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Correios acumulam prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, veem despesas financeiras saltarem 179% para R$ 1,6 bilhão e podem terminar o ano com dívida maior enquanto plano de recuperação fecha apenas 256 das mil agências previstas

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, veem despesas financeiras saltarem 179% para R$ 1,6 bilhão e podem terminar o ano com dívida maior enquanto plano de recuperação fecha apenas 256 das mil agências previstas

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Correios acumulam prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, veem despesas financeiras saltarem 179% para R$ 1,6 bilhão e podem terminar o ano com dívida maior enquanto plano de recuperação fecha apenas 256 das mil agências previstas

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 19/08/2026 às 16:17

Atualizado em 19/08/2026 às 16:20

Economia

Canal

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,4 bilhões em 2026, veem despesas financeiras subirem 179% e executam apenas parte do plano de recuperação.

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Os Correios acumulam prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, enquanto despesas financeiras avançam 179% e chegam a R$ 1,6 bilhão. O plano de recuperação também enfrenta dificuldades: apenas 256 das mil agências previstas foram fechadas, e a dívida ainda pode crescer até o fim do ano.

Os Correios registraram prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados do balancete da estatal que ainda estavam em processo de consolidação. No segundo trimestre, a perda chegou a R$ 2,2 bilhões, resultado inferior aos registrados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Segundo reportagem publicada pela Crusoé em 19 de agosto de 2026, com base em dados divulgados pelo g1 e em comunicado oficial da estatal, as demonstrações refletem desafios na saúde financeira dos Correios. Os números contábeis ainda precisavam passar pela aprovação das instâncias competentes da empresa antes da divulgação definitiva.

Prejuízo do segundo trimestre ficou em R$ 2,2 bilhões

O resultado negativo de R$ 2,2 bilhões entre abril e junho representou uma leve recuperação em relação aos períodos imediatamente anteriores. O prejuízo, porém, manteve a empresa no vermelho e contribuiu para levar a perda acumulada do semestre a R$ 5,4 bilhões.

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Os Correios afirmaram que as demonstrações financeiras ainda estavam em consolidação. Por isso, os dados divulgados naquele momento não correspondiam ainda às demonstrações contábeis definitivamente aprovadas.

Receita praticamente parou em R$ 8,16 bilhões

A receita dos Correios apresentou pouca variação na comparação anual. O faturamento ficou em R$ 8,16 bilhões no primeiro semestre de 2026, contra R$ 8,18 bilhões no mesmo período de 2025.

A diferença corresponde a uma queda de R$ 28,2 milhões. Mesmo com a estabilidade da receita, os gastos permaneceram muito acima do que a empresa arrecadou durante o período.

Gastos caíram R$ 1,1 bilhão, mas ainda chegaram a R$ 12,4 bilhões

As despesas totais recuaram de R$ 13,5 bilhões em 2025 para R$ 12,4 bilhões em 2026, redução de R$ 1,1 bilhão na comparação entre os primeiros semestres.

Os gastos também ficaram abaixo das projeções iniciais, que apontavam desembolsos de R$ 14,8 bilhões. O resultado efetivamente registrado foi R$ 1,2 bilhão melhor do que o projetado.

Rede de atendimento em áreas remotas mantém custos estruturais

Os Correios continuam pressionados por despesas associadas à própria estrutura de funcionamento da estatal. Entre elas está a manutenção da rede necessária para cumprir a obrigação legal de universalização dos serviços postais, inclusive em localidades remotas.

A redução de R$ 1,1 bilhão nas despesas, portanto, não foi suficiente para eliminar o desequilíbrio entre receitas e gastos. O primeiro semestre terminou com prejuízo bilionário apesar do corte em relação ao ano anterior.

Receita da Logística mais que dobrou e chegou a R$ 423 milhões

A divisão de Logística apresentou um movimento diferente do resultado geral da empresa. A receita do segmento passou de R$ 205 milhões em 2025 para R$ 423 milhões em 2026.

A área oferece serviços como recebimento de pedidos, preparação de pacotes e envio de produtos. O crescimento superior ao dobro aparece como uma das poucas evoluções positivas destacadas nos números do semestre.

Encomendas Internacionais caíram de 22,2% para 4,3% da receita

O segmento de Encomendas Internacionais seguiu a direção oposta. Em 2025, essa atividade correspondia a 22,2% de toda a receita dos Correios; em 2026, a participação havia recuado para apenas 4,3%.

O faturamento do segmento ficou em R$ 355 milhões no semestre. A reportagem associa a retração ao programa Remessa Conforme, lançado em 2023.

Remessa Conforme é apontado como fator para queda das encomendas

O programa Remessa Conforme instituiu uma cobrança de 20% de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”.

Segundo a fonte, mesmo após o fim da chamada taxa das blusinhas, as receitas do segmento Internacional não se recuperaram. O Remessa Conforme permaneceu em vigor, enquanto a demanda continuava retraída.

Despesas financeiras saltaram 179% e chegaram a R$ 1,6 bilhão

Um dos pontos de maior pressão sobre o resultado foi o avanço das despesas financeiras. O valor passou de R$ 590 milhões em 2025 para R$ 1,6 bilhão em 2026, aumento de 179%.

Esses gastos incluem juros e multas de empréstimos contratados pela estatal no fim de 2025. Segundo a reportagem, os financiamentos têm previsão de gerar R$ 22,4 bilhões em despesas com juros durante todo o período de vigência.

Segundo trimestre adicionou mais de R$ 700 milhões às despesas financeiras

As despesas financeiras tiveram nova aceleração no segundo trimestre. O período registrou aumento superior a R$ 700 milhões em relação ao trimestre anterior, segundo os dados apresentados.

O avanço ajuda a explicar por que a redução dos gastos operacionais não foi suficiente para reverter o prejuízo. A pressão financeira passou a ocupar uma parcela mais relevante do resultado da estatal.

Provisões e perdas judiciais chegaram a R$ 1,6 bilhão

As despesas relacionadas a provisões e perdas judiciais também aumentaram. Até junho de 2026, o total atingiu R$ 1,6 bilhão, alta de 44,5% sobre o valor registrado no mesmo período de 2025.

No ano anterior, essas despesas haviam somado R$ 1,1 bilhão. O crescimento colocou esse item, junto com as despesas financeiras, entre os principais responsáveis pelo rombo atual apontados pela reportagem.

Salários consumiram R$ 5,2 bilhões no semestre

Os gastos com salários totalizaram R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre. O montante ficou 15% abaixo do valor que havia sido previsto, mas continua entre os maiores desafios financeiros enfrentados pelos Correios.

A folha de pagamento se soma aos custos estruturais da rede, às provisões judiciais e às despesas financeiras. Essa combinação mantém pressão sobre as contas mesmo depois da redução geral dos gastos.

TCU questiona bases técnicas do plano de recuperação

O Tribunal de Contas da União (TCU) questiona se o plano de recuperação dos Correios foi aprovado sem análises técnicas suficientes sobre a viabilidade das metas estabelecidas.

O governo terá 120 dias para criar mecanismos de monitoramento dos aportes e dos riscos fiscais relacionados à operação. O acompanhamento ocorre enquanto a estatal tenta executar medidas destinadas a reduzir despesas e ampliar receitas.

Apenas 256 das mil agências previstas foram fechadas

O plano previa o fechamento de mil agências, mas apenas 256 haviam sido desativadas até o momento citado pela reportagem. O número corresponde a pouco mais de um quarto da meta prevista.

A execução abaixo do planejado aparece como um dos sinais das dificuldades enfrentadas na reestruturação. A manutenção de uma rede extensa também permanece ligada à obrigação de atendimento postal em diferentes regiões do país.

Programa de demissão voluntária teve 2,4 mil interessados para meta de 10 mil

O primeiro programa de demissão voluntária dos Correios também terminou abaixo do objetivo estabelecido. A expectativa era alcançar 10 mil participantes, mas somente 2,4 mil funcionários demonstraram interesse.

O resultado reduziu o alcance de uma das iniciativas concebidas para ajustar os custos da empresa. A diferença entre a meta e as adesões se soma ao ritmo menor de fechamento das agências.

Banco do Brasil assinou contrato de R$ 2,3 bilhões por cinco anos

Os Correios também buscaram novas fontes de receita. O Banco do Brasil assinou contrato de R$ 2,3 bilhões com a estatal, com previsão de prestação de serviços pelos próximos cinco anos.

A parceria faz parte da tentativa de diversificar o faturamento e diminuir a dependência de áreas que perderam participação. A medida ganha importância especialmente diante da queda observada em Encomendas Internacionais.

Dívida pode aumentar até o fim de 2026

As projeções citadas pela reportagem indicam que a dívida dos Correios pode aumentar até o final de 2026 caso não ocorram mudanças estruturais significativas na operação da estatal.

O cenário combina prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre, despesas financeiras de R$ 1,6 bilhão, provisões judiciais no mesmo valor e execução parcial das metas de reestruturação. Ao mesmo tempo, a empresa tenta reforçar receitas com áreas como Logística e com o contrato firmado com o Banco do Brasil.

Para você, o plano de recuperação dos Correios deveria priorizar mais cortes de despesas, novas fontes de receita ou uma combinação das duas medidas? Deixe sua opinião nos comentários.

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prejuízo dos Correios


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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