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Clint Eastwood comprou centenas de hectares na Califórnia, ajudou a proteger 263 hectares perto de Malpaso Creek e transformou terras de Carmel em áreas preservadas contra a expansão imobiliária

Clint Eastwood comprou centenas de hectares na Califórnia, ajudou a proteger 263 hectares perto de Malpaso Creek e transformou terras de Carmel em áreas preservadas contra a expansão imobiliária

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Clint Eastwood comprou centenas de hectares na Califórnia, ajudou a proteger 263 hectares perto de Malpaso Creek e transformou terras de Carmel em áreas preservadas contra a expansão imobiliária

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 19/08/2026 às 20:33

Meio Ambiente

Canal

Imagem ilustrativa de Clint Eastwood, cuja relação de décadas com Carmel inclui propriedades próximas a Malpaso Creek e iniciativas voltadas à conservação ambiental e à proteção da paisagem californiana

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Ator começou a adquirir propriedades na região de Carmel ainda nos anos 1960, manteve extensas áreas naturais longe da urbanização e participou de iniciativas que destinaram terras à conservação permanente na costa da Califórnia

Muito além dos filmes que transformaram Clint Eastwood em um dos nomes mais conhecidos do cinema americano, o ator e diretor construiu durante décadas uma relação particular com as terras de Carmel, na Califórnia.

Essa história começou quando Eastwood ainda era jovem e conheceu a região durante o período em que serviu no Exército dos Estados Unidos, estacionado em Fort Ord.

Anos depois, já ganhando dinheiro com o cinema, ele começou a adquirir propriedades na região.

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Uma das operações mais importantes envolveu terras próximas a Malpaso Creek, ao sul de Carmel Highlands.

Ao longo do tempo, as propriedades adquiridas por Eastwood nessa área chegaram a aproximadamente 650 acres, equivalentes a cerca de 263 hectares.

Décadas depois, as terras acabariam submetidas a uma proteção permanente destinada a impedir que a paisagem fosse simplesmente transformada por novos empreendimentos.

Ator começou a comprar terras ainda nos anos 1960

A ligação de Eastwood com Carmel antecede parte importante de sua trajetória como diretor.

Segundo a história apresentada pelo próprio empreendimento Teháma, o ator conheceu a região em 1951, quando estava no Exército e foi enviado para Fort Ord, instalação militar com vista para Monterey Bay.

O vínculo continuou depois que sua carreira cinematográfica decolou.

Em 1967, Eastwood adquiriu cinco parcelas que somavam aproximadamente 283 acres, ou cerca de 115 hectares, nas proximidades de Malpaso Creek.

Posteriormente, novas aquisições elevaram a extensão ligada a ele naquela área para aproximadamente 650 acres.

A ligação foi tão significativa que o nome Malpaso também acabaria associado à produtora cinematográfica criada por Eastwood.

Vista ilustrativa das extensas áreas naturais de Carmel, na Califórnia, região onde Clint Eastwood adquiriu propriedades e participou de iniciativas voltadas à conservação de terras e à preservação da paisagem.

Cerca de 263 hectares receberam proteção permanente

A história das terras de Malpaso ganhou um novo capítulo em 1995.

Naquele ano, o Condado de Monterey adquiriu de Eastwood as propriedades que somavam aproximadamente 650 acres, por cerca de US$ 3,08 milhões.

Mais importante do ponto de vista ambiental foi o destino estabelecido para a área.

Depois da aquisição, foi criada uma servidão permanente de conservação sobre a propriedade.

Na prática, esse tipo de instrumento estabelece restrições ao desenvolvimento do território para manter características ambientais e paisagísticas da área ao longo do tempo.

Assim, uma extensa faixa de terras associada durante décadas ao ator passou a contar com proteção destinada à conservação.

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Outra propriedade entrou em projeto de restauração ambiental

A atuação de Eastwood na região não terminou com Malpaso.

Ainda em 1995, ele adquiriu o Odello Ranch, próximo à foz do Rio Carmel, uma área historicamente utilizada para atividades agrícolas.

Parte dessas terras acabaria posteriormente integrada a uma iniciativa ambiental muito maior.

Em 2016, Clint e Margaret Eastwood doaram 79 acres — aproximadamente 32 hectares — em Odello East ao Big Sur Land Trust.

A organização informou que a área seria importante para o Carmel River Floodplain Restoration and Environmental Enhancement Project, conhecido como Carmel River FREE.

O projeto combina restauração ambiental com medidas destinadas a reduzir riscos provocados por enchentes.

Terras ajudam a recuperar habitats de animais

O plano ambiental para a região do Rio Carmel prevê a recuperação de aproximadamente 100 acres de habitats, formando um mosaico de áreas naturais.

Entre os ambientes previstos estão zonas com salgueiros, álamos, campos, áreas úmidas e vegetação associada ao rio.

A restauração também busca favorecer diferentes espécies da fauna.

Segundo o Big Sur Land Trust, os habitats recuperados deverão beneficiar trutas steelhead, aves e outros animais silvestres.

Além da recuperação ecológica, o projeto foi concebido para melhorar o comportamento das águas durante períodos de cheia, permitindo que parte da planície volte a cumprir sua função natural.

Teháma levou a ideia de preservação para uma área superior a 2 mil acres

Outro capítulo da relação de Eastwood com as terras de Carmel aparece em Teháma, comunidade residencial concebida sob uma lógica diferente dos grandes loteamentos convencionais.

O empreendimento ocupa mais de 2 mil acres, equivalentes a mais de 800 hectares, mas possui apenas 90 terrenos residenciais.

A proposta é concentrar as construções em uma parcela limitada do território, preservando grande parte da paisagem existente.

O próprio Teháma apresenta o projeto como resultado da visão de Eastwood sobre conservação, sustentabilidade e legado.

Isso significa que, apesar da presença de residências e infraestrutura, extensas parcelas permanecem abertas e integradas à paisagem natural da região.

Preservação também alcançou propriedade histórica de Carmel

Eastwood também participou da preservação de outro local conhecido da região: o Mission Ranch.

A propriedade histórica, com cerca de 150 anos, esteve ameaçada por um projeto que poderia transformá-la em condomínios durante a década de 1980.

Eastwood adquiriu o local e decidiu preservar suas características.

A propriedade continuou associada à paisagem tradicional de Carmel, em vez de ser substituída pelo empreendimento imobiliário anteriormente planejado.

O caso reforçou uma característica que apareceria novamente em outras propriedades ligadas ao ator: a tentativa de conciliar posse privada, atividade econômica e preservação da paisagem.

Relação com Carmel atravessou décadas

A ligação de Clint Eastwood com Carmel não ficou limitada às propriedades.

Entre 1986 e 1988, o ator chegou a exercer o cargo de prefeito de Carmel-by-the-Sea.

Ao mesmo tempo, continuou envolvido com terras e projetos da região.

De Malpaso Creek ao Mission Ranch, passando por Odello East e Teháma, diferentes propriedades tiveram destinos distintos, mas compartilham um elemento recorrente: a preocupação em limitar a ocupação ou destinar parcelas do território à conservação.

No caso dos 650 acres de Malpaso, a proteção tornou-se permanente depois da aquisição pelo Condado de Monterey.

Em Odello East, 79 acres foram doados para um projeto de recuperação da planície de inundação e dos habitats do Rio Carmel.

Já Teháma foi desenvolvido mantendo baixa densidade residencial dentro de uma propriedade superior a 2 mil acres.

Décadas depois das primeiras compras de terra feitas pelo ator, parte dessa paisagem permanece protegida em uma das regiões mais valorizadas da costa californiana.

Você imaginava que Clint Eastwood mantinha uma relação tão antiga com a preservação de terras na Califórnia e que propriedades ligadas ao ator acabariam destinadas a projetos permanentes de conservação ambiental?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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