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Custando menos que um Chevrolet Onix 0 km: com sete lugares, motor V6 3.3 de 270 cv, tração 4×4 e câmbio automático, o Hyundai Santa Fe 2016 entrega quase 4,70 metros de SUV grande por cerca de R$ 91 mil
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 23/08/2026 às 00:07
Atualizado em 23/08/2026 às 00:12
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Hyundai Santa Fe 2016 tem FIPE de R$ 91,5 mil, sete lugares, motor V6 3.3 de 270 cv, tração integral e câmbio automático, ficando abaixo do preço sugerido de entrada de um Chevrolet Onix 0 km.
Um Hyundai Santa Fe 2016 com sete lugares, motor V6 3.3 de 270 cv, torque de 32,4 kgfm, tração integral e câmbio automático de seis marchas aparece em agosto de 2026 com valor de R$ 91.505 na Tabela Fipe, segundo a Webmotors. O número coloca um SUV que custava mais de R$ 200 mil quando novo abaixo do preço sugerido atual de entrada do Chevrolet Onix 0 km, que a Chevrolet anuncia a partir de R$ 101.790 em sua linha 2027.
A comparação, porém, exige uma ressalva importante. A própria Chevrolet também divulga campanhas promocionais temporárias capazes de colocar determinadas unidades do Onix abaixo desse preço sugerido. Portanto, o contraste correto é entre a FIPE de R$ 91,5 mil do Santa Fe 2016 e o preço de tabela de entrada do Onix 0 km, não uma garantia de que todo Onix novo disponível em concessionária custará mais. Mesmo com essa diferença, a relação mostra até onde a desvalorização pode levar um antigo SUV grande de sete lugares no mercado de usados.
Hyundai Santa Fe 2016 custa R$ 91.505 pela Tabela Fipe de agosto
A referência mais recente consultada pela Webmotors aponta R$ 91.505 para o Santa Fe 2016 3.3 MPFI 4×4 V6 de sete lugares.
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A própria plataforma calcula média nacional de anúncios acima desse valor, mostrando que a FIPE deve ser entendida como referência e não como preço obrigatório de uma unidade específica.
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Em agosto de 2026, a página informa anúncios variando aproximadamente entre R$ 85.900 e R$ 105 mil para essa configuração.
Quilometragem, estado de conservação, histórico de manutenção, região e equipamentos podem alterar significativamente o preço pedido pelo proprietário ou lojista.
É justamente a faixa inferior a R$ 100 mil que chama atenção. Por esse valor, o comprador não está olhando para um SUV compacto antigo, mas para um modelo que chegou ao Brasil posicionado em uma categoria superior, com três fileiras de bancos e conjunto mecânico que já se tornou incomum em veículos novos dessa faixa.
Um Chevrolet Onix 0 km parte oficialmente de R$ 101.790
No configurador oficial da Chevrolet consultado em agosto de 2026, o Onix 2027 aparece a partir de R$ 101.790. Isso significa uma diferença nominal superior a R$ 10 mil quando o preço sugerido do hatch novo é colocado ao lado da FIPE do Santa Fe usado.
São veículos que atendem necessidades completamente diferentes. O Onix é um hatch compacto novo, com garantia de fábrica, tecnologias atuais e custos operacionais de uma categoria menor. O Santa Fe é um SUV grande usado, com aproximadamente uma década de circulação e um conjunto mecânico muito mais complexo.
A comparação, portanto, não significa que o Hyundai seja automaticamente a compra mais racional. Ela evidencia algo diferente: o mesmo orçamento que compra um compacto zero-quilômetro pode colocar na garagem um SUV de sete lugares que originalmente ocupava um segmento muito mais caro.
O Santa Fe de sete lugares custava R$ 214.883 quando chegou como linha 2016
Quando a linha 2016 desembarcou no Brasil, em março daquele ano, a Motor Show informou preço de R$ 214.883 para a configuração de sete lugares. A versão com cinco assentos começava em R$ 164.900.
A distância entre aquele posicionamento e os R$ 91.505 atuais ajuda a explicar por que o Santa Fe aparece hoje em pesquisas de consumidores que inicialmente pretendiam gastar o mesmo valor em automóveis muito menores.
O comprador, entretanto, precisa separar preço de aquisição de custo de propriedade. A desvalorização derruba o valor do automóvel usado, mas não transforma necessariamente componentes, pneus, seguro, peças ou manutenção de um antigo SUV grande no equivalente ao de um hatch compacto.
Sob o capô está um V6 3.3 aspirado de 270 cv
A principal diferença aparece quando o capô é aberto. O Santa Fe 2016 vendido no Brasil utiliza um motor V6 3.3 a gasolina com 270 cv a 6.400 rpm e 32,4 kgfm de torque a 5.300 rpm, segundo os dados divulgados no lançamento nacional.
É um conjunto aspirado, sem turbocompressor, associado a uma transmissão automática de seis velocidades.
Em 2026, quando motores de três e quatro cilindros turbo dominam grande parte dos lançamentos, encontrar seis cilindros em um automóvel usado abaixo de R$ 100 mil tornou-se uma característica capaz de chamar atenção por si só.
Esse desempenho precisa ser analisado juntamente com a idade e a proposta do veículo. O Santa Fe não foi desenvolvido como esportivo. Os 270 cv existem para mover um utilitário grande, transportar até sete ocupantes e oferecer uma experiência condizente com o posicionamento de preço que o modelo tinha quando novo.
A tração integral coloca força nas quatro rodas
Outra diferença importante em relação aos automóveis compactos está na tração integral. A configuração nacional do Santa Fe 2016 utilizava sistema que distribui força entre os eixos, compondo o pacote mecânico com o V6 e a transmissão automática.
Isso não transforma o Santa Fe em um utilitário voltado exclusivamente ao fora de estrada pesado. Sua proposta sempre esteve mais ligada ao uso familiar, rodoviário e urbano, combinando espaço, potência e capacidade para enfrentar pisos de menor aderência.
Ainda assim, a presença da tração integral torna o conjunto tecnicamente mais sofisticado do que o encontrado em grande parte dos carros novos próximos dos R$ 100 mil. Também significa mais componentes mecânicos que merecem inspeção cuidadosa em uma unidade com aproximadamente dez anos.
São sete lugares distribuídos em três fileiras de bancos
O fator que mais diferencia o Santa Fe de um compacto novo talvez nem esteja no motor. A versão em questão foi vendida com sete lugares, característica que permite transportar uma família maior sem migrar para uma minivan ou para SUVs novos de preço consideravelmente superior.
Essa terceira fileira é especialmente relevante porque o mercado brasileiro oferece poucas opções zero-quilômetro de sete assentos na região de preço em que o Santa Fe usado aparece atualmente.
O benefício tem uma contrapartida comum aos SUVs de três fileiras: com todos os assentos ocupados, o espaço destinado às bagagens fica mais limitado. Para quem realmente precisa transportar sete pessoas com frequência, vale conferir presencialmente acesso à última fileira e espaço disponível para malas.
Equipamentos ajudavam a justificar o preço superior a R$ 200 mil
O Santa Fe 2016 não era caro apenas por causa do tamanho e do V6. A Motor Show registrou que o SUV chegou equipado com central multimídia atualizada, rodas de liga leve de 18 polegadas e ar-condicionado digital de duas zonas, além de uma série de recursos de segurança.
Na linha 2016, a lista incluía airbags laterais, airbags de cortina e airbag para os joelhos do motorista. O veículo também oferecia controle eletrônico de estabilidade e assistentes relacionados a aclives e declives.
Esse pacote ajuda a explicar por que o modelo ainda transmite a sensação de pertencer a uma categoria superior quando comparado a veículos compactos, mesmo uma década depois do lançamento.
O desenho de 2016 trouxe mudanças sem abandonar a identidade do SUV
A atualização de 2016 modificou pontos específicos da carroceria. A dianteira recebeu novo para-choque, alterações na grade e mudanças nos faróis, enquanto a traseira ganhou lanternas revistas e novas ponteiras de escapamento.
As rodas de 18 polegadas também foram redesenhadas. No interior, a central multimídia e alguns compartimentos foram atualizados, mas a arquitetura básica permaneceu ligada à geração apresentada anteriormente.
Isso significa que o comprador de hoje encontra um automóvel visualmente datado em alguns detalhes, mas que ainda conserva proporções típicas de um SUV grande. O porte é parte importante do apelo do Santa Fe no mercado de usados.
O preço baixo de compra não elimina os custos de um V6 4×4
É aqui que a comparação com o Chevrolet Onix precisa deixar de ser puramente visual. R$ 91,5 mil compram o carro usado pela referência FIPE, mas não transformam um V6 3.3 com tração integral em um compacto de manutenção simples.
Uma unidade 2016 já atravessou aproximadamente uma década de uso. Antes da compra, histórico de revisões, funcionamento do câmbio, sistema de tração, suspensão, arrefecimento, componentes eletrônicos e estado dos pneus merecem uma avaliação técnica detalhada.
Quanto mais sofisticado era o veículo quando novo, mais importante se torna conhecer seu histórico quando ele chega ao mercado por uma fração do valor original. Um exemplar barato com manutenção negligenciada pode rapidamente destruir a vantagem financeira obtida na aquisição.
A desvalorização é justamente o que torna o Santa Fe tão tentador
O efeito psicológico do mercado de usados é forte. Quando novo, o Santa Fe de sete lugares custava R$ 214.883 em 2016. Hoje, a referência de R$ 91.505 o coloca em uma faixa frequentada por carros de segmentos muito mais baixos.
A queda de preço abre uma possibilidade que não existia para muitos consumidores quando o veículo era novo.
Quem hoje possui orçamento próximo de R$ 90 mil pode escolher entre modelos mais simples e recentes ou automóveis significativamente maiores e mais potentes com muitos anos de uso.
Essa é uma das razões pelas quais SUVs grandes usados costumam gerar tanto interesse. O valor inicial pode parecer extraordinariamente competitivo, mas a decisão exige considerar o veículo como ele realmente é, e não apenas como o preço atual sugere.
Santa Fe 2016 e Onix 0 km representam escolhas opostas com orçamento semelhante
De um lado está um carro novo, compacto, com preço sugerido a partir de R$ 101.790 na linha 2027 da Chevrolet. Do outro, um SUV de 2016 com referência FIPE de R$ 91.505, sete lugares, 270 cv e tração integral.
O primeiro entrega a tranquilidade associada a um veículo zero-quilômetro e uma arquitetura voltada à eficiência e ao uso urbano. O segundo oferece espaço, potência, três fileiras de assentos e uma configuração mecânica que hoje exigiria subir bastante de categoria entre os modelos novos.
Por isso, a comparação faz sentido principalmente como retrato do mercado. Ela mostra como dez anos de desvalorização conseguem colocar dois automóveis originalmente separados por categorias inteiras dentro de uma faixa de orçamento semelhante.
Por R$ 91,5 mil, o comprador leva muito carro, mas também assume um SUV de dez anos
O Hyundai Santa Fe 2016 de sete lugares reúne atributos que seriam difíceis de concentrar hoje em um veículo novo próximo dos R$ 100 mil. São 270 cv, V6 aspirado, câmbio automático, tração integral, sete assentos e um pacote de equipamentos criado para um automóvel que custava mais de R$ 200 mil quando chegou às concessionárias.
A FIPE de R$ 91.505 em agosto de 2026 torna a proposta ainda mais chamativa, especialmente quando o preço oficial de entrada do Onix 2027 aparece em R$ 101.790. É necessário lembrar, novamente, que promoções do zero-quilômetro podem inverter pontualmente essa comparação.
O ponto central permanece: por menos de R$ 100 mil, o mercado de usados permite acessar um nível de porte, potência e capacidade que desapareceu das faixas mais baixas do mercado de carros novos.
Para quem aceita os riscos e custos inerentes a um SUV grande V6 4×4 com cerca de dez anos, o Santa Fe 2016 é exatamente o tipo de veículo que explica por que a comparação entre usado de categoria superior e compacto zero-quilômetro continua tão atraente.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

