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Criada em 1849, cerveja que cresceu após o Grande Incêndio de Chicago atravessou 177 anos, marcou dezenas de bares históricos e agora tem último barril servido enquanto produção entra em hiato
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 22/08/2026 às 00:47
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Schlitz conquistou Chicago depois do incêndio de 1871, virou uma das grandes cervejas dos Estados Unidos e teve fabricação regular suspensa em maio de 2026.
Uma das cervejas mais históricas dos Estados Unidos viveu um momento simbólico em Chicago após atravessar quase dois séculos de mudanças no mercado.
Pouco depois das 17h de 12 de agosto de 2026, clientes começaram a receber copos de Schlitz no tradicional Glunz Tavern, em Old Town.
O bar acreditava ter recebido o último barril disponível da cerveja em Chicago depois da suspensão de sua produção regular.
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A bebida continuou sendo servida até o barril acabar.
A despedida ganhou peso porque a Pabst Brewing Company, proprietária da marca, anunciou em maio de 2026 um hiato na fabricação da Schlitz Premium.
Apesar da interrupção, a empresa não decretou o fim definitivo da cerveja criada em 1849.
Produção da cerveja entrou em hiato após 177 anos
A Pabst decidiu interromper a produção regular da Schlitz a partir de 23 de maio de 2026.
Segundo a companhia, custos relacionados à fabricação, ao armazenamento e ao transporte dificultaram a permanência do produto no portfólio.
A marca, entretanto, permanece oficialmente em hiato.
A empresa deixou aberta a possibilidade de retorno caso a demanda e as condições comerciais tornem novamente viável sua fabricação.
Bares de Chicago aproveitaram os estoques restantes para organizar encontros e despedidas durante os meses seguintes.
A Wisconsin Brewing Company também produziu uma edição limitada inspirada em documentos históricos de 1948.
O mestre cervejeiro Kirby Nelson utilizou antigos registros de fabricação para reconstruir uma versão baseada naquele período.
História da Schlitz começou em Milwaukee
A origem da cervejaria remonta a 1849, em Milwaukee, no estado de Wisconsin.
O imigrante alemão August Krug iniciou o negócio durante um período de crescimento da indústria cervejeira local.
Joseph Schlitz entrou posteriormente na empresa como contador.
A morte de Krug, em 1856, colocou Schlitz na administração do empreendimento.
Schlitz também se casou com Anna Maria Krug, viúva do fundador.
Milwaukee crescia como importante polo cervejeiro graças à imigração alemã, à produção de lager e à expansão das ferrovias.
Esse ambiente permitiu que a cervejaria alcançasse novos mercados.
Chicago se tornou um deles.
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Viviane Alves
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Grande Incêndio mudou o tamanho do mercado
O Grande Incêndio de Chicago, em outubro de 1871, destruiu milhares de construções e atingiu parte das cervejarias locais.
A redução da produção dentro da cidade abriu espaço para empresas de outras regiões.
A Schlitz aproveitou a oportunidade e aumentou o fornecimento para Chicago.
As vendas da companhia na cidade haviam dobrado até 1872.
Registros históricos também mencionam o envio de água e cerveja aos moradores depois do incêndio.
A dimensão dessa ajuda aparece de formas diferentes nas fontes históricas.
O crescimento comercial da marca em Chicago, por outro lado, está amplamente registrado.
Joseph Schlitz morreu em 1875, no naufrágio do navio Schiller.
Integrantes da família Uihlein assumiram posteriormente a cervejaria.
Bares transformaram a cerveja em parte da arquitetura de Chicago
A Schlitz ampliou sua presença na cidade entre o final do século XIX e o começo do século XX.
A companhia investiu nos chamados tied houses, bares construídos ou financiados por cervejarias.
Registros da Prefeitura de Chicago apontam pelo menos 57 estabelecimentos ligados à Schlitz.
Fachadas receberam globos, brasões e inscrições capazes de transformar os prédios em publicidade permanente.
Levantamentos históricos indicam que 41 antigos imóveis associados à marca ainda existem.
Dez desses bares, além de um antigo estábulo da cervejaria, receberam proteção patrimonial municipal.
A Lei Seca, entre 1920 e 1933, encerrou o antigo sistema de controle direto das cervejarias sobre esses estabelecimentos.
A Schlitz continuou crescendo depois desse período e chegou a figurar entre as cervejas mais vendidas dos Estados Unidos.
Último barril pode não representar o fim da Schlitz
Mudanças na fabricação, problemas de imagem e concorrência crescente diminuíram posteriormente a força comercial da marca.
A Schlitz passou ao portfólio da Pabst Brewing Company em 1999.
O barril servido no Glunz Tavern em agosto de 2026 marcou, portanto, o fim do estoque conhecido na cidade depois da suspensão regular.
A história pode, contudo, continuar.
A Pabst ainda considera a interrupção temporária e não anunciou uma data para eventual retomada.
O episódio representa, por enquanto, uma despedida de uma cerveja com 177 anos de história, e não necessariamente seu encerramento definitivo.
Você acredita que uma marca histórica como a Schlitz deveria voltar ao mercado ou seu ciclo comercial já chegou naturalmente ao fim? Deixe sua opinião!
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

