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Conhecida como “nova Einstein”, física começou a pilotar aos 9 anos, construiu o próprio avião antes dos 16, formou-se com a maior média do curso no MIT, concluiu o doutorado em Harvard, teve pesquisas citadas por Stephen Hawking e agora tenta unir as duas teorias que explicam o universo

Conhecida como “nova Einstein”, física começou a pilotar aos 9 anos, construiu o próprio avião antes dos 16, formou-se com a maior média do curso no MIT, concluiu o doutorado em Harvard, teve pesquisas citadas por Stephen Hawking e agora tenta unir as duas teorias que explicam o universo

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Conhecida como “nova Einstein”, física começou a pilotar aos 9 anos, construiu o próprio avião antes dos 16, formou-se com a maior média do curso no MIT, concluiu o doutorado em Harvard, teve pesquisas citadas por Stephen Hawking e agora tenta unir as duas teorias que explicam o universo

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 10/08/2026 às 18:15

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Conhecida como “nova Einstein”, Sabrina Pasterski construiu e pilotou o próprio avião antes dos 16 anos, antes de seguir carreira na física teórica.

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Sabrina Gonzalez Pasterski começou a pilotar aos 9 anos, montou uma aeronave monomotor ainda adolescente e atualmente lidera pesquisas sobre holografia celestial no Canadá, em busca de respostas para um problema que nem Albert Einstein conseguiu resolver

Sabrina Gonzalez Pasterski construiu e pilotou o próprio avião antes dos 16 anos, passou pelo MIT e por Harvard e teve pesquisas citadas em trabalhos associados a Stephen Hawking.

Atualmente, a física norte-americana lidera uma equipe dedicada a compreender algumas das leis mais profundas do universo.

A trajetória acadêmica e o trabalho com gravidade, partículas e espaço-tempo renderam à pesquisadora o apelido de “nova Einstein”.

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Apesar de rejeitar a comparação, Sabrina investiga justamente um dos problemas que desafiaram o físico alemão: aproximar a relatividade geral da mecânica quântica.

Apelido de “nova Einstein” ganhou projeção internacional

Sabrina começou a ser chamada de “nova Einstein” depois que seus primeiros trabalhos científicos alcançaram repercussão internacional.

A comparação ganhou força por causa da área escolhida pela pesquisadora. Assim como Einstein, ela tenta compreender as leis fundamentais que organizam o espaço, o tempo, a matéria e a gravidade.

Sua trajetória precoce também ajudou a alimentar o apelido. Antes dos 30 anos, Sabrina já havia passado por algumas das instituições acadêmicas mais reconhecidas do mundo.

O título, entretanto, nunca foi adotado pela cientista.

Em entrevista ao Instituto Perimeter de Física Teórica, Sabrina afirmou que a comparação criou uma pressão difícil de administrar.

A pesquisadora considera o apelido exagerado e entende que ele surgiu principalmente de títulos chamativos publicados pela imprensa.

A repercussão também fez com que Sabrina aumentasse sua dedicação aos estudos. Ela queria demonstrar que seu trabalho científico não dependia daquela associação.

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Interesse pelo céu começou durante a infância

Nascida em Chicago, nos Estados Unidos, em 1993, Sabrina cresceu interessada por aviação e exploração espacial.

Ainda criança, a fã de Harry Potter pediu uma vassoura voadora como presente de Natal.

Naquela idade, ela não sabia exatamente onde terminava a fantasia e começavam as possibilidades oferecidas pela ciência.

A família respondeu ao desejo incentivando a menina a aprender a pilotar.

Sabrina começou a ter aulas de voo aos 9 anos. Pouco tempo depois, decidiu que não seria suficiente apenas entrar em uma aeronave construída por outras pessoas.

Avião monomotor começou a ser montado aos 12 anos

Aos 12 anos, Sabrina iniciou a montagem de um avião monomotor a partir de um kit.

O projeto exigiu centenas de horas de trabalho, instalação de componentes e conhecimentos técnicos sobre o funcionamento de uma aeronave.

Sabrina também realizou modificações para ampliar a segurança da estrutura. Cada etapa precisava ser compreendida antes que o avião pudesse deixar o solo.

Segundo o Instituto Perimeter, ela terminou a aeronave aos 14 anos. Antes de completar 16, já havia construído e pilotado o próprio avião.

A experiência transformou o interesse infantil pelo céu em um projeto concreto de engenharia.

Sabrina Pasterski deixa o cockpit do avião monomotor que começou a montar aos 12 anos e concluiu ainda durante a adolescência.

Construção da aeronave ajudou na entrada no MIT

Enquanto montava o avião, Sabrina gravava vídeos explicando conceitos da física.

Os conteúdos abordavam as leis formuladas por Isaac Newton, Albert Einstein e outros cientistas que mudaram a compreensão do universo.

O projeto funcionava como uma feira de ciências em escala real.

Além de encaixar peças e testar sistemas, Sabrina precisava entender as forças que mantêm uma aeronave no ar.

A experiência também contribuiu para sua entrada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT.

Inicialmente colocada na lista de espera, Sabrina conseguiu ingressar na instituição e direcionou sua formação acadêmica para a física.

Sabrina Pasterski posa ao lado da aeronave construída ainda na adolescência, projeto que demonstrou seus conhecimentos técnicos e contribuiu para sua entrada no MIT.

Graduação foi concluída com a maior média do curso

Em 2013, Sabrina concluiu a graduação no MIT com a maior média do curso de Física.

O desempenho lhe garantiu o Prêmio Joel Matthew Orloff, concedido pelo Departamento de Física da instituição.

A conquista reforçou sua imagem de jovem prodígio e ajudou a espalhar a comparação com Albert Einstein.

A formação também abriu caminho para que Sabrina deixasse os projetos ligados exclusivamente à aviação e avançasse para questões mais fundamentais sobre a natureza.

Sabrina Pasterski escreve equações em um quadro após construir uma trajetória acadêmica marcada pela maior média do curso de Física do MIT.

Experiências incluíram NASA, Boeing e Blue Origin

O envolvimento com a aviação levou Sabrina a instituições importantes do setor aeroespacial.

Ainda jovem, ela realizou um estágio na Blue Origin, empresa espacial fundada por Jeff Bezos.

Posteriormente, passou pelo Centro Espacial Kennedy, da NASA, e pelo setor de projetos avançados da Boeing.

Sabrina também participou de pesquisas relacionadas ao experimento CMS, instalado no Grande Colisor de Hádrons, o LHC.

As oportunidades poderiam ter levado a pesquisadora para uma carreira voltada à engenharia aeroespacial.

Ela, porém, decidiu procurar respostas para questões ainda mais profundas.

Seu interesse deixou de estar concentrado apenas na construção das aeronaves do futuro. Sabrina queria compreender as regras que organizam o próprio universo.

Doutorado em Harvard ampliou atuação na física teórica

Depois de concluir a graduação no MIT, Sabrina iniciou o doutorado na Universidade Harvard.

Ela desenvolveu os estudos sob orientação do físico Andrew Strominger, conhecido por suas pesquisas sobre gravidade quântica e teoria das cordas.

Durante esse período, Sabrina participou de trabalhos sobre simetrias, ondas gravitacionais e efeitos permanentes provocados no espaço-tempo.

Uma dessas pesquisas abordou o chamado efeito de memória de spin.

O fenômeno está relacionado às marcas que as ondas gravitacionais podem deixar depois de atravessarem determinada região do universo.

Trabalhos foram citados em pesquisas de Stephen Hawking

Pesquisas desenvolvidas por Sabrina e seus colaboradores foram citadas em trabalhos associados ao físico britânico Stephen Hawking.

A referência ampliou a projeção internacional da jovem cientista e fortaleceu sua presença na física teórica de altas energias.

Em 2019, Sabrina concluiu o doutorado com a tese Implications of Superrotations.

A formação em Harvard marcou a passagem da jovem conhecida por construir um avião para a pesquisadora dedicada a alguns dos maiores problemas ainda não resolvidos pela ciência.

Relatividade e física quântica ainda não se encaixam

A comparação com Einstein também está relacionada ao problema científico estudado por Sabrina.

A física moderna possui duas teorias extremamente bem-sucedidas, mas que ainda não funcionam juntas em determinadas situações.

A relatividade geral, desenvolvida por Albert Einstein, explica a gravidade e descreve o espaço-tempo em grandes escalas.

Essa teoria permite compreender o movimento de planetas, estrelas e galáxias, além do comportamento de fenômenos como os buracos negros.

A mecânica quântica, por outro lado, descreve partículas e fenômenos microscópicos.

Seus princípios estão presentes em tecnologias como computadores, celulares, sensores e equipamentos médicos.

As duas teorias oferecem resultados extremamente precisos dentro de seus respectivos campos. O problema aparece quando ambas precisam ser aplicadas simultaneamente.

Buracos negros expõem o limite das teorias atuais

No interior de um buraco negro, gravidade e fenômenos quânticos atuam ao mesmo tempo.

Uma condição semelhante teria ocorrido durante os primeiros instantes do universo, quando toda a matéria e a energia estavam concentradas em um ambiente extremo.

As estruturas matemáticas disponíveis ainda não fornecem uma descrição completa dessas situações.

Einstein passou parte da vida procurando uma teoria capaz de unificar as forças da natureza. A tentativa não foi concluída.

Sabrina trabalha em uma nova frente dessa busca, apoiada por avanços científicos acumulados durante décadas.

Holografia celestial oferece uma nova abordagem

O trabalho atual de Sabrina está concentrado na holografia celestial.

Essa área tenta descrever fenômenos de um espaço-tempo com quatro dimensões por meio de uma teoria matemática posicionada em uma fronteira com duas dimensões.

O princípio pode ser comparado ao funcionamento de um holograma.

A imagem parece tridimensional, embora as informações necessárias para produzi-la possam estar registradas em uma superfície plana.

Isso não significa que o universo ou os seres humanos sejam literalmente hologramas.

A proposta funciona como uma ferramenta matemática para representar a mesma realidade utilizando outra linguagem.

Essa nova descrição pode tornar determinados cálculos mais acessíveis.

Dessa forma, os físicos tentam investigar problemas difíceis de resolver diretamente no espaço-tempo convencional.

A Universidade Harvard descreve a holografia celestial como uma abordagem que conecta gravidade quântica, amplitudes de espalhamento e novas simetrias.

Iniciativa foi criada no Canadá

Sabrina ingressou no Instituto Perimeter, localizado em Waterloo, no Canadá, em 2021.

No centro de pesquisas, ela fundou a Iniciativa de Holografia Celestial.

O grupo reúne especialistas em física matemática, campos quânticos, amplitudes e gravidade quântica.

A equipe investiga se os fenômenos do universo podem ser descritos matematicamente por informações codificadas em uma esfera celeste.

Segundo o perfil oficial da pesquisadora, Sabrina também ocupa o cargo de vice-diretora da Simons Collaboration on Celestial Holography.

A iniciativa ainda não encontrou uma teoria definitiva capaz de explicar o universo.

O projeto oferece, porém, um novo caminho para investigar perguntas que desafiam sucessivas gerações de físicos.

Busca foi definida como o “código-fonte do universo”

O apelido de “nova Einstein” acompanha Sabrina porque suas pesquisas abordam questões semelhantes às enfrentadas pelo criador da teoria da relatividade.

A comparação não significa que ela tenha substituído Einstein ou realizado uma descoberta científica equivalente.

Também não existe uma avaliação acadêmica oficial responsável por conceder esse tipo de título.

A expressão resume uma trajetória marcada pela precocidade, pela passagem por instituições reconhecidas e pela tentativa de solucionar um dos maiores problemas da física.

Em reportagem publicada pelo Departamento de Física do MIT, Sabrina definiu sua busca como uma tentativa de encontrar o “código-fonte do universo”.

A menina que pediu uma vassoura voadora passou a construir aviões e, posteriormente, a formular equações sobre a estrutura do espaço-tempo.

Hoje, mesmo rejeitando o título de “nova Einstein”, Sabrina trabalha na mesma fronteira científica que transformou Albert Einstein em um dos físicos mais conhecidos da história.

Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa trajetória: Sabrina ter construído o próprio avião antes dos 16 anos ou agora tentar unir as duas grandes teorias que explicam o universo? Deixe seu comentário.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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