma das maiores populações de ostras nativas do mundo. Durante o século XX, exploração excessiva, destruição de habitats, poluição e doenças como MSX e Dermo reduziram fortemente essa população.

A reconstrução de grandes recifes protegidos busca criar populações autossustentáveis, capazes de se reproduzir e manter benefícios ambientais durante décadas. A meta de 30 milhões de ostras representa uma etapa desse esforço de recuperação do estuário.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Chesapeake Bay Foundation, da Severn River Association e da National Fish and Wildlife Foundation, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://timesofindia.indi


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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