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Depois de abandonar a escola aos 17 anos, jovem volta a estudar aos 20, trabalha 24 horas por semana, fica sem casa, passa até 12 horas por dia na biblioteca, tira nota máxima em História e Direito e conquista uma vaga em Cambridge, no Reino Unido

Depois de abandonar a escola aos 17 anos, jovem volta a estudar aos 20, trabalha 24 horas por semana, fica sem casa, passa até 12 horas por dia na biblioteca, tira nota máxima em História e Direito e conquista uma vaga em Cambridge, no Reino Unido

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Depois de abandonar a escola aos 17 anos, jovem volta a estudar aos 20, trabalha 24 horas por semana, fica sem casa, passa até 12 horas por dia na biblioteca, tira nota máxima em História e Direito e conquista uma vaga em Cambridge, no Reino Unido

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/08/2026 às 21:37

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Sem casa e trabalhando 24 horas por semana, jovem estudou até 12 horas por dia, tirou notas máximas e conquistou vaga em Cambridge.

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Trajetória marcada por abandono escolar, trabalho, falta de moradia e longas jornadas de estudo levou um jovem galês a alcançar notas máximas em exames decisivos e garantir espaço em uma das universidades mais prestigiadas do Reino Unido, após transformar a biblioteca em seu principal ambiente de preparação.

Abandonar a escola ainda adolescente não impediu Jacob Lewis de reconstruir sua trajetória acadêmica alguns anos depois, quando decidiu retornar aos estudos e buscar uma formação capaz de levá-lo ao ensino superior, mesmo enfrentando dificuldades financeiras e instabilidade de moradia.

No País de Gales, no Reino Unido, ele conciliou as aulas com 24 horas de trabalho por semana, passou um período sem endereço fixo e chegou a estudar até 12 horas por dia na biblioteca, antes de conquistar resultados que garantiram sua entrada em Cambridge.

Jacob havia deixado a escola aos 17 anos e só retomou a educação formal aos 20, ao ingressar no Coleg y Cymoedd, instituição localizada nas proximidades de Pontypridd, no sul do País de Gales, depois de três anos afastado das salas de aula.

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A volta exigia mais do que recuperar conteúdos perdidos, pois ele também precisava se preparar para os exames usados no acesso ao ensino superior britânico, enquanto administrava uma rotina de trabalho e dificuldades pessoais que acompanhariam justamente o período decisivo de sua formação.

Jacob Lewis conciliou estudos e 24 horas de trabalho por semana

Durante o último ano de estudos, manter-se financeiramente continuava sendo uma necessidade diária, e Lewis cumpria uma jornada de 24 horas semanais de trabalho enquanto frequentava as aulas e tentava reservar tempo suficiente para avançar na preparação acadêmica exigida pelos exames finais.

Segundo reportagem do The Guardian, o emprego era exercido em uma casa noturna e precisava ser encaixado entre compromissos escolares, deslocamentos e sessões de estudo, numa rotina em que a renda obtida servia para cobrir as próprias despesas enquanto ele continuava tentando chegar à universidade.

As dificuldades financeiras se aprofundaram nesse mesmo período, quando Lewis relatou enfrentar problemas até para se alimentar adequadamente, ao mesmo tempo em que tentava manter a frequência nas aulas e preservar a preparação necessária para alcançar as notas exigidas no processo de ingresso universitário.

Pouco depois, a instabilidade também atingiu sua moradia, e ele ficou sem uma residência permanente, passando a dormir temporariamente nos sofás de amigos, situação que acompanhou parte do último ano acadêmico e tornou ainda mais difícil manter uma rotina regular fora da instituição de ensino.

Biblioteca virou principal espaço de preparação para Cambridge

Sem um endereço fixo onde pudesse organizar materiais e estudar com regularidade, Lewis passou a utilizar a biblioteca do Coleg y Cymoedd como principal ambiente de preparação, permanecendo no local por períodos prolongados para conseguir manter o ritmo exigido pelos exames que se aproximavam.

Sem casa e trabalhando 24 horas por semana, jovem estudou até 12 horas por dia, tirou notas máximas e conquistou vaga em Cambridge.

Em alguns dias, as sessões de estudo chegaram a durar até 12 horas, transformando a biblioteca em um ponto central de sua rotina enquanto ele alternava trabalho, aulas e diferentes lugares para dormir, sem dispor de uma residência permanente durante aquela fase acadêmica.

O esforço acumulado apareceu de forma objetiva quando os resultados dos A-levels foram divulgados, pois Lewis obteve quatro notas A*, a classificação mais elevada naquele sistema de avaliação, depois de atravessar um período marcado por trabalho, dificuldades financeiras e ausência de moradia estável.

Além do desempenho máximo em todas as disciplinas avaliadas, dois resultados chamaram atenção de maneira especial: ele alcançou 100% em História e 100% em Direito, justamente em áreas relacionadas à formação universitária que pretendia seguir após concluir aquela etapa dos estudos.

Essas notas confirmaram a possibilidade de assumir uma vaga na Universidade de Cambridge para cursar Direito, encerrando uma sequência iniciada anos antes com a saída precoce da escola e retomada somente aos 20 anos, quando decidiu reconstruir o próprio percurso educacional.

A conquista também representou um marco familiar, já que Lewis se tornaria o primeiro integrante de sua família a frequentar uma universidade, depois de retornar à educação formal e cumprir as exigências acadêmicas necessárias para chegar a uma das instituições mais conhecidas do Reino Unido.

Retorno aos estudos começou três anos após abandonar a escola

Entre a saída da escola aos 17 anos e o retorno aos 20, Lewis permaneceu afastado da educação formal por cerca de três anos, até decidir buscar novamente as qualificações necessárias para seguir até o ensino superior e disputar uma vaga universitária.

Ao ingressar no Coleg y Cymoedd, encontrou um ambiente onde poderia recuperar a trajetória acadêmica interrompida, mas também recebeu suporte durante a fase em que as dificuldades financeiras e de moradia se tornaram mais severas e passaram a interferir diretamente em sua preparação.

A instituição utilizou um fundo destinado a estudantes em situação de dificuldade para oferecer auxílio em despesas relacionadas aos estudos, ajudando Lewis justamente quando a falta de estabilidade financeira poderia comprometer sua presença nos exames e a continuidade do processo de formação.

Parte desses recursos foi destinada a custos de deslocamento e também a uma hospedagem do tipo bed and breakfast durante o período das provas, garantindo condições mínimas para que ele pudesse comparecer aos exames mesmo sem possuir uma residência permanente naquele momento.

Quatro notas A* confirmaram vaga no curso de Direito

O apoio recebido coincidiu com a fase mais importante de sua preparação, quando meses de estudo precisavam se transformar em resultados suficientes para cumprir as exigências acadêmicas da vaga universitária que Lewis pretendia assumir após concluir os exames finais.

Enquanto enfrentava a instabilidade habitacional, ele mantinha uma rotina formada por trabalho remunerado, aulas e longas sessões na biblioteca, combinação que se estendeu até a divulgação dos resultados e ajudou a dimensionar as condições em que ocorreu sua preparação acadêmica.

As quatro notas A* deram uma medida concreta desse desempenho, enquanto os 100% obtidos em História e Direito reforçaram o resultado acadêmico alcançado justamente em duas disciplinas relacionadas à área que escolheria para continuar os estudos na universidade.

Quando os resultados foram divulgados, Lewis tinha 22 anos e já havia passado de um adolescente que deixara a escola para um candidato admitido em Cambridge, depois de retornar aos estudos, trabalhar para se sustentar e enfrentar um período sem moradia estável.

Universidade de Cambridge veio após rotina intensa de estudos

A entrada em Cambridge dependia do desempenho necessário nos exames finais, e as quatro notas A* confirmaram que Lewis havia atingido os resultados exigidos para assumir a vaga no curso de Direito, encerrando aquela etapa de preparação acadêmica.

Nesse percurso, a biblioteca permaneceu como um dos espaços mais importantes, porque oferecia um ambiente adequado para estudar durante longas horas mesmo quando ele não contava com uma residência fixa onde pudesse manter materiais, organizar horários e repetir a mesma rotina diariamente.

O trabalho, por sua vez, continuava ocupando parte significativa da semana, já que as 24 horas relatadas por Lewis não correspondiam a uma atividade extracurricular ligada ao curso, mas a uma forma de obter renda enquanto completava a formação necessária para chegar à universidade.

Mesmo com o auxílio financeiro oferecido pela instituição, ele atravessou parte do período dos exames alternando locais para dormir e administrando despesas básicas, enquanto tentava preservar o rendimento acadêmico exigido para transformar a vaga pretendida em uma matrícula efetiva em Cambridge.

Quando os resultados finalmente chegaram, o estudante que havia abandonado a escola aos 17 anos e retornado três anos depois conseguiu notas suficientes para estudar Direito em uma das universidades mais reconhecidas do Reino Unido, após uma trajetória marcada por trabalho e instabilidade.

Se uma biblioteca pôde se tornar o principal espaço de preparação de um estudante que trabalhava para se sustentar e não tinha residência permanente, até que ponto acesso a ambientes adequados de estudo pode influenciar oportunidades acadêmicas em situações semelhantes?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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