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Concessionária promete moto 0 km para quem ficar 10 minutos de cabeça para baixo pendurado no veículo, atrai mais de 20 participantes, ninguém consegue completar o desafio e vídeo ultrapassa 10 milhões de visualizações enquanto ação levanta dúvidas sobre segurança

Concessionária promete moto 0 km para quem ficar 10 minutos de cabeça para baixo pendurado no veículo, atrai mais de 20 participantes, ninguém consegue completar o desafio e vídeo ultrapassa 10 milhões de visualizações enquanto ação levanta dúvidas sobre segurança

7 min de leitura

Concessionária promete moto 0 km para quem ficar 10 minutos de cabeça para baixo pendurado no veículo, atrai mais de 20 participantes, ninguém consegue completar o desafio e vídeo ultrapassa 10 milhões de visualizações enquanto ação levanta dúvidas sobre segurança

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 26/08/2026 às 11:39

Atualizado em 26/08/2026 às 11:40

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Avelloz desafia clientes a ficar 10 minutos de cabeça para baixo por uma moto 0 km; ninguém vence, vídeo viraliza e segurança vira debate.

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A Avelloz, em Pedro II, no Piauí, prometeu uma moto 0 km a quem permanecesse dez minutos de cabeça para baixo preso ao veículo. Mais de 20 pessoas participaram, ninguém completou a prova, e um vídeo superou 10 milhões de visualizações enquanto especialistas apontaram riscos médicos e jurídicos na ação.

A concessionária Avelloz promoveu, durante a inauguração de uma nova loja em Pedro II, no Piauí, um desafio que prometia uma moto 0 km para quem conseguisse permanecer de cabeça para baixo, pendurado no veículo, durante 10 minutos. Mais de 20 pessoas foram ao local para tentar cumprir a prova, mas ninguém conseguiu chegar ao tempo estabelecido.

Segundo reportagem publicada pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios em 11 de junho de 2026, a ação rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais. O conteúdo publicado pela própria marca se aproximou de 1 milhão de visualizações, enquanto outra postagem sobre o desafio ultrapassou 10 milhões de visualizações no X.

Mais de 20 pessoas tentaram ganhar a moto 0 km

A promoção foi realizada durante a inauguração da nova unidade da Avelloz em Pedro II, município do Piauí.

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A regra central era permanecer por 10 minutos de cabeça para baixo, sustentado junto à moto preparada para o desafio.

Mais de 20 participantes aceitaram tentar a prova. Nenhum deles conseguiu atingir a marca necessária para levar o prêmio.

Desafio de 10 minutos foi considerado quase impossível por usuários

A dificuldade da prova virou rapidamente assunto entre internautas.

Missão quase impossível”, comentou um usuário na página oficial da concessionária.

Outra pessoa reagiu em uma postagem que superou 10 milhões de visualizações no X: “Não tem como fazer esse desafio nem se fosse 5 minutos”.

Vídeo atravessou fronteiras e foi compartilhado em outros países

A repercussão da ação não ficou restrita ao Brasil.

Contas no X de países como Argentina, Peru e Chile também compartilharam imagens do desafio em suas páginas.

A circulação internacional ampliou ainda mais a visibilidade da promoção realizada pela concessionária piauiense.

Internautas questionaram o que aconteceria em caso de queda

A exposição também trouxe críticas relacionadas à segurança.

Dezenas de usuários perguntaram nos comentários o que poderia acontecer se algum participante se desprendesse da moto e caísse durante a tentativa.

Outras pessoas quiseram saber se havia algum equipamento de proteção colocado sob a estrutura.

Moto estava presa por cintos, mas não havia proteção abaixo

No vídeo, a moto aparece presa por cintos a uma estrutura de ferro montada dentro da concessionária.

Apesar disso, não havia qualquer estrutura visível abaixo do veículo para amortecer uma eventual queda de um competidor.

O próprio CEO do grupo de concessionárias Avelloz, Abel Maycon, confirmou que a primeira edição não contou com suporte de proteção para os participantes.

CEO diz que testes foram feitos antes do início da ação

Abel Maycon afirmou que, apesar da ausência de uma estrutura de proteção abaixo da moto, foram realizados testes antes de a atividade começar.

Segundo o empresário, não houve acidentes nem imprevistos durante a promoção.

O alcance alcançado pela ação levou a empresa a decidir repetir o desafio em outra oportunidade.

Nova edição deverá ter colchões e termos de responsabilidade

A concessionária informou que pretende reforçar as condições de segurança antes de realizar novamente a prova.

Para a próxima edição, já estamos tomando todos os cuidados necessários. Entramos em contato com o departamento jurídico para que todos os participantes assinem termos de responsabilidade, vamos instalar colchões de proteção e reforçar ainda mais as medidas de segurança”, afirmou Maycon.

O empresário também disse que pretende contar com o apoio do SAMU, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, para eventuais imprevistos.

Avelloz diz que teve pouco tempo para preparar primeira edição

Abel Maycon contou que se inspirou em outras promoções semelhantes que havia visto na região.

O empresário afirmou, porém, que teve pouco tempo para estruturar o desafio realizado em Pedro II.

Para a próxima edição, a intenção é reduzir ainda mais a duração exigida, porque a empresa pretende efetivamente entregar um prêmio a algum participante.

Próxima promoção pode oferecer moto de cerca de R$ 45 mil

A Avelloz já estuda um formato diferente para uma nova edição.

Estamos planejando oferecer uma moto avaliada em cerca de R$ 45 mil, além de outras recompensas. A ideia é criar metas progressivas: quem atingir determinado tempo poderá ganhar um celular, enquanto outros tempos de permanência darão acesso a diferentes premiações”, afirmou Maycon.

A estratégia substituiria o modelo em que apenas quem completasse os 10 minutos receberia o prêmio principal.

Neurologista alerta para tontura, dor de cabeça e alterações visuais

A médica neurologista Izadora Zaiden explicou que o tempo que uma pessoa consegue permanecer de cabeça para baixo pode variar conforme idade, condições de saúde e características físicas.

Mesmo assim, a especialista afirma que essa posição não deve ser mantida por períodos prolongados sem supervisão adequada.

Segundo Zaiden, a postura pode provocar desconforto, tontura, dor de cabeça, alterações visuais e sensação de pressão na cabeça.

Posição invertida também pode afetar circulação e respiração

A neurologista explicou que, em algumas situações, podem ocorrer também alterações na circulação e na respiração.

No curto prazo, os sintomas podem incluir tontura, mal-estar, dificuldade respiratória e alterações na visão.

Em episódios mais prolongados ou extremos, há risco de complicações na circulação sanguínea e no funcionamento de diferentes órgãos, segundo a especialista.

Sintomas após desafio devem ser avaliados por médico

Izadora Zaiden recomenda procurar atendimento caso a pessoa apresente sintomas depois de permanecer de cabeça para baixo.

Dependendo dos sinais apresentados, pode ser necessária avaliação de profissionais como neurologistas, cardiologistas ou oftalmologistas.

A orientação reforça a necessidade de supervisão adequada em atividades físicas que envolvam esse tipo de posição.

Promoções com prêmio também criam obrigações para a empresa

A advogada e mestre em Direito Comercial Caroline Dinucci explicou que empresas que promovem ações com esforço físico precisam observar também obrigações jurídicas.

Segundo os artigos 30 e 48 do Código de Defesa do Consumidor, uma oferta integra o fornecedor a um contrato.

O Código Civil, a partir do artigo 854, também trata a promessa pública de recompensa como fonte autônoma de obrigação. Assim, quem cumprir a condição anunciada pode exigir o prêmio, inclusive judicialmente.

Distribuição de prêmios pode exigir autorização prévia

Dinucci explicou que promoções comerciais com distribuição gratuita de prêmios dependem de autorização prévia da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Há, porém, situações que podem ficar fora dessa exigência.

Competições baseadas exclusivamente em habilidade ou desempenho, sem elemento de sorte, podem ficar fora dessa exigência, mas essa avaliação precisa ser feita antes da divulgação da campanha”, afirmou.

Regulamento deve explicar tempo, participação e desclassificação

A advogada recomenda que a empresa apresente documentação clara, acessível e objetiva antes da realização da promoção.

O regulamento deve estabelecer critérios de participação, forma de medição do tempo, situações de desclassificação e demais regras da disputa.

Promoções sem regulamento costumam gerar litígios justamente porque qualquer ambiguidade tende a ser interpretada contra o fornecedor, que foi quem redigiu as regras”, explicou Dinucci.

Segurança exige avaliação dos participantes e primeiros socorros

Caroline Dinucci considera a segurança um dos pontos mais sensíveis quando a dinâmica exige esforço físico.

Segundo ela, a empresa deve prever avaliação mínima das condições dos participantes, restrições de idade, estrutura tecnicamente segura e uma equipe de primeiros socorros no local.

Essas medidas precisam ser planejadas especificamente de acordo com o tipo de atividade oferecida ao público.

Termo de responsabilidade não elimina risco de processo

A especialista também ressaltou que um documento assinado pelo participante não elimina automaticamente a responsabilidade da empresa em caso de acidente.

O termo de responsabilidade não impede um possível processo, mas pode ser importante para a defesa da empresa. O que efetivamente reduz o risco jurídico não é apenas a assinatura do participante, mas a adoção concreta de medidas de segurança e prevenção”, afirmou.

Mesmo com autorização e termo assinado, o consumidor ainda pode recorrer à Justiça caso sofra acidente ou ferimento.

Avelloz prepara nova edição com mais estrutura e duração menor

Depois de mais de 20 tentativas sem vencedor e da repercussão que levou um vídeo a ultrapassar 10 milhões de visualizações, a Avelloz informou que pretende repetir a ação.

A próxima versão deverá ter colchões de proteção, termos de responsabilidade, reforço das medidas de segurança, possível apoio do SAMU e duração reduzida, além de uma moto avaliada em cerca de R$ 45 mil e recompensas progressivas.

Para você, uma promoção que exige esforço físico desse tipo deve ser realizada apenas com estrutura médica e proteção específica para os participantes? Deixe sua opinião nos comentários.

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desafio da moto da Avelloz


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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