A Expoacre 2026 deve superar a marca de 350 mil visitantes ao longo dos nove dias de programação, segundo estimativa apresentada pelo secretário de Estado da Casa Civil, Cristovam Moura. Em entrevista ao ac24horas, na noite deste domingo (9), ele avaliou os resultados da feira e afirmou que o crescimento do público já coloca em discussão a necessidade de ampliar o espaço ou buscar um novo local para as próximas edições.
Segundo Cristovam, a feira recebeu, em média, entre 40 mil e 45 mil pessoas por dia. O maior movimento foi registrado na quarta-feira, quando 51 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições Wildy Viana.
“Bom, para você ter uma ideia, Jocely, nós tivemos uma média de 40, 45 mil pessoas por dia aqui na Expoacre. Nós vamos bater acima de 350 mil pessoas por dia. Tem dados já da segurança pública, ainda não estão fechados, mas é um dado que vai ser superior a 350 mil pessoas na feira toda. Tivemos um pico na quarta-feira de 51 mil pessoas aqui no parque de exposições. E assim, obviamente, as filas para chegar, mas de forma muito organizada, não houve tumulto”, afirmou.
Para o secretário, o principal ponto a ser discutido para as próximas edições é justamente a estrutura física da Expoacre. Ele classificou a necessidade de expansão como um reflexo positivo do crescimento da feira.
“O que dá para melhorar? O tamanho. Acho que o nosso espaço hoje não comporta o tamanho da feira. Então, a gente vai ter que pensar numa solução: ou expandir esse espaço, ou buscar um novo espaço. Isso tudo vai ser colocado na mesa para os próximos anos. Mas esse seria o ponto que eu diria: não é negativo. É um bom problema. É um bom problema que a gente criou agora. É um problema de crescimento”, disse.
Cristovam também destacou uma mudança de estratégia adotada nesta edição: reduzir o protagonismo do poder público e ampliar o espaço destinado a empreendedores e diferentes segmentos da economia.“Eu acho que acabou sendo leve, trouxe todos os segmentos. E esse momento foi de alguns pontos que a gente resolveu abraçar. Então a nossa governadora disse: vamos continuar com o poder público, óbvio, fazendo o seu trabalho na Expoacre, mas vamos tirar um pouco do protagonismo, vamos dar o protagonismo para as pessoas, então vamos trazer aqui, abrir mais estandes”, afirmou.
Segundo o secretário, a procura por espaços foi superior à capacidade disponível. “E aí você vê que não dá pra quem quer, né? Não dá pra quem quer. Não dá pra quem quer. Tanta procura”, ponderou.
A proposta, de acordo com Cristovam, é fazer com que a Expoacre reúna cada vez mais representantes do agronegócio, indústria, comércio, serviços, economia solidária e produção cultural. Outro ponto destacado pelo secretário foi o investimento em acessibilidade. Segundo ele, a edição deste ano ampliou recursos para atender pessoas com deficiência e neurodivergentes.
“Vamos também pensar em tornar a feira cada vez mais acessível e inclusiva. Então, assim, além da pauta da mulher, você tem os empreendimentos femininos, o espaço de beleza… Esse ano aconteceram, né? Aconteceram de forma muito caprichada, né? E a gente também teve a questão dos PCDs, né? O maior índice de acessibilidade. Disparado”, afirmou.
Cristovam destacou a presença de pessoas com deficiência durante a feira e citou medidas adotadas para facilitar o acesso aos espaços. “Eu vi muita gente com deficiência, muitas pessoas com deficiência transitando aqui, os familiares trazendo. Eu acho que mais, eu não tenho como assegurar, mas acho que mais do que nas edições anteriores”, ressaltou.
Entre as iniciativas, ele citou tradutores de Libras, audiodescrição durante os shows, rampas de acessibilidade e espaços destinados a pessoas neurodivergentes. “Bem, mais e a gente também procurou equipar a feira de forma a atendê-los de forma plena. Nunca é plena, na verdade, a gente sempre fala de alguma coisa. Mas a questão, por exemplo, dos tradutores de Libras, do áudio para quem é deficiente visual poder acompanhar o show ali com o áudio, fazendo a audiodescrição, as rampas de acessibilidade, os espaços para os neurodivergentes lá na arena do rodeio também para proteger dessa exposição”, afirmou.
O secretário atribuiu parte dessas iniciativas à atuação direta da governadora. “Exatamente, ela é entusiasta dessa causa e a gente conseguiu executar e conseguiu entregar esse resultado. Então é um momento de muita felicidade também por isso”, ressaltou.
Cristovam também avaliou que a Expoacre conseguiu reunir diferentes segmentos da economia e da cultura do Acre. “E vem a feira acontecendo também porque são todos, é o universo do Acre. O agro se encontra aqui, né? Você vê desde lá você tem o agro, o agro grande e o agro pequeno com os pequenos produtores, você tem a indústria, os pequenos também da indústria, o comércio, os serviços, os expositores, a economia solidária”, pontuou.
“Os espaços culturais também. A gente fala muito dos grandes artistas que vieram, mas nós demos muito espaço para os artistas locais aqui, tiveram muita vez e foram muito bem atendidos e também trouxeram esse feedback pra gente. Então, vai ser muito importante ter essa grande efervescência aqui do Acre nessa semana da Expoacre”, acrescentou.
Cristovam afirmou que participou diretamente das discussões com o Tribunal de Contas antes da realização da Expoacre. “E especificamente quanto à feira, e eu posso dizer com muita tranquilidade, eu estive no TCE quase que o mês inteiro antes da feira, para a gente acertar os pontos e tudo. No entanto, eu fui surpreendido com uma decisão cautelar que eu considero excessiva, mas que eu entendo também porque vinha dentro desse contexto de debate”, ressaltou.
Diante da decisão, segundo ele, o governo decidiu buscar uma alternativa para evitar que a disputa jurídica comprometesse a realização da feira. “Para esse momento emergencial, a gente adotou uma decisão. E aí foi uma visão mesmo da governadora, porque no momento inicial, quando você está dentro do debate jurídico, você é um litígio. Então você vai buscar os meios de impugnação judicial, de discussão daquilo e tudo. E a governadora nos desafiou a procurar alternativas que evitassem esse litígio”, ponderou.
Segundo Cristovam, a preocupação central era garantir a realização da Expoacre e preservar os interesses de quem depende economicamente do evento. “Porque ela tinha muita preocupação com a feira, com as pessoas que dependem da feira. Esse foi o grande mote que ela trouxe para nós”, afirmou.
Com apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o governo encontrou uma alternativa para viabilizar a realização do evento. “E assim, com a ajuda da PGE, doutor Lucas Grangeiro, da doutora Janete Melo, a gente conseguiu achar uma solução mais básica, vamos dizer assim, e conseguimos realizar a feira”, afirmou.
O secretário ressaltou, porém, que a mudança exigiu um esforço adicional da equipe responsável pela organização. “Mas não foi menos desafiador porque nós tivemos que remontar todos os processos no final de semana. Então imagino que a minha equipe quase que me botou louco. Eu quase botei louco a minha equipe. Então eles estão me adorando agora. Um beijo pra vocês”, pontuou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

