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‘Dark Horse’ repercutiu mais nas redes que caso Lulinha, aponta consultoria

‘Dark Horse’ repercutiu mais nas redes que caso Lulinha, aponta consultoria

As ligações do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro repercutiram mais na internet na semana em que o caso “Dark Horse” veio a público, em maio, do que as noticias relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva na semana passada, quando foram publicadas notícias envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

É o que mostra levantamento exclusivo da consultoria Bites para o Estadão/Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

O estudo tem como base publicações abertas em sites de notícias, blogs, YouTube e redes sociais (X, Instagram, Facebook, Tiktok e outras).

“O vazamento no caso Flávio/Vorcaro, ocorrido em maio, produziu uma explosão de publicações no ambiente digital, gerando um pico imediato e maior do que os observados no caso de vazamentos relacionados ao Lulinha”, mostra a análise da consultoria.

Foram 1.055.705 menções ao episódio envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na semana de 11 a 17 de maio, quando o site Intercept Brasil revelou mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master; contra 767.512 menções às investigações envolvendo Fábio Luís na semana de 17 a 23 de agosto, período de intenso noticiário sobre o tema, após a abertura de três inquéritos para investigar os negócios do filho do atual mandatário e da empresária Roberta Luchsinger.

Num prazo maior, porém, as citações sobre as investigações de Fábio Luís superam as sobre o envolvimento de Flávio com Vorcaro. Ao longo de 2026, foram 4,39 milhões de citações, incluindo período em que o filho de Lula era citado na CPI do INSS. As menções ao senador do PL chegaram a 3,94 milhões.

Uma das razões para esta diferença é o tempo de exposição. As relações entre Flávio e Vorcaro foram reveladas mais recentemente. Segundo a Bites, “a repercussão em torno de Lulinha está mais distribuída”. As menções começaram antes, em março, com um repique em maio e voltaram a crescer fortemente na semana passada.

Perfis ligados ao bolsonarismo estão entre os principais responsáveis por impulsionar as publicações sobre o caso Lulinha nas redes sociais, indicando mobilização coordenada em torno do tema”, informa a consultoria. Da forma semelhante, a Bites afirma que houve participação de perfis críticos ao bolsonarismo na repercussão do episódio envolvendo Flávio e Vorcaro, porém, “mais dispersos na linha do tempo”.

Enquanto as citações ao envolvimento do filho 01 de Bolsonaro com o banqueiro do Master tiveram um pico na semana da revelação do caso, as menções às investigações sobre o filho de Lula tiveram três picos este ano.

O primeiro ocorreu em março, ainda durante os trabalhos da CPI do INSS; o segundo veio em maio, quando novas informações sobre o tema saíram na imprensa; e o terceiro, e maior, ocorreu em agosto, quando “o caso Lulinha se consolidou como um dos principais temas de ataques a Lula nas redes”, já em meio à campanha eleitoral que opõe Flávio e Lula.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Estadão.

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