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Depois de cidades passarem dos 35°C, nova massa de ar polar já tem data para virar o tempo no centro sul, derrubar máximas em horas e levar mínimas abaixo de 0°C às áreas altas entre 21 e 25 de agosto
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 18/08/2026 às 10:36
Atualizado em 18/08/2026 às 10:37
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O contraste regional chega a 38,7°C entre os 36,7°C medidos no Paraná e os 2°C negativos previstos em áreas altas catarinenses; a nova massa de ar polar já tem data, começa a derrubar as temperaturas no dia 21 e favorece geada no Sul durante o fim de semana mais frio
A nova massa de ar polar já tem data para mudar o tempo no centro-sul do Brasil entre 21 e 25 de agosto de 2026, depois de uma sequência de calor que levou os termômetros além dos 35°C. A previsão foi publicada pelo ND Mais em 17 de agosto, em reportagem de Deny Campos baseada na análise do engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho, da Climaterra. O cenário aponta chuva na transição, queda brusca das temperaturas e mínimas abaixo de 0°C em áreas do Sul.
A atualização da Epagri/Ciram assinada pela meteorologista Gilsânia Cruz em 18 de agosto confirma, para Santa Catarina, máximas de 27°C a 33°C nesta terça-feira, temporais isolados na quinta-feira, declínio térmico na sexta e mínimas de −2°C a 4°C nas áreas altas no sábado, dia 22. O Simepar, em boletim de Leonardo Zucuni Furlan, mediu 36,7°C em Capanema e 35,1°C em Loanda no dia 17. A Defesa Civil catarinense, em nota elaborada pela meteorologista Jéssica Silva, também indicou uma passagem rápida do calor para o frio. As previsões consultadas estendem o ar gelado a Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, com intensidade desigual.
Calor acima de 35°C prepara um contraste raro em poucos dias
Capanema marcou 36,7°C na tarde de segunda-feira, 17 de agosto, e Loanda chegou a 35,1°C no mesmo dia. As duas cidades ficam no Paraná, onde o calor passou de 34°C em partes do Oeste e do Noroeste. Santa Catarina ainda entrou na terça-feira sob uma massa de ar quente, com previsão de máximas entre 27°C e 33°C. O cenário anterior à frente fria tem cara de verão no meio de agosto, com tarde quente, noite abafada no interior e casaco esquecido no armário.
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Os 36,7°C registrados em Capanema e os −2°C previstos para áreas altas catarinenses formam um intervalo regional de 38,7°C em cinco dias. Faz a conta: essa diferença se aproxima da distância entre uma tarde muito quente e a temperatura de um congelador doméstico, embora o paralelo sirva apenas para dar escala. Os dois valores pertencem a estados, altitudes e momentos diferentes. Portanto, não representam uma queda de temperatura de 38,7°C numa única cidade.
A nova massa de ar polar já tem data dentro desse contraste, mas cada município vai sentir a mudança de um jeito. Altitude, cobertura de nuvens, vento, distância do mar e relevo mudam a mínima de um bairro para outro. Uma baixada da Serra pode ficar abaixo de zero enquanto uma área próxima, situada numa encosta, permanece positiva. A queda de temperatura ganha manchetes pelos extremos do frio no Sul, porém a experiência real do morador depende da localização exata.
Frente fria abre a passagem entre o abafamento e o ar gelado
A quarta-feira, 19 de agosto, começa com sol e aumento de nuvens em Santa Catarina. Pancadas de chuva com trovoadas podem aparecer a partir da tarde no Meio-Oeste, no Planalto Sul e no Litoral Sul. Um cavado, nome dado a uma área alongada de baixa pressão, atua sobre o Rio Grande do Sul e ajuda a organizar a instabilidade. A frente fria ganha forma no estado gaúcho e avança na quinta-feira, dia 20.
A quinta-feira terá mais nuvens e possibilidade de chuva e temporais isolados desde a manhã no Oeste catarinense, com avanço para outras regiões durante o dia. As rajadas podem alcançar de 40 a 60 km/h. A frente fria funciona como a linha de troca das massas de ar: antes dela, predominam o calor e o vento de norte; depois da passagem, o vento vira e abre espaço para a massa de ar frio e seco.
O ciclone extratropical associado ao sistema ajuda a organizar os ventos e a deslocar a frente fria, mas sua simples presença não permite afirmar que todas as cidades enfrentarão temporal severo. A chuva depende da posição do sistema, da umidade disponível e do horário da passagem. A queda de temperatura começa atrás desse sistema, quando a massa de ar frio ocupa o espaço deixado pelo ar quente. O morador precisa acompanhar os avisos oficiais locais porque uma previsão ampla para o centro-sul não substitui o alerta emitido para o próprio município.
Dia 21 marca a queda de temperatura e o dia 22 concentra a geada
A sexta-feira, 21 de agosto, deve amanhecer com mais nuvens e chuva fraca ou isolada no Oeste e no Sul de Santa Catarina. O sol aparece na maior parte do estado ao longo do dia, mas a temperatura já recua com o ingresso da massa de ar frio. As mínimas ficam entre 3°C e 12°C, enquanto as máximas variam de 14°C a 23°C em boa parte do território catarinense. Rajadas de 40 a 60 km/h podem aumentar a sensação de frio no Litoral.
O sábado, 22 de agosto, reúne a faixa numérica mais firme da previsão oficial consultada. O tempo fica estável, o sol predomina e as áreas altas podem registrar mínimas de −2°C a 4°C. Há condição para geada do Oeste aos planaltos ao amanhecer, e as máximas ficam abaixo de 20°C no estado. As temperaturas negativas dependem principalmente das áreas elevadas e das baixadas protegidas do vento, onde o ar frio se acumula durante a madrugada.
A nova massa de ar polar já tem data para entrar, porém o valor abaixo de zero não deve ser espalhado automaticamente por toda a Região Sul. Cidades litorâneas tendem a manter mínimas mais altas por influência do oceano. Centros urbanos também podem reter calor durante a noite. A massa de ar frio encontra as condições mais favoráveis aos menores registros na Serra catarinense, enquanto outras partes de Santa Catarina sentem o frio no Sul por máximas baixas, vento e grande diferença em relação aos dias anteriores. As temperaturas negativas ficam concentradas nos pontos de maior altitude e nas baixadas mais propícias ao resfriamento noturno.
Pico entre 23 e 25 exige acompanhamento diário da previsão
O domingo, 23, a segunda-feira, 24, e a terça-feira, 25, aparecem como o período de maior abrangência do ar frio nas previsões de médio prazo. A massa avança pelo centro-sul e alcança áreas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O efeito esperado nessas regiões é uma queda de temperatura com intensidades diferentes, sem garantia de mínimas negativas fora dos pontos mais frios. O frio no Sul será mais abrangente que as temperaturas negativas, restritas às áreas com ambiente favorável.
Os modelos usados para uma previsão de cinco a quinze dias mudam à medida que novas observações entram nos cálculos. A tendência atual mantém temperaturas mais baixas entre 23 e 25 de agosto e condição de geada sobretudo no Planalto Sul catarinense, mas existe divergência sobre chuva, cobertura de nuvens e valores mínimos. O intervalo de 21 a 25 permanece como janela da mudança; a distribuição exata do frio ainda pode ser ajustada.
Ronaldo Coutinho resumiu a sequência ao afirmar: “Vamos ter uma semana que vai começar com calor e terminar com muito frio”. A frase descreve a troca rápida do padrão, mas não transforma previsão em temperatura já observada. O registro abaixo de 0°C somente poderá ser confirmado depois da leitura das estações meteorológicas. Até lá, temperaturas negativas, geada e horários de maior resfriamento permanecem como prognósticos sujeitos a revisão.
Geada pode aparecer mesmo num trimestre com temperatura acima da média
O trimestre de agosto a outubro tem indicação de temperatura acima da média em Santa Catarina, além de períodos aquecidos mais frequentes e episódios de frio intenso menos duradouros. A chegada de uma massa de ar frio dentro desse padrão não cria contradição. Uma média mensal reúne todos os dias e horários; um evento de duas ou três madrugadas geladas pode ocorrer mesmo quando o conjunto do mês termina mais quente que o normal.
Um mês com 27 dias acima do padrão e três amanheceres muito frios ainda pode fechar com média elevada. Pensa no tamanho dessa diferença: a estatística climática descreve um período longo, enquanto a previsão do tempo acompanha o que acontece nesta semana. A geada prevista para o dia 22 é um evento pontual dentro de uma estação marcada por alternância, não uma prova de que toda a tendência sazonal virou.
O El Niño favorece, no cenário catarinense deste inverno e da primavera, mais umidade e maior frequência de períodos quentes. A massa de ar frio ainda consegue avançar pelo Sul e formar geada isolada, principalmente no Planalto Sul. A presença de um padrão global não bloqueia cada incursão polar; ela altera a frequência, a duração e a distribuição dos episódios ao longo de vários meses.
Mudança rápida pede atenção à chuva, ao vento e à madrugada fria
Os temporais isolados previstos para quinta-feira antecedem a parte mais fria do evento. Motoristas devem evitar áreas alagadas e acompanhar alertas municipais antes de pegar a estrada. Moradores precisam recolher objetos soltos quando houver aviso de rajadas e procurar abrigo longe de árvores e estruturas frágeis durante trovoadas. A frente fria traz um risco diferente daquele associado às temperaturas negativas, e a passagem entre os dois momentos pode acontecer dentro de poucas horas.
Produtores rurais das áreas com previsão de geada precisam consultar os boletins agrometeorológicos e as orientações técnicas voltadas a cada cultura. Hortaliças, pomares e lavouras respondem de modos distintos ao frio, e uma mínima medida no abrigo meteorológico não reproduz exatamente a temperatura junto às folhas. A topografia da propriedade também pesa: o ar frio desce e costuma se concentrar nas partes mais baixas do terreno.
Famílias que moram nas áreas altas devem organizar agasalhos e verificar as condições de pessoas idosas, crianças e animais domésticos antes do amanhecer mais gelado. Equipamentos de aquecimento exigem ventilação adequada e uso conforme a orientação do fabricante. As temperaturas negativas ampliam o risco de gelo sobre superfícies expostas. Os avisos da Defesa Civil podem mudar até o fim de semana, porque a posição da massa de ar frio e a quantidade de nuvens definem quanto a temperatura consegue cair durante a noite.
Nova massa de ar polar já tem data, mas cada cidade terá sua própria virada
Os dados disponíveis em 18 de agosto colocam a mudança entre os dias 21 e 25, com a faixa oficial de −2°C a 4°C nas áreas altas de Santa Catarina no sábado, dia 22. A frente fria passa antes, entre quarta e quinta-feira. O frio no Sul avança depois para partes do Sudeste e do Centro-Oeste. O ponto confirmado é a troca rápida do calor pelo ar frio; os extremos de cada município dependem das próximas atualizações.
Moradores do centro-sul passaram dos 35°C em algumas cidades antes da aproximação da frente fria.
Você sentiu esse calor na sua cidade ou já se prepara para o frio no Sul? Conte nos comentários o município, a temperatura registrada e o horário da medição. Esses três dados permitem comparar relatos reais sem tratar a previsão de uma região como se valesse de forma igual para toda a área afetada.
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nova massa de ar polar já tem data
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

