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De uma infância pobre na zona rural da China a uma fortuna de US$ 42 bilhões: Xu Jiayin criou a Evergrande, virou o homem mais rico do país, viu o império imobiliário desmoronar e acabou condenado à prisão perpétua por fraude, suborno e desvio de recursos
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 22/08/2026 às 00:21
Atualizado em 22/08/2026 às 00:37
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Fundador da Evergrande saiu da pobreza, construiu uma das maiores fortunas da China e terminou condenado à prisão perpétua após a crise que derrubou seu império imobiliário
Uma das trajetórias empresariais mais marcantes da China terminou de forma definitiva em 20 de agosto de 2026.
Xu Jiayin, fundador da Evergrande e ex-homem mais rico da China, foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen.
A decisão veio após acusações relacionadas a fraude, suborno e desvio de recursos ligados ao comando do antigo gigante imobiliário.
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O empresário chegou a possuir uma fortuna estimada em US$ 42 bilhões, antes de enfrentar a queda do grupo e desaparecer praticamente da vida pública.
A Evergrande e sua principal subsidiária também receberam multas bilionárias superiores a US$ 2 bilhões.
Infância pobre marcou o começo da trajetória de Xu Jiayin
Xu Jiayin nasceu em 1958, em uma família pobre da zona rural da província chinesa de Henan.
A mãe morreu quando ele tinha apenas um ano.
Durante a infância, o empresário contou que sua alimentação era baseada principalmente em batata-doce e pão cozido no vapor.
Roupas, lençóis e cobertas também acumulavam remendos.
Naquele período, Xu tinha um objetivo bastante simples: deixar o campo, conseguir trabalho e melhorar suas condições de vida.
O futuro bilionário concluiu os estudos em 1976, cursou metalurgia e começou a trabalhar em uma siderúrgica estatal.
A grande mudança profissional ocorreu em 1992, quando ele se mudou para Shenzhen.
A cidade vivia naquele momento uma acelerada expansão econômica.
Xu entrou no mercado imobiliário e, quatro anos depois, fundou a Evergrande, em 1996.
Evergrande cresceu, abriu capital e colocou fundador entre os mais ricos da China
A incorporadora avançou rapidamente construindo apartamentos em larga escala em diferentes regiões chinesas.
O crescimento acompanhou a urbanização e o aumento da riqueza no país.
A Evergrande abriu capital na Bolsa de Hong Kong em 2009.
A oferta inicial levantou aproximadamente US$ 729 milhões.
O avanço transformou a companhia em uma das maiores incorporadoras privadas chinesas.
Xu também passou a ocupar as primeiras posições entre os empresários mais ricos do país.
A fortuna alcançou aproximadamente US$ 42 bilhões em 2017.
O fundador também expandiu sua presença para outros setores.
Xu comprou o clube Guangzhou em 2010 e investiu fortemente em jogadores e treinadores.
A equipe passou a conquistar vários campeonatos.
O estilo de vida luxuoso também chamava atenção.
Produtos da francesa Hermès, iates e outros símbolos de riqueza se tornaram associados à imagem do empresário.
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Um prêmio…
Viviane Alves
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Regras do governo mudaram o cenário para a Evergrande
A trajetória começou a mudar de maneira decisiva em 2020.
O governo chinês criou as chamadas “três linhas vermelhas”, regras destinadas a limitar o endividamento das incorporadoras.
A Evergrande carregava uma dívida elevada e começou a encontrar dificuldades para conseguir novos recursos.
A companhia passou a vender imóveis com descontos maiores.
Compradores e investidores começaram a cobrar respostas diante da deterioração financeira.
Xu enviou uma carta aos funcionários em setembro de 2021.
O empresário afirmou acreditar que o grupo conseguiria superar aquele momento difícil.
A crise continuou avançando.
A agência Fitch declarou a Evergrande inadimplente em dezembro de 2021.
Fortuna de US$ 42 bilhões despencou durante crise imobiliária
A situação de Xu também começou a mudar rapidamente.
Informações divulgadas em 2023 indicaram que o fundador da Evergrande estava sob controle policial.
A própria companhia comunicou posteriormente à Bolsa de Hong Kong que Xu era suspeito de “atividades ilegais”.
A presença pública do empresário praticamente desapareceu nos anos seguintes.
A fortuna também encolheu de forma expressiva.
O patrimônio estimado em US$ 42 bilhões em 2017 caiu para cerca de US$ 1,8 bilhão em 2023, segundo o índice de bilionários da Bloomberg.
A Evergrande também perdeu definitivamente seu espaço no mercado financeiro.
A companhia foi retirada da Bolsa de Hong Kong em 25 de agosto de 2025.
Julgamento em Shenzhen terminou com prisão perpétua
O processo judicial avançou durante os meses seguintes.
Xu declarou-se culpado e expressou arrependimento, conforme informações divulgadas em abril de 2026.
A decisão final chegou em 20 de agosto de 2026.
O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen condenou Xu Jiayin à prisão perpétua.
Os bens pessoais do empresário também foram confiscados.
A Evergrande e sua principal subsidiária receberam multas que, juntas, ultrapassaram US$ 2 bilhões.
Reuters, Xinhua e China Daily divulgaram informações sobre a sentença e o processo.
Da pobreza ao topo e do topo à prisão
A trajetória de Xu Jiayin atravessou extremos ao longo de poucas décadas.
O empresário deixou uma infância pobre no interior da China e construiu um dos maiores conglomerados imobiliários do país.
A expansão da Evergrande levou sua fortuna ao patamar de US$ 42 bilhões.
O endividamento da companhia, a inadimplência e as investigações mudaram completamente esse cenário.
A sentença de 20 de agosto de 2026 marcou o capítulo final de sua ascensão empresarial.
Xu Jiayin passou de símbolo da riqueza chinesa e fundador de uma gigante imobiliária a condenado à prisão perpétua.
A história também acompanha a transformação da própria Evergrande, que saiu de uma expansão acelerada para uma das maiores crises do mercado imobiliário chinês.
O que mais chama sua atenção nessa trajetória: a ascensão de Xu Jiayin até os US$ 42 bilhões ou a velocidade com que seu império imobiliário entrou em colapso? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

