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Comprou a primeira moto aos 17 anos para trabalhar, virou entregador por aplicativo em Fortaleza, passou a estudar à tarde e rodar à noite de segunda a sábado, guardou os domingos para simulados e aos 25 anos entrou no curso de formação de investigador da Polícia Civil do Ceará

Comprou a primeira moto aos 17 anos para trabalhar, virou entregador por aplicativo em Fortaleza, passou a estudar à tarde e rodar à noite de segunda a sábado, guardou os domingos para simulados e aos 25 anos entrou no curso de formação de investigador da Polícia Civil do Ceará

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Comprou a primeira moto aos 17 anos para trabalhar, virou entregador por aplicativo em Fortaleza, passou a estudar à tarde e rodar à noite de segunda a sábado, guardou os domingos para simulados e aos 25 anos entrou no curso de formação de investigador da Polícia Civil do Ceará

Escrito por Jefferson Augusto

Publicado em 12/08/2026 às 19:06

Atualizado em 12/08/2026 às 19:07

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Leonardo Sousa Nunes saiu de Teresina, criou dois filhos pequenos durante a preparação e foi aprovado em três concursos antes de escolher a Polícia Civil.

A moto que Leonardo Sousa Nunes comprou aos 17 anos era ferramenta de trabalho, não hobby. Ela pagou conta, sustentou casa e, sem que ele soubesse na época, comprou o tempo que faltava para estudar.

Oito anos depois, aos 25, ele entrou no curso de formação de investigadores da Polícia Civil do Ceará, na Academia Estadual de Segurança Pública, segundo o jornal O Povo.

De Teresina para Fortaleza

Leonardo nasceu em Teresina, no Piauí, e mora em Fortaleza. Antes de virar entregador por aplicativo, foi jovem aprendiz, e em Teresina chegou a cursar tecnólogo em Segurança no Trânsito.

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A entrega por aplicativo entrou na vida dele como a maioria entra, ou seja, como a renda que aparece rápido quando não há outra. A diferença é o que ele fez com o horário que sobrava.

Mudar de estado para tentar a vida também é parte comum dessas trajetórias, como no caso de quem chegou a Brasília ainda adolescente, passou noites na rodoviária e terminou aprovado na OAB.

A rotina que ele montou

A divisão era simples e brutal. Estudava à tarde, trabalhava à noite, de segunda a sábado. O domingo ficava reservado para simulados, ainda conforme O Povo.

Não é uma agenda de quem tem tempo livre. É uma agenda de quem transformou o único bloco de horas disponível do dia em sala de aula, e aceitou perder o descanso do fim de semana para medir o próprio desempenho.

Ele fez isso enquanto criava dois filhos pequenos, João Miguel, de 3 anos, e Tobias Bernardo, de 1 ano e 10 meses, segundo o mesmo jornal.

Três aprovações e uma escolha

O resultado não veio em um concurso, veio em três. Leonardo foi aprovado em três seleções públicas, entre elas a da Polícia Civil e a da Polícia Militar do Ceará.

Quando explicou por que ficou com a Polícia Civil, ele citou “a hombridade que a Polícia Civil tem com a sociedade”, em declaração ao O Povo.

Por que esse caminho se repete tanto

Concurso público virou a rota mais previsível de mobilidade para quem começa em trabalho informal. O edital é público, o critério é a nota e não existe entrevista que dependa de indicação, o que remove boa parte das barreiras que o mercado privado impõe a quem não tem rede de contatos.

É a mesma engrenagem que aparece em um ex-pedreiro que voltou à escola pela EJA aos 24 anos e chegou à magistratura, com a mesma sequência de emprego operacional, estudo em horário residual e concurso como porta.

O que a preparação com jornada dupla exige

Quem estuda trabalhando não compete em igualdade de horas, então compete em consistência. A rotina que Leonardo descreve tem três elementos que se repetem em quase todo aprovado nessa condição: horário fixo, mesmo que curto, simulado semanal e aceitação de que o prazo será mais longo.

O simulado é a peça menos óbvia. Ele não serve para aprender conteúdo novo, serve para medir tempo de prova e identificar onde o erro se repete, que é exatamente o que falta a quem só assiste aula.

A trajetória lembra a de um ex-cortador de cana que pedalava do engenho até a cidade para estudar e trabalhou até as quatro da tarde para pagar a inscrição do vestibular.

O curso de formação é outra etapa

Passar na prova não coloca ninguém na rua com distintivo. O aprovado entra em curso de formação, que é etapa eliminatória, com carga de aula, treinamento prático e avaliação própria.

No caso da Polícia Civil do Ceará, essa formação acontece na Academia Estadual de Segurança Pública. Só depois dela vem a nomeação.

Onde estão as vagas parecidas

As polícias civis mantêm calendário próprio em quase todos os estados, com editais que se abrem em janelas curtas e exigem inscrição paga com antecedência. Quem depende de renda variável precisa acompanhar o calendário antes do edital sair, não depois.

O panorama de estados com seleção prevista aparece no levantamento de concursos da Polícia Civil com vagas e faixas salariais.

O que fica

A história tem um detalhe que costuma passar batido. A moto comprada aos 17 anos para trabalhar não foi obstáculo à formação, foi o que financiou a preparação inteira, inclusive o tempo.

Leonardo segue em Fortaleza, no curso de formação da Polícia Civil do Ceará.

Fonte

O Povo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Jefferson Augusto.

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