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Com quase 8 metros de comprimento, 158,8 kg e um corpo tão gigantesco que cerca de 15 pessoas são necessárias para sustentá-lo, Medusa entrou para o Guinness e virou uma lenda viva como a cobra mais longa já registrada em cativeiro

Com quase 8 metros de comprimento, 158,8 kg e um corpo tão gigantesco que cerca de 15 pessoas são necessárias para sustentá-lo, Medusa entrou para o Guinness e virou uma lenda viva como a cobra mais longa já registrada em cativeiro

7 min de leitura

Com quase 8 metros de comprimento, 158,8 kg e um corpo tão gigantesco que cerca de 15 pessoas são necessárias para sustentá-lo, Medusa entrou para o Guinness e virou uma lenda viva como a cobra mais longa já registrada em cativeiro

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 28/08/2026 às 13:00

Atualizado em 28/08/2026 às 13:01

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Foto: divulgação Guinness World Records

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Medusa mede 7,67 metros, pesa 158,8 kg e precisou de cerca de 15 pessoas para ser medida, tornando-se a cobra mais longa já registrada em cativeiro.

Em 12 de outubro de 2011, uma píton-reticulada chamada Medusa foi submetida a uma medição oficial em Kansas City, no estado americano do Missouri. O resultado transformou o animal em um recordista mundial: 7,67 metros de comprimento e 158,8 kg, dimensões que levaram o Guinness World Records a reconhecê-la como a cobra mais longa já registrada em cativeiro. O recorde foi divulgado internacionalmente em 2012 e continua aparecendo na base atual da organização.

A escala do animal fica ainda mais impressionante quando comparada à média da própria espécie. Pítons-reticuladas normalmente ficam na faixa de 3 a 6 metros, embora exemplares excepcionais ultrapassem os 6 metros. Medusa passou muito além disso e, segundo o Guinness, foram necessárias cerca de 15 pessoas para sustentar seu enorme corpo durante a medição.

Medusa tem 7,67 metros de comprimento

O número central do recorde é 7,67 metros, equivalente a 25 pés e 2 polegadas. Para ter uma referência visual, é um comprimento superior ao de muitos micro-ônibus e equivalente a colocar aproximadamente quatro adultos altos deitados em sequência.

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Foto da serpente com a equipe que a capturou (Foto: Reprodução)

A medição oficial ocorreu em Kansas City e foi registrada em 12 de outubro de 2011. O Guinness identifica Medusa como uma píton-reticulada pertencente à Full Moon Productions, empresa responsável por atrações de entretenimento na cidade.

Não se trata, portanto, de uma estimativa baseada em fotografia, pele esticada ou relato histórico. O comprimento de Medusa foi efetivamente medido e incorporado ao banco de recordes da organização.

Quase 159 kg transformam a cobra em uma massa de músculos gigantesca

O comprimento não é o único dado extraordinário. Na época da avaliação, Medusa pesava 158,8 kg, ou cerca de 350 libras. Isso significa que a serpente tinha uma massa corporal superior à de dois adultos de 75 kg juntos.

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O peso também ajuda a explicar por que manipular uma cobra dessa escala é tão diferente de simplesmente lidar com um animal comprido.

Uma píton-reticulada possui um corpo extremamente musculoso, utilizado tanto para locomoção quanto para envolver e subjugar suas presas.

Somados, comprimento e massa tornam Medusa um animal difícil de imaginar apenas pelos números.

Cerca de 15 pessoas foram necessárias para sustentar seu corpo

Talvez nenhuma comparação demonstre melhor sua escala do que o processo utilizado para colocar o animal completamente estendido.

Segundo o Guinness, cerca de 15 pessoas foram necessárias para sustentar o corpo de Medusa durante a avaliação. O objetivo era manter a serpente em posição adequada para confirmar seu comprimento extraordinário.

A fotografia da operação mostra várias pessoas distribuídas ao longo do animal, cada uma segurando uma parte diferente.

Isso acontece porque uma cobra com quase oito metros não pode ser simplesmente levantada por uma pessoa em cada extremidade. Seu peso precisa ser distribuído ao longo de praticamente todo o corpo.

Medusa pertence à espécie considerada a mais longa entre as cobras atuais

O tamanho de Medusa não surgiu em uma espécie qualquer. A píton-reticulada, Malayopython reticulatus, é reconhecida pelo Guinness como a espécie de cobra que alcança os maiores comprimentos entre as serpentes atuais. Ela ocorre naturalmente em regiões do Sudeste Asiático e em diversas ilhas da região indo-pacífica.

Foto: divulgação Guinness World Records

O nome “reticulada” está relacionado ao padrão complexo de sua pele, formado por desenhos que lembram uma rede.

Além de camuflagem, a espécie possui outra característica fundamental para entender seu sucesso: um corpo extremamente comprido e musculoso.

As fêmeas são justamente os indivíduos que costumam alcançar as maiores dimensões.

Uma píton comum da espécie pode ter vários metros, mas Medusa foi muito além

O Guinness informa que pítons-reticuladas geralmente medem aproximadamente 3 a 6 metros. Mesmo um exemplar de 5 metros já seria uma serpente gigantesca para os padrões humanos. Medusa acrescenta mais de dois metros a essa dimensão e chega aos 7,67 metros certificados.

Exemplares acima de 6 metros existem, mas são muito menos frequentes.

É justamente a combinação entre uma espécie naturalmente longa e um indivíduo excepcional que tornou possível um animal dessas proporções.

Coelhos, porcos e até cervos fizeram parte de sua alimentação

Alimentar um animal dessa escala também exige uma rotina muito diferente daquela necessária para uma cobra doméstica pequena.

Na época em que o Guinness publicou o recorde, a dieta de Medusa incluía coelhos, porcos e cervos, oferecidos em intervalos definidos pelos responsáveis pelo manejo. A organização chegou a registrar que ela era capaz de consumir um cervo de aproximadamente 18 kg em uma única refeição.

Grandes pítons não precisam necessariamente comer todos os dias.

Depois de engolir uma presa volumosa, o processo digestivo pode sustentar o animal por períodos prolongados.

O tamanho da refeição de Medusa, entretanto, ajuda a visualizar a quantidade de energia necessária para manter quase 159 kg de serpente.

Pítons-reticuladas não usam veneno para matar

Apesar da aparência intimidadora, Medusa não pertence a um grupo de serpentes venenosas. Pítons são constritoras. Elas utilizam dentes para prender a presa e, em seguida, envolvem o animal com o corpo musculoso.

Foto: divulgação Guinness World Records

A pressão exercida pelos anéis impede o funcionamento normal do sistema circulatório e respiratório da presa. Depois disso, a píton engole o alimento inteiro.

Esse mecanismo explica por que o comprimento sozinho não conta toda a história.

Os quase oito metros de Medusa representam também uma enorme extensão de musculatura capaz de gerar força ao redor de um objeto.

A cabeça parece pequena diante do corpo, mas a boca consegue se expandir enormemente

Grandes serpentes possuem outra adaptação que costuma causar surpresa. Elas conseguem aumentar de forma extraordinária a abertura da boca e deslocar estruturas cranianas para engolir presas muito mais largas que a própria cabeça.

Isso não acontece porque a mandíbula simplesmente “desencaixa”, como se costuma afirmar popularmente. A anatomia das serpentes permite grande mobilidade entre diferentes estruturas e ligamentos.

Em uma píton-reticulada gigante, essa flexibilidade permite ingerir mamíferos de grande porte.

O Guinness registra que a dieta natural da espécie pode incluir animais como macacos, porcos selvagens e cervos.

Medusa também é uma nadadora

Outro detalhe menos óbvio é que pítons-reticuladas são boas nadadoras. Na natureza, a espécie aparece frequentemente próxima a rios, áreas alagadas e outros ambientes com água.

O Guinness registra inclusive sua capacidade de atravessar trechos marítimos, característica que ajudou essas serpentes a ocupar diferentes ilhas do Sudeste Asiático.

Medusa também demonstrava interesse pela água. Relatos publicados pelo Guinness mencionam que ela gostava de nadar e chegava a sair ocasionalmente acompanhada pelos responsáveis.

É uma imagem curiosa para um animal que se tornou famoso dentro de uma atração de terror.

Antes de Medusa, outra píton gigante chamada Fluffy dominava o recorde

Medusa não foi a primeira píton-reticulada a conquistar o título. Antes dela, o recorde pertencia a Fluffy, uma enorme píton mantida no Columbus Zoo and Aquarium, em Ohio.

Fluffy havia sido medida em 2009 com aproximadamente 7,3 metros, ou 24 pés. Ela morreu em outubro de 2010, aos 18 anos, segundo o Guinness.

Pouco depois, Medusa superaria a marca. A diferença entre as duas mostra como apenas alguns centímetros já podem separar exemplares que estão no limite superior de tamanho de uma espécie gigantesca.

Uma cobra selvagem encontrada em 2025 chegou perto do tamanho de Medusa

O recorde de Medusa voltou a ganhar relevância recentemente. Em dezembro de 2025, uma gigantesca píton-reticulada foi encontrada em Sulawesi, na Indonésia. Em janeiro de 2026, especialistas mediram o animal, chamado Ibu Baron, em 7,22 metros, com 96,5 kg.

O caso foi importante porque se tratava de um exemplar selvagem com medição documentada. Mesmo assim, a medida confirmada continuou abaixo dos 7,67 metros de Medusa.

O próprio Guinness utilizou a comparação para lembrar que sua recordista em cativeiro permanece um dos maiores exemplos modernos já documentados da espécie.

Um corpo de 7,67 metros transformou Medusa em referência mundial

A marca estabelecida em 2011 permanece extraordinária mesmo depois de mais de uma década. São 7,67 metros de comprimento, praticamente oito metros de serpente. São 158,8 kg de massa corporal, concentrados em um animal sem pernas que se movimenta usando uma gigantesca cadeia de músculos.

Na medição, cerca de 15 pessoas foram necessárias para sustentar todo o corpo. Na alimentação, um único cervo de aproximadamente 18 kg podia desaparecer inteiro dentro do animal.

A página atual do Guinness continua apresentando a marca de 7,67 metros como o recorde de cobra mais longa já mantida em cativeiro.

E, diante de uma serpente que exigiu um grupo inteiro de pessoas apenas para ser posicionada durante a medição, os números explicam por que o nome Medusa entrou para a história.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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