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Depois de descobrir que adolescentes com deficiência visual precisavam imaginar o movimento dos astros durante as aulas, estudante da Malásia cria sistema com impressão 3D, representações móveis da Terra, da Lua e do Sol, texturas táteis e áudio, permitindo explorar eclipses solares e lunares com as mãos e levando o projeto ao reconhecimento no James Dyson Award de 2025

Depois de descobrir que adolescentes com deficiência visual precisavam imaginar o movimento dos astros durante as aulas, estudante da Malásia cria sistema com impressão 3D, representações móveis da Terra, da Lua e do Sol, texturas táteis e áudio, permitindo explorar eclipses solares e lunares com as mãos e levando o projeto ao reconhecimento no James Dyson Award de 2025

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Depois de descobrir que adolescentes com deficiência visual precisavam imaginar o movimento dos astros durante as aulas, estudante da Malásia cria sistema com impressão 3D, representações móveis da Terra, da Lua e do Sol, texturas táteis e áudio, permitindo explorar eclipses solares e lunares com as mãos e levando o projeto ao reconhecimento no James Dyson Award de 2025

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 03/08/2026 às 12:40

Curiosidades

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Imagem ilustrativa mostra estudante orientando adolescentes com deficiência visual no uso de um modelo tátil e sonoro de eclipses.

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Ecliptica usa representações da Terra, da Lua e do Sol para transformar eclipses solares e lunares em experiências acessíveis pelo tato e pelo som

Uma dificuldade encontrada no ensino de astronomia levou a estudante malaia Nuha Annisa Binti Mohamed Nazmi a desenvolver um recurso educacional multissensorial.

Chamado Ecliptica, o equipamento permite que jovens com deficiência visual explorem eclipses solares e lunares por meio de movimentos, texturas e mensagens sonoras.

Em 2025, o projeto recebeu reconhecimento na etapa nacional do James Dyson Award, prêmio dedicado a estudantes e recém-formados em design e engenharia.

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Experiência como tutora revelou barreiras no ensino de astronomia

Antes de criar o equipamento, Nuha participou de atividades voluntárias como tutora de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Posteriormente, durante uma disciplina de ergonomia, a estudante percebeu que muitos materiais educacionais não consideravam a acessibilidade desde o começo.

Geralmente, os recursos eram desenvolvidos para pessoas sem deficiência. Somente depois, portanto, os responsáveis acrescentavam algumas adaptações.

Durante o desenvolvimento da proposta, Nuha visitou a St. Nicholas Home, em Penang, e conversou com adolescentes com deficiência visual.

Na ocasião, os jovens demonstraram interesse por astronomia. Entretanto, eles relataram que conseguiam apenas ouvir as explicações e imaginar o posicionamento dos astros.

Como funciona o sistema Ecliptica?

A partir dessas conversas, Nuha criou um equipamento com representações móveis da Terra, da Lua e do Sol.

Primeiramente, o estudante gira manualmente os componentes. Dessa forma, ele reproduz os alinhamentos responsáveis pela formação dos eclipses solares e lunares.

Na prática, cada posição ativa uma mensagem sonora relacionada à fase representada pelo equipamento.

Assista o vídeo

O Ecliptica combina três elementos principais:

Durante um eclipse solar, as texturas indicam quanto da superfície do Sol permanece encoberta pela Lua.

No modelo lunar, uma linha marcada permite identificar a parcela da Lua atingida pela sombra projetada pela Terra.

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Caio Aviz

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Cores, texturas e fones atendem diferentes necessidades

Além do sistema tátil, o Ecliptica possui cores contrastantes para auxiliar estudantes com baixa visão.

Superfícies mais marcadas, por sua vez, ajudam pessoas que apresentam menor sensibilidade tátil.

Outro recurso importante é a saída para fones de ouvido. Assim, o estudante consegue compreender o áudio mesmo em salas com ruídos.

O braile aparece somente em pontos específicos do equipamento.

Durante as entrevistas, alguns adolescentes explicaram que compreendiam melhor novos conceitos quando utilizavam formas, sons e texturas.

Protótipo foi construído com impressão 3D

Depois das entrevistas, Nuha utilizou as avaliações recebidas para aprimorar o projeto.

Na etapa seguinte, a estudante construiu o protótipo final com tecnologia de impressão 3D.

Apesar do avanço, o equipamento ainda não passou por avaliações amplas dentro das escolas.

Segundo a documentação do James Dyson Award, o Ecliptica permanece como um projeto em desenvolvimento.

Projeto pode ganhar novos idiomas e conteúdos

Após o reconhecimento recebido em 2025, Nuha definiu novas possibilidades para ampliar o alcance educacional do sistema.

Entre os próximos objetivos, a estudante pretende adicionar áudios em diferentes idiomas e incluir mais conteúdos relacionados à astronomia.

Futuramente, Nuha também deseja adaptar a abordagem multissensorial para outras disciplinas.

Dessa maneira, o Ecliptica demonstra como tato, som e movimento podem tornar conceitos visuais mais compreensíveis para estudantes com deficiência visual.

Você acredita que recursos como o Ecliptica podem transformar o ensino de astronomia para estudantes com deficiência visual?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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