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Depois de decolar da Islândia, avião da NASA voa a cerca de 15 km de altitude para perseguir a sombra do eclipse solar, registra a coroa do Sol com câmeras multiespectrais e transforma os poucos minutos de escuridão de 12 de agosto em dados para investigar fenômenos que ainda desafiam os cientistas

Depois de decolar da Islândia, avião da NASA voa a cerca de 15 km de altitude para perseguir a sombra do eclipse solar, registra a coroa do Sol com câmeras multiespectrais e transforma os poucos minutos de escuridão de 12 de agosto em dados para investigar fenômenos que ainda desafiam os cientistas

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Depois de decolar da Islândia, avião da NASA voa a cerca de 15 km de altitude para perseguir a sombra do eclipse solar, registra a coroa do Sol com câmeras multiespectrais e transforma os poucos minutos de escuridão de 12 de agosto em dados para investigar fenômenos que ainda desafiam os cientistas

Escrito por Carla Teles

Publicado em 13/08/2026 às 12:48

Atualizado em 13/08/2026 às 12:49

Ciência e Tecnologia

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Avião da NASA decolou da Islândia durante eclipse solar e registrou a coroa do Sol a 15 km de altitude para gerar novos dados científicos. Imagens: NASA

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O avião da NASA WB-57 decolou de Keflavik, na Islândia, durante o eclipse solar de 12 de agosto de 2026 e registrou a coroa do Sol com o sistema SAMI. A missão buscou ampliar o tempo de observação e coletar imagens em luz visível e infravermelha para estudos heliofísicos posteriores.

O avião da NASA WB-57 decolou do aeroporto de Keflavik, na Islândia, em 12 de agosto de 2026 com uma missão incomum: acompanhar a sombra da Lua durante o eclipse solar total e registrar a coroa do Sol a partir de grande altitude. A operação foi realizada e a própria NASA já disponibilizou imagens captadas pelo sistema científico instalado na parte frontal da aeronave, confirmando que o eclipse foi observado do céu islandês.

A atualização é importante porque, antes do eclipse, a missão ainda era apresentada como um plano científico. A NASA havia explicado que o WB-57 voaria a cerca de 50 mil pés, aproximadamente 15,2 quilômetros, carregando o SCIFLI Multispectral Airborne Imager, o SAMI. Depois do evento, a agência confirmou que o avião decolou de Keflavik e efetivamente registrou o eclipse de 12 de agosto, produzindo imagens destinadas ao estudo da coroa solar.

Avião da NASA decolou de Keflavik para observar o eclipse

As imagens divulgadas pela NASA mostram o WB-57 partindo do aeroporto de Keflavik, na Islândia, para realizar observações científicas durante a passagem da sombra lunar. A região estava dentro da faixa de totalidade do eclipse de 12 de agosto, que atravessou áreas do Hemisfério Norte, incluindo Islândia, Groenlândia e Espanha.

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A missão deixou, portanto, de ser apenas uma operação prevista e passou a ter registros oficiais da execução do voo. A NASA publicou tanto imagens da aeronave e da equipe em solo quanto registros do próprio eclipse obtidos a bordo, confirmando que o sistema de observação foi utilizado durante a totalidade.

WB-57 levou instrumentos a cerca de 15 quilômetros de altitude

O plano científico previa que o WB-57 operasse a aproximadamente 50 mil pés, equivalentes a pouco mais de 15 quilômetros acima da superfície. Nessa altitude, o avião fica acima de grande parte das nuvens e de uma parcela significativa da atmosfera que pode prejudicar observações astronômicas realizadas a partir do solo.

Esse posicionamento também permite observar determinados comprimentos de onda infravermelhos que são absorvidos pelas camadas inferiores da atmosfera. Para os pesquisadores, levar os instrumentos para grande altitude não servia apenas para fugir das nuvens, mas também para ampliar aquilo que as câmeras poderiam registrar da coroa solar.

Câmeras multiespectrais registraram a coroa do Sol

Vídeo: NASA

Na parte frontal do avião estava o SCIFLI Multispectral Airborne Imager, conhecido pela sigla SAMI. O sistema foi desenvolvido para reunir câmeras capazes de observar a coroa em diferentes comprimentos de onda de luz visível e infravermelha, permitindo comparar estruturas que podem aparecer de formas distintas dependendo da faixa observada.

A NASA confirmou após o eclipse que as imagens divulgadas do fenômeno foram captadas pelo SAMI instalado no WB-57. O material já tornado público mostra o eclipse visto do céu islandês, mas a divulgação inicial das imagens não equivale ainda à publicação dos resultados científicos completos obtidos com todos os dados da missão.

Sistema podia registrar pelo menos 20 imagens por segundo

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Antes da missão, a NASA informou que o conjunto de quatro câmeras poderia produzir pelo menos 20 imagens por segundo. Essa velocidade foi escolhida para acompanhar estruturas da coroa e mudanças que podem acontecer rapidamente durante a curta janela em que a Lua encobre completamente o disco solar.

O interesse não estava apenas em produzir imagens visualmente impressionantes. Sequências rápidas permitem aos cientistas acompanhar movimentos, fluxos e alterações na atmosfera externa do Sol, formando um conjunto de dados que pode ser analisado quadro a quadro depois do voo.

Perseguir a sombra ampliou o tempo disponível para observação

Para uma pessoa parada em solo, a totalidade do eclipse de 12 de agosto durava no máximo cerca de dois minutos e 18 segundos, segundo os cálculos apresentados pela NASA antes do evento. A estratégia do WB-57 era voar na mesma direção do deslocamento da sombra lunar para permanecer dentro dela durante mais tempo.

Voando a aproximadamente 460 milhas por hora, cerca de 740 km/h, o avião da NASA poderia ampliar sua janela de observação da coroa para perto de três minutos. Alguns segundos extras têm valor científico relevante quando instrumentos trabalham em alta velocidade e produzem numerosas imagens em diferentes faixas do espectro.

Coroa solar continua cercada por questões fundamentais

A coroa é a atmosfera externa do Sol e pode alcançar temperaturas próximas de um milhão de graus, apesar de a superfície visível da estrela ser muito mais fria. Entender como essa região recebe e distribui tamanha quantidade de energia continua sendo um dos problemas investigados pela física solar.

Durante um eclipse total, a Lua bloqueia o intenso brilho do disco solar e permite que estruturas muito mais tênues ao redor do Sol sejam observadas. Esse alinhamento natural cria condições raras para estudar detalhes da coroa que normalmente ficam ofuscados pela luminosidade da estrela.

Missão busca entender proeminências, fluxos e aquecimento solar

Entre os objetivos científicos divulgados pela NASA estão estudos sobre a formação de proeminências solares, estruturas de material que podem permanecer suspensas acima da superfície, além da relação entre matéria presente na coroa e o vento solar que se espalha pelo Sistema Solar.

Os registros também podem ajudar os pesquisadores a investigar como a coroa é aquecida e como suas estruturas mudam rapidamente. O eclipse funciona, assim, como uma janela de observação extremamente curta que precisa ser convertida em um grande volume de informações para análise posterior.

Busca por fenômenos rápidos motivou câmeras de alta velocidade

O material anterior à missão também destacava o interesse em eventos de pequena escala e em alterações rápidas relacionadas aos campos magnéticos do Sol. Uma das questões discutidas nesse contexto é como liberações de energia podem contribuir para explicar as temperaturas extremas observadas na coroa.

A capacidade de observar o Sol em diferentes comprimentos de onda pode permitir que estruturas distintas sejam comparadas durante o mesmo intervalo de tempo. A resposta científica, porém, depende da análise dos dados coletados, e a NASA ainda não apresentou nessa divulgação inicial conclusões definitivas sobre os fenômenos registrados em 12 de agosto.

Equipamento já havia voado durante o eclipse de 2024

O SAMI não estreou nessa missão. O mesmo instrumento havia sido levado por um WB-57 durante o eclipse solar total de 8 de abril de 2024, quando produziu imagens e informações sobre a coroa. Para 2026, a equipe realizou modificações com base no que havia aprendido naquela campanha anterior.

Entre as mudanças planejadas estavam ajustes nos tempos de exposição para registrar melhor regiões brilhantes que haviam ficado superexpostas em 2024. Os pesquisadores também pretendiam utilizar ferramentas de software desenvolvidas desde então para acelerar o processamento e a análise das novas observações.

Eclipse também foi estudado por balões científicos

O WB-57 fazia parte de uma campanha maior. Equipes apoiadas pela NASA também prepararam balões científicos na Islândia e na Espanha para analisar como a atmosfera terrestre responde à redução repentina da radiação solar causada pela passagem da sombra da Lua.

Enquanto o avião direcionava seus instrumentos para a coroa, os projetos com balões buscavam observar efeitos atmosféricos. A estratégia permitiu estudar o mesmo eclipse por perspectivas diferentes: de um lado, a atividade solar; do outro, a resposta da atmosfera da Terra à rápida passagem da luz para a escuridão.

NASA já divulgou imagens, mas análise científica continua

Em 12 de agosto, a NASA publicou uma coleção oficial de imagens e vídeos dos experimentos realizados durante o eclipse. O acervo confirma que o WB-57 capturou o fenômeno a partir dos céus da Islândia e identifica o SAMI como o equipamento utilizado para estudar a coroa solar.

Isso permite atualizar a pauta sem afirmar resultados que ainda não foram anunciados. O voo aconteceu, o eclipse foi registrado e as primeiras imagens já estão disponíveis, mas as conclusões científicas dependem do processamento e da interpretação detalhada do material coletado.

Minutos de escuridão agora viraram dados para estudar o Sol

A missão realizada em 12 de agosto transformou um fenômeno que dura poucos minutos em uma campanha científica capaz de produzir numerosas observações. Ao perseguir a sombra lunar em grande altitude, o WB-57 ampliou as condições disponíveis para registrar a coroa em faixas de luz difíceis de observar da superfície terrestre.

Agora, o valor do voo está no que os pesquisadores conseguirem extrair dessas imagens e medições sobre uma das regiões mais complexas do Sol. Você imaginava que cientistas usavam aviões a cerca de 15 quilômetros de altitude para literalmente perseguir a sombra de um eclipse? O que mais chama sua atenção nessa missão: o voo, as câmeras ou os mistérios da coroa solar? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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