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Dentista foi dono de uma casa de 21 metros que parece um iate estacionado no gramado, músico viveu nela por 11 anos e novos proprietários transformaram a construção em hospedagem

Dentista foi dono de uma casa de 21 metros que parece um iate estacionado no gramado, músico viveu nela por 11 anos e novos proprietários transformaram a construção em hospedagem

6 min de leitura

Dentista foi dono de uma casa de 21 metros que parece um iate estacionado no gramado, músico viveu nela por 11 anos e novos proprietários transformaram a construção em hospedagem

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 05/08/2026 às 21:06

Construção, Indústria

Em Milwaukee, uma casa em formato de barco com cerca de 21 metros atravessou diferentes gerações sem nunca tocar na água

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Em Milwaukee, uma casa em formato de barco com cerca de 21 metros atravessou diferentes gerações sem nunca tocar na água, tem aproximadamente 51 metros quadrados, dois quartos, dois banheiros e ambientes inspirados no interior de uma embarcação.

Não é um barco atracado, mas parece pronto para zarpar. Em Milwaukee, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, uma casa de cerca de 21 metros em formato de iate permanece estacionada sobre um gramado próximo ao rio Milwaukee. Apesar da aparência convincente, a construção nunca navegou.

A WUWM 89.7 FM, emissora pública de rádio de Milwaukee, no estado de Wisconsin, publicou a história do imóvel em 19 de julho de 2019. A residência, conhecida como Edmund B. Gustorf Boat House, tem aproximadamente 51 metros quadrados e foi organizada para reproduzir até no interior a sensação de estar em uma embarcação.

Ao longo de sua existência, a casa passou por diferentes moradores. William Kortsch, dentista e proprietário de longa data, alugou o imóvel durante anos. Um dos inquilinos permaneceu ali por 11 anos. Mais tarde, novos proprietários compraram a construção e deram a ela outra função, transformando a antiga residência em hospedagem por temporada.

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Casa em formato de barco nasceu na década de 1920 e nunca entrou na água

A história da casa em formato de barco de Milwaukee começou na década de 1920. Edmund B. Gustorf, um vendedor viajante, decidiu construir uma residência inspirada em um iate. Ele próprio chamava sua criação de uma espécie de bangalô em forma de embarcação.

Casa em formato de barco nasceu na década de 1920 e nunca entrou na água

Há registro histórico de que o imóvel poderia ter sido concebido como atração para visitantes, mas a motivação completa de Gustorf não ficou esclarecida. A possível ligação de sua família com a navegação também aparece na história, porém sem confirmação suficiente para ser tratada como origem definitiva da ideia.

O que permaneceu foi a construção. Com cerca de 21 metros de comprimento, formato alongado, janelas circulares semelhantes às escotilhas dos navios e decoração náutica, a residência consegue criar a impressão de que um iate foi retirado do rio e colocado sobre o terreno.

A diferença fundamental é simples: não se trata de uma casa flutuante. O imóvel nasceu como uma residência construída em terra firme e apenas recebeu a aparência de uma embarcação.

Por dentro, os 51 metros quadrados reproduzem diferentes partes de um iate

A aparência náutica não termina na fachada. Os aproximadamente 51 metros quadrados foram aproveitados para acomodar dois quartos, dois banheiros, cozinha, sala de estar e espaço destinado às refeições.

A distribuição dos cômodos acompanha a linguagem de um barco. Um dos quartos fica na proa, nome dado à parte dianteira de uma embarcação. Na outra extremidade está o espaço de refeições. Sala e cozinha ocupam a região central da construção.

Na proa também aparecem camas de solteiro embutidas. Pelas laterais, as janelas redondas reforçam a sensação de estar dentro de um barco. Mapas dos Grandes Lagos completam a ambientação.

Por dentro, os 51 metros quadrados reproduzem diferentes partes de um iate

Mesmo com a área compacta, Nola Hitchcock Cross se surpreendeu com o aproveitamento do espaço. Ela afirmou à WUWM que ficou surpresa com a sensação de amplitude encontrada ao entrar na casa.

Músico passou 11 anos vivendo dentro da casa que parecia pronta para navegar

Entre os moradores que passaram pelo imóvel estava Paul Finger, músico e galerista de Milwaukee. Ele alugou a casa durante 11 anos, período em que experimentou uma consequência incomum de morar em uma residência que parece um enorme barco parado sobre o gramado.

A construção despertava a curiosidade de quem passava. Famílias chegavam com crianças para observar a casa, enquanto outras pessoas se aproximavam para tirar fotografias. A arquitetura fazia com que uma residência particular também funcionasse, aos olhos da vizinhança, como uma atração local.

Finger enxergava essa característica como parte da personalidade do imóvel. A casa destoava das construções convencionais ao redor e provocava curiosidade justamente porque não tentava se parecer com uma residência comum.

O resultado foi uma relação diferente entre imóvel e rua. Quem não tinha qualquer ligação com seus moradores ainda conseguia reconhecer e apreciar aquela espécie de iate permanentemente parado em terra firme.

Dentista William Kortsch foi proprietário da casa durante anos

Paul Finger alugava a residência de William Kortsch, dentista que foi proprietário do imóvel por longo período. Kortsch morava do outro lado da rua e havia servido na Marinha.

A WUWM 89.7 FM, emissora pública de rádio de Milwaukee, no estado de Wisconsin, registrou também a ligação entre Kortsch e Nola Hitchcock Cross. Nola havia sido paciente do dentista e morava perto da curiosa residência desde a década de 1980.

A família de Nola também tinha relação com a casa. Seu filho chegou a brincar no local com outras crianças da vizinhança. Dessa forma, o imóvel já fazia parte de sua experiência no bairro muito antes de ela se tornar proprietária.

Um barco que nunca navegou acabou se tornando parte da identidade de Milwaukee

Após a morte de Kortsch e a colocação da propriedade à venda, Nola Hitchcock Cross e seu marido, Steve Tilton, compraram a casa. Para eles, aquela construção peculiar já havia se tornado parte da identidade da vizinhança.

Novos proprietários transformaram a casa de 21 metros em hospedagem

A mudança de proprietário abriu uma nova etapa. Nola e Steve contrataram uma profissional para cuidar da decoração e mantiveram características que faziam a construção ser reconhecida como uma casa em formato de iate.

Em vez de voltar simplesmente ao modelo tradicional de aluguel residencial, o casal colocou o imóvel no Airbnb para receber hóspedes por temporada. A transformação permitiu que outras pessoas experimentassem os cômodos organizados como partes de uma embarcação.

A função mudou, mas a característica central permaneceu. Continuaram ali as janelas que lembram escotilhas, os ambientes com referências náuticas e a estrutura comprida que cria a aparência de um barco.

Na fase registrada em 2019, a antiga residência já havia ganhado essa função de hospedagem. Por isso, é importante não confundir sua história com a de barcos convertidos em casas. Este iate nunca foi um iate de verdade e nunca precisou sair da água para virar residência.

Um barco que nunca navegou acabou se tornando parte da identidade de Milwaukee

A Edmund B. Gustorf Boat House conseguiu atravessar décadas sem abandonar a ideia criada na década de 1920. O imóvel continuou sobre o mesmo tipo de terreno firme para o qual foi concebido, embora sua aparência ainda seja capaz de sugerir que poderia seguir diretamente para o rio.

A trajetória também mostra como uma construção residencial pouco convencional pode ganhar novos usos sem perder sua característica principal. Depois de diferentes moradores, de um dentista como proprietário e dos 11 anos vividos ali por Paul Finger, a casa encontrou outra função como hospedagem, mantendo viva uma das construções mais curiosas da região.

Se uma casa tão diferente se tornasse símbolo do seu bairro, você defenderia sua preservação ou preferiria que o terreno recebesse uma construção convencional? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe a história.

Fonte

WUWM 89.7 FM


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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