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Com 26 metros de comprimento, 80 toneladas e alcance de mais de 12 mil km sem tripulação, mega drone submarino da Boeing surge como gigante invisível capaz de cruzar oceanos sozinho em missões da Marinha dos EUA

Com 26 metros de comprimento, 80 toneladas e alcance de mais de 12 mil km sem tripulação, mega drone submarino da Boeing surge como gigante invisível capaz de cruzar oceanos sozinho em missões da Marinha dos EUA

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Com 26 metros de comprimento, 80 toneladas e alcance de mais de 12 mil km sem tripulação, mega drone submarino da Boeing surge como gigante invisível capaz de cruzar oceanos sozinho em missões da Marinha dos EUA

Escrito por Ana Alice

Publicado em 23/08/2026 às 23:56

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Orca da Boeing, drone submarino da Marinha dos EUA, tem alcance de 12 mil km e já navegou mais de 1.000 milhas náuticas no Pacífico.

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O Orca combina dimensões de submarino, navegação autônoma, grande alcance e módulos de missão em um projeto da Boeing que amplia o uso de veículos não tripulados nas operações submarinas da Marinha dos Estados Unidos.

Ele tem praticamente o comprimento de uma piscina semiolímpica, pode receber uma seção modular de carga com cerca de 10 metros e foi projetado para atravessar enormes distâncias sem levar um único marinheiro a bordo.

Em julho de 2026, o Orca XLUUV, veículo submarino autônomo desenvolvido pela Boeing para a Marinha dos Estados Unidos, completou pela primeira vez uma navegação superior a 1.000 milhas náuticas pelo Pacífico.

São mais de 1.850 quilômetros percorridos em uma única missão de longa distância, segundo informação divulgada em 13 de agosto pelo Comando da Força de Submarinos da Frota do Pacífico dos EUA.

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O feito ainda representa apenas uma fração do alcance projetado para o sistema.

A Boeing informa que a plataforma pode chegar a 6.500 milhas náuticas, equivalentes a aproximadamente 12.038 quilômetros, graças à combinação de baterias com geração de energia a diesel.

A configuração completa pode alcançar cerca de 26 metros de comprimento, enquanto o corpo principal sem a grande seção modular mede aproximadamente 15,5 metros.

O resultado é uma máquina submarina concebida para permanecer em missões prolongadas e carregar diferentes equipamentos sem expor uma tripulação humana aos riscos das operações submersas.

Orca percorreu mais de 1.000 milhas náuticas no Pacífico

A Marinha norte-americana não revelou a rota exata cumprida pelo Orca nem informou quanto tempo o percurso levou.

O que foi tornado público é que o veículo realizou em julho de 2026 o primeiro trânsito superior a 1.000 milhas náuticas da história do programa, em águas do Pacífico.

A distância é particularmente relevante para um sistema que pretende operar sem depender constantemente de um navio-mãe navegando ao seu lado.

Veículos submarinos não tripulados menores normalmente são empregados a partir de outras embarcações e trabalham dentro de uma área operacional mais limitada.

O Orca foi concebido para uma lógica diferente: sair para missões de longa duração, navegar por grandes distâncias e utilizar sua autonomia para permanecer no ambiente submarino.

A Boeing descreve o sistema como capaz de realizar missões durante períodos prolongados com intervenção humana reduzida.

Ainda assim, a Marinha não detalhou publicamente se o trajeto de julho foi realizado sem qualquer intervenção externa durante todas as etapas, nem revelou quais equipamentos estavam instalados no veículo naquele teste.

Orca XLUUV é preparado para novos testes no mar; a plataforma foi projetada para missões autônomas de longa duração. Crédito: Boeing.

Orca pode chegar a quase 26 metros de comprimento

O comprimento do Orca pode causar alguma confusão porque existem diferentes configurações da plataforma.

A Boeing informa atualmente cerca de 15,5 metros para o veículo principal.

Documentos da Marinha norte-americana, por outro lado, descrevem o XLUUV totalmente montado com aproximadamente 85 pés, ou quase 26 metros.

A diferença está principalmente na seção modular destinada às cargas de missão.

Com essa estrutura instalada, o conjunto completo se aproxima dos 25,9 metros de comprimento, pesa aproximadamente 80 toneladas e ganha um grande compartimento que pode ser adaptado para diferentes tarefas.

Esse módulo é uma das características fundamentais do projeto porque permite alterar o conteúdo transportado sem desenvolver um submarino completamente novo para cada função.

O conceito transforma o Orca em algo parecido com uma plataforma submarina reutilizável: o veículo permanece praticamente o mesmo, enquanto sensores e outros sistemas podem variar conforme o objetivo determinado pela Marinha.

Alcance do drone submarino passa de 12 mil quilômetros

A distância máxima divulgada pela Boeing é ainda mais impressionante do que o percurso realizado no Pacífico.

Segundo a fabricante, o alcance pode chegar a 6.500 milhas náuticas, aproximadamente 12.038 quilômetros.

Uma autonomia dessa ordem permite imaginar deslocamentos entre áreas operacionais separadas por milhares de quilômetros sem a necessidade de manter marinheiros dentro do casco.

Isso não significa que o Orca permaneça obrigatoriamente submerso durante todos esses 12 mil quilômetros.

Seu sistema é híbrido e utiliza baterias combinadas a geradores marítimos a diesel, o que exige uma estratégia energética diferente daquela empregada por submarinos nucleares.

Também não existe informação pública que permita afirmar que todas as missões serão realizadas no alcance máximo.

Os 12 mil quilômetros representam a capacidade de alcance divulgada para a plataforma, enquanto fatores como carga transportada, perfil da missão, velocidade, condições do mar e consumo de energia podem influenciar uma operação real.

Projeto do Orca nasceu da experiência da Boeing com o Echo Voyager

O Orca não surgiu de uma folha em branco.

A Boeing acumulava experiência com veículos submarinos autônomos havia décadas e utilizou conhecimentos desenvolvidos no Echo Voyager, demonstrador criado para provar a possibilidade de realizar missões submarinas prolongadas sem tripulação.

A Marinha dos Estados Unidos iniciou formalmente o desenvolvimento do XLUUV em 2017.

Em fevereiro de 2019, o Departamento de Defesa anunciou uma modificação contratual de US$ 43 milhões para a fabricação, testes e entrega de quatro veículos Orca, além dos elementos de apoio.

Pouco depois, uma nova modificação acrescentou outra unidade.

O valor total concedido naquele conjunto contratual chegou a US$ 274,4 milhões para cinco XLUUVs e estruturas relacionadas de suporte, segundo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Posteriormente, a Marinha acrescentou o XLE0, um ativo específico para testes e redução de riscos.

Dessa forma, o programa passou a trabalhar com um veículo de testes e cinco exemplares XLUUV previstos, configuração também mencionada em documentos orçamentários da própria Marinha.

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Primeira unidade de testes foi entregue à Marinha em 2023

O programa não avançou no ritmo inicialmente previsto.

Problemas de fabricação, fornecedores e desenvolvimento de baterias provocaram atrasos de anos no cronograma original.

Em dezembro de 2023, a Marinha finalmente aceitou da Boeing o XLE0, primeiro sistema de testes Orca entregue oficialmente.

A unidade já havia iniciado testes na água naquele ano e passou a ser usada para validar tecnologias antes da chegada dos veículos subsequentes.

A própria Marinha classificou o Orca como seu primeiro submarino não tripulado diesel-elétrico desse porte.

Em 2026, o programa continuou avançando.

O segundo veículo Orca de tamanho integral identificado publicamente como XLE2 foi apresentado em março, ampliando a frota utilizada no desenvolvimento da tecnologia.

O trajeto superior a 1.000 milhas náuticas realizado alguns meses depois passou a representar uma demonstração concreta de uma das características mais importantes da plataforma: conseguir viajar muito além das proximidades da base.

O Secretário-Assistente da Marinha (Navios) batiza o sistema de teste do Veículo Submarino Não Tripulado de Porte Extra Grande (XLUUV) Orca durante uma cerimônia – Imagem: Boeing

Compartimento modular pode mudar a missão do Orca

Um dos maiores volumes do Orca não é ocupado por tripulação, alojamentos ou sistemas de suporte à vida.

A plataforma pode receber um módulo de missão com aproximadamente 10 metros de comprimento, concebido para acomodar diferentes equipamentos.

A capacidade exata pode variar conforme a configuração, mas informações públicas sobre o projeto apontam possibilidade de transportar várias toneladas de carga útil.

Documentos oficiais descrevem o Orca como uma arquitetura aberta e reconfigurável, com interfaces destinadas a incorporar novos sistemas conforme a tecnologia evolui.

A Marinha identificou inicialmente guerra de minas como uma das principais aplicações do XLUUV.

Outras possibilidades estudadas para grandes veículos submarinos autônomos incluem sensores, comunicações, vigilância, reconhecimento e operações relacionadas ao fundo do mar.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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