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Cuba fica quase 48 horas no escuro após apagão nacional, sofre novo colapso na tentativa de recuperação e consegue religar sistema elétrico em meio à crise de petróleo

Cuba fica quase 48 horas no escuro após apagão nacional, sofre novo colapso na tentativa de recuperação e consegue religar sistema elétrico em meio à crise de petróleo

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Cuba fica quase 48 horas no escuro após apagão nacional, sofre novo colapso na tentativa de recuperação e consegue religar sistema elétrico em meio à crise de petróleo

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 05/08/2026 às 11:42

Geração de Energia

Imagem ilustrativa representa uma rua de Havana durante a crise elétrica que deixou Cuba quase 48 horas sob apagão nacional.

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Cuba restabeleceu sua rede elétrica nacional em 4 de agosto de 2026, após um apagão generalizado que começou no domingo e voltou a expor a crise energética da ilha.

Cuba conseguiu reconectar nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, sua rede elétrica nacional depois de permanecer quase dois dias sob um apagão generalizado. A União Elétrica de Cuba, empresa estatal responsável pelo sistema, informou que a energia foi restabelecida às 12h35, no horário de Brasília.

O episódio começou na noite de domingo, 2 de agosto, quando o governo cubano anunciou uma “desconexão total” do sistema elétrico. A tentativa de recuperação enfrentou novas dificuldades na segunda-feira, quando outro colapso interrompeu os trabalhos e impediu que o fornecimento fosse normalizado.

O apagão foi o sexto registrado em escala nacional somente em 2026. A sequência de falhas ocorre em meio ao envelhecimento das usinas termelétricas, às interrupções para manutenção e à redução das entregas de combustível utilizadas para manter a geração de energia.

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Apagão nacional começou no domingo e sistema voltou a falhar durante recuperação

A interrupção começou na noite de 2 de agosto, quando as autoridades cubanas informaram que o sistema elétrico havia sofrido uma desconexão total. A falha deixou o país sem fornecimento em escala nacional e obrigou os técnicos a iniciar um processo gradual de reconstrução da rede.

O trabalho de recuperação, porém, não conseguiu avançar sem novas interrupções. Na segunda-feira, 3 de agosto, outro colapso atingiu o sistema e dificultou a retomada da geração e da distribuição de eletricidade em diferentes regiões da ilha.

A energia somente voltou a ser restabelecida nacionalmente na terça-feira. Segundo a União Elétrica de Cuba, a conexão do sistema foi concluída às 12h35, encerrando quase 48 horas de instabilidade e interrupções generalizadas.

Sexto apagão nacional de 2026 expôs fragilidade do sistema elétrico cubano

O episódio desta semana foi o sexto apagão generalizado enfrentado por Cuba durante 2026. A frequência das falhas mostra a pressão acumulada sobre uma rede elétrica que depende fortemente de instalações antigas e sujeitas a problemas recorrentes.

As sete usinas termelétricas que formam a base do sistema elétrico cubano enfrentam avarias frequentes e também precisam ser retiradas de operação para manutenção. Quando uma dessas unidades deixa de funcionar, a capacidade de geração diminui e a rede passa a operar sob condições ainda mais limitadas.

A situação se torna mais delicada porque essas usinas dependem de combustível para manter a geração. Com menos petróleo disponível, o sistema perde margem operacional e fica mais vulnerável a interrupções de grande escala.

Família enfrenta falta de energia durante apagão em Cuba.

Sete usinas termelétricas sustentam maior parte da geração de energia da ilha

A estrutura energética cubana depende de sete usinas termelétricas responsáveis por sustentar a base da produção de eletricidade do país. Essas instalações, no entanto, sofrem com equipamentos envelhecidos, falhas constantes e necessidade de manutenção periódica.

Quando uma unidade precisa ser desligada, outras instalações assumem parte da carga disponível. Esse funcionamento reduz a capacidade de resposta do sistema diante de novas falhas e aumenta o risco de interrupções prolongadas.

O estado das termelétricas aparece entre os principais fatores associados aos apagões recorrentes. A situação se agrava quando problemas técnicos acontecem ao mesmo tempo em que o país enfrenta dificuldade para garantir combustível suficiente.

Escassez de petróleo aumentou pressão sobre geração de eletricidade em Cuba

A falta de combustível passou a representar outro ponto crítico para o sistema elétrico cubano. As centrais dependem de petróleo para operar, mas as entregas regulares foram reduzidas após medidas adotadas pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.

O governo cubano afirma que um bloqueio marítimo imposto por Washington limitou a chegada de petróleo e dificultou ainda mais o funcionamento das termelétricas. A redução do combustível disponível teria agravado um cenário que já era marcado por falhas de infraestrutura.

Com menos petróleo chegando à ilha, as autoridades passaram a enfrentar maiores dificuldades para manter a geração necessária. A combinação entre escassez de combustível e problemas técnicos aumentou a frequência dos colapsos registrados no sistema.

Havana atribui agravamento da crise energética às medidas dos Estados Unidos

O governo cubano responsabiliza Washington por parte importante da deterioração do cenário energético. Segundo Havana, as medidas adotadas pelos Estados Unidos reduziram as entregas de combustível e aprofundaram os problemas de uma rede que já enfrentava limitações estruturais.

A interpretação cubana sustenta que o bloqueio marítimo prejudicou diretamente a entrada do petróleo necessário às centrais elétricas. Sem abastecimento regular, as usinas passaram a operar sob condições ainda mais restritas.

A crise energética também faz parte de uma disputa política entre os dois países. Enquanto Cuba aponta as sanções e restrições norte-americanas como fatores centrais, Washington apresenta outra explicação para os apagões.

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Caio Aviz

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Estados Unidos responsabilizam governo cubano e gestão da economia

O governo norte-americano afirma que os principais problemas do setor elétrico cubano estão relacionados à administração da própria ilha. Washington atribui a crise ao governo de Cuba e à forma como a economia do país é conduzida.

As duas versões mostram uma disputa direta sobre as causas da crise. Havana relaciona os apagões ao impacto das medidas externas sobre o abastecimento, enquanto os Estados Unidos concentram a responsabilidade em problemas internos de gestão.

Essa divergência permanece mesmo diante das falhas sucessivas registradas durante 2026. O sistema elétrico continua operando com termelétricas antigas, manutenção frequente e disponibilidade limitada de combustível.

Reconexão encerrou quase 48 horas de apagão, mas problemas estruturais continuam

O restabelecimento anunciado em 4 de agosto permitiu que Cuba voltasse a ter sua rede elétrica conectada em escala nacional. A recuperação ocorreu quase dois dias depois da desconexão total registrada na noite de domingo.

O retorno da energia, entretanto, não elimina as dificuldades que levaram ao apagão. As sete usinas termelétricas continuam enfrentando falhas e desligamentos para manutenção, enquanto o fornecimento de petróleo permanece limitado.

O sexto apagão nacional de 2026 reforçou a vulnerabilidade de um sistema pressionado ao mesmo tempo por infraestrutura envelhecida e escassez de combustível. Mesmo com a reconexão concluída, a crise energética continua sendo um dos principais problemas enfrentados pela ilha.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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